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Diretor do FMI promete menos interferência na economia latina


Do Diário OnLine
Com Agências

29/02/2004 | 19:19


O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, participou neste domingo de um churrasco, na Granja do Torto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Antonio Palocci (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Após o encontro, Köhler prometeu uma menor ingerência do FMI nas políticas econômicas dos países latinos.

O FMI é acusado de excesso de interferência na economia de países emergentes, pois freqüentemente exige superávits muito altos e cortes nos gastos públicos de seus devedores. O receituário conversador do organismo é apontado como uma das causas do pequeno crescimento de alguns países em desenvolvimento nos últimos anos.

Köhler explicou que ainda precisa discutir a diminuição da interferência com o Conselho Diretor do FMI antes dela se tornar prática do organismo. O governo brasileiro defende uma maior liberdade para definir suas políticas econômicas, para aumentar o gasto com investimentos e diminuir o superávit primário.

Após o encontro, Palocci ressaltou que a diminuição da ingerência não é uma demanda apenas brasileira. Ele destacou que este tema envolverá “um diálogo de longo prazo”.

Crescimento- Após o fiasco da economia brasileira em 2003, quando houve uma retração de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país, o diretor-gerente do FMI fez uma previsão otimista para 2004. Ele afirmou, após o encontro com Lula, que o Fundo acredita que o Brasil terá “um forte crescimento neste ano”.

Ele elogiou a política econômica e monetária do governo Lula, ressaltando que “o país começa agora a colher a recompensa”. “Temos indicadores claros demonstrando que a economia brasileira está crescendo”, disse, explicando que a recuperação da economia do Brasil será baseada “em aumento de investimentos, exportações e consumo”.

Köhler concluiu seu pronunciamento dizendo ter “um bom pressentimento sobre o Brasil”. Na segunda-feira, o diretor do FMI embarca para Montes Claros (MG), onde visita o projeto de Irrigação do Jaíba, que faz distribuição de leite e mantém cozinhas sertanejas.

Ainda na segunda, ele se reúne às 16h30 com banqueiros e industriais na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.



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Diretor do FMI promete menos interferência na economia latina

Do Diário OnLine
Com Agências

29/02/2004 | 19:19


O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, participou neste domingo de um churrasco, na Granja do Torto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Antonio Palocci (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Após o encontro, Köhler prometeu uma menor ingerência do FMI nas políticas econômicas dos países latinos.

O FMI é acusado de excesso de interferência na economia de países emergentes, pois freqüentemente exige superávits muito altos e cortes nos gastos públicos de seus devedores. O receituário conversador do organismo é apontado como uma das causas do pequeno crescimento de alguns países em desenvolvimento nos últimos anos.

Köhler explicou que ainda precisa discutir a diminuição da interferência com o Conselho Diretor do FMI antes dela se tornar prática do organismo. O governo brasileiro defende uma maior liberdade para definir suas políticas econômicas, para aumentar o gasto com investimentos e diminuir o superávit primário.

Após o encontro, Palocci ressaltou que a diminuição da ingerência não é uma demanda apenas brasileira. Ele destacou que este tema envolverá “um diálogo de longo prazo”.

Crescimento- Após o fiasco da economia brasileira em 2003, quando houve uma retração de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país, o diretor-gerente do FMI fez uma previsão otimista para 2004. Ele afirmou, após o encontro com Lula, que o Fundo acredita que o Brasil terá “um forte crescimento neste ano”.

Ele elogiou a política econômica e monetária do governo Lula, ressaltando que “o país começa agora a colher a recompensa”. “Temos indicadores claros demonstrando que a economia brasileira está crescendo”, disse, explicando que a recuperação da economia do Brasil será baseada “em aumento de investimentos, exportações e consumo”.

Köhler concluiu seu pronunciamento dizendo ter “um bom pressentimento sobre o Brasil”. Na segunda-feira, o diretor do FMI embarca para Montes Claros (MG), onde visita o projeto de Irrigação do Jaíba, que faz distribuição de leite e mantém cozinhas sertanejas.

Ainda na segunda, ele se reúne às 16h30 com banqueiros e industriais na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.

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