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FUABC contrata diretor ainda alvo de denúncias

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Hoje na Central de Convênios, Araldo do Costa
Saraiva responde ações judiciais por improbidade


Fabio Martins
Diário do Grande ABC

26/03/2017 | 07:00


A FUABC (Fundação do ABC), entidade mantida pelas prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano, presidida por Maria Bernardette Vianna, contratou como novo diretor geral da Central de Convênios, Aroldo da Costa Saraiva, na mira de denúncias por improbidade administrativa em cidades nas quais atuou no primeiro escalão do governo, a exemplo de Mogi das Cruzes e Campos do Jordão. Em pelo menos dois processos, ainda em andamento, o dirigente, que receberá salário mensal de R$ 16,4 mil, responde por ações que apontam para irregularidades em licitação. Com a nomeação, já avalizada, ele ficará responsável pela hoje maior unidade mantida pela instituição, administrando 40 planos de trabalho. 

Entre as parcerias mais recentes da Central de Convênios está a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) 24 horas do bairro Rodeio, em Mogi das Cruzes. O equipamento é gerido pela entidade desde o fim de 2015, e tinha no posto de coordenador técnico o médico Paulo Saraiva, filho de Aroldo, ex-supersecretário da cidade mogiana na gestão de Junji Abe (PSD). No município do Alto Tietê, ele trabalhou na Pasta chamada de Controle e Estratégia, função considerada chave no governo de seu aliado. 

O Ministério Público ajuizou ação civil contra Aroldo e outros agentes públicos ao enxergar, por exemplo, ilegalidades na contratação da Engenet Engenharia Construção Ltda. pela prefeitura de Mogi. A Justiça acatou a acusação, descrevendo ter encontrado “elementos suficientes para que seja decretada”, inclusive, a indisponibilidade de bens dos envolvidos – impondo o limite de valor do dano em R$ 429,9 mil. A empresa havia sido inabilitada para a concorrência. O então secretário de Obras manteve a desclassificação, mas Aroldo e o outro servidor deram provimento ao recurso da Engenet, que sagrou-se vencedora do processo, “não concluindo a totalidade das obras (e entregando parte em péssima qualidade)”. O TCE (Tribunal de Contas do Estado), ao analisar licitação e contrato, concluiu serem eles irregulares. 

Depois da passagem por Mogi, Aroldo foi também titular da Pasta da Fazenda em Ubatuba, no Litoral paulista, e de Saúde em Campos do Jordão, no Vale do Paraíba – após o pleito de outubro, ele integrou grupo de transição em Caraguatatuba. Em Campos, uma empresa de saúde o acusa ter sido inabilitada de certame de forma imprópria. Desentendimentos com o então prefeito teriam provocado sua exoneração. Pouco tempo antes, porém, o atual diretor da FUABC foi alvo de manifestação por grupo que invadiu o Paço e protestou contra as condições da saúde no município e pediu a sua saída do cargo. 

A entidade regional alegou que o critério para indicação de Aroldo é técnico e o nome foi recomendado pelo Paço andreense, justificando tratar-se de colaborador extremamente qualificado para a função. “Não há qualquer condenação judicial ou questão legal que o impeça de exercer a função indicada. Ele teve o currículo analisado pelo órgão máximo de deliberação da Fundação, o Conselho de Curadores, que aprovou por unanimidade a contratação”, pontuou, por nota, acrescentando que a ata em que consta a nomeação de Aroldo teve aval sem ressalvas da Promotoria de Justiça de Fundações de Santo André e “já está devidamente registrada em cartório”.



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FUABC contrata diretor ainda alvo de denúncias

Hoje na Central de Convênios, Araldo do Costa
Saraiva responde ações judiciais por improbidade

Fabio Martins
Diário do Grande ABC

26/03/2017 | 07:00


A FUABC (Fundação do ABC), entidade mantida pelas prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano, presidida por Maria Bernardette Vianna, contratou como novo diretor geral da Central de Convênios, Aroldo da Costa Saraiva, na mira de denúncias por improbidade administrativa em cidades nas quais atuou no primeiro escalão do governo, a exemplo de Mogi das Cruzes e Campos do Jordão. Em pelo menos dois processos, ainda em andamento, o dirigente, que receberá salário mensal de R$ 16,4 mil, responde por ações que apontam para irregularidades em licitação. Com a nomeação, já avalizada, ele ficará responsável pela hoje maior unidade mantida pela instituição, administrando 40 planos de trabalho. 

Entre as parcerias mais recentes da Central de Convênios está a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) 24 horas do bairro Rodeio, em Mogi das Cruzes. O equipamento é gerido pela entidade desde o fim de 2015, e tinha no posto de coordenador técnico o médico Paulo Saraiva, filho de Aroldo, ex-supersecretário da cidade mogiana na gestão de Junji Abe (PSD). No município do Alto Tietê, ele trabalhou na Pasta chamada de Controle e Estratégia, função considerada chave no governo de seu aliado. 

O Ministério Público ajuizou ação civil contra Aroldo e outros agentes públicos ao enxergar, por exemplo, ilegalidades na contratação da Engenet Engenharia Construção Ltda. pela prefeitura de Mogi. A Justiça acatou a acusação, descrevendo ter encontrado “elementos suficientes para que seja decretada”, inclusive, a indisponibilidade de bens dos envolvidos – impondo o limite de valor do dano em R$ 429,9 mil. A empresa havia sido inabilitada para a concorrência. O então secretário de Obras manteve a desclassificação, mas Aroldo e o outro servidor deram provimento ao recurso da Engenet, que sagrou-se vencedora do processo, “não concluindo a totalidade das obras (e entregando parte em péssima qualidade)”. O TCE (Tribunal de Contas do Estado), ao analisar licitação e contrato, concluiu serem eles irregulares. 

Depois da passagem por Mogi, Aroldo foi também titular da Pasta da Fazenda em Ubatuba, no Litoral paulista, e de Saúde em Campos do Jordão, no Vale do Paraíba – após o pleito de outubro, ele integrou grupo de transição em Caraguatatuba. Em Campos, uma empresa de saúde o acusa ter sido inabilitada de certame de forma imprópria. Desentendimentos com o então prefeito teriam provocado sua exoneração. Pouco tempo antes, porém, o atual diretor da FUABC foi alvo de manifestação por grupo que invadiu o Paço e protestou contra as condições da saúde no município e pediu a sua saída do cargo. 

A entidade regional alegou que o critério para indicação de Aroldo é técnico e o nome foi recomendado pelo Paço andreense, justificando tratar-se de colaborador extremamente qualificado para a função. “Não há qualquer condenação judicial ou questão legal que o impeça de exercer a função indicada. Ele teve o currículo analisado pelo órgão máximo de deliberação da Fundação, o Conselho de Curadores, que aprovou por unanimidade a contratação”, pontuou, por nota, acrescentando que a ata em que consta a nomeação de Aroldo teve aval sem ressalvas da Promotoria de Justiça de Fundações de Santo André e “já está devidamente registrada em cartório”.

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