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Para o PT, Luiz Marinho defende anistia ao caixa 2

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em discurso a filiados, prefeito de S.Bernardo se
diz a favor da medida e trava debate com Vicentinho


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

29/11/2016 | 07:00


Em reunião com os principais expoentes do PT de São Bernardo, no sábado, o prefeito Luiz Marinho (PT) anunciou ser favorável à aprovação de anistia a políticos que em eleições passadas tenham praticado caixa dois – uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral. A medida tem norteado as discussões pelo cenário nacional e compõe o pacote de itens anticorrupção que devem ser votados hoje pelo Congresso Nacional. Em meio à polêmica, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), anunciou no domingo que se a medida for aprovada pelos parlamentares, ele irá vetar o texto, impedindo qualquer tramitação.

O prefeito são-bernardense, além de se declarar favorável ao polêmico texto aos correligionários locais, pediu ainda pelo apoio do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), que participará da votação em Brasília.

O tema tomou conta de boa parte do encontro no diretório de São Bernardo, mas Marinho viu Vicentinho refutar da ideia de apoiar o projeto. O parlamentar federal vem anunciando pelas redes sociais ser contra a proposta.

Conforme apuração do Diário, Marinho argumentou que o crivo ao plano seria importante para ampliar investigação da prática a outros partidos.

Na semana passada, a votação do projeto com medidas anticorrupção acabou adiada para hoje após ter sido revelada articulação que previa a apresentação de uma emenda para anistiar quem tivesse feito uso de caixa dois em eleições passadas. Nos bastidores da Câmara chegou a circular um texto de emenda que previa livrar, em todas as esferas cível, criminal e eleitoral quem tivesse praticado a medida de captação de verbas.

Diante da discussão, Temer afirmou que há unanimidade dos dirigentes do Executivo e do Legislativo contra a proposta, o que é compatível com a “voz das ruas”. “Acordamos todos que não há a menor condição de, pelo menos patrocinado pelo presidente da Câmara e do Senado, levar adiante essa proposta”, comentou.

OUTRAS DISCUSSÕES
Conforme discurso da semana passada, Marinho voltou a defender que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo presidente do PT nacional. A um mês de deixar o Executivo local, o petista colocou o próprio nome para as disputas pelo governo do Estado, nas eleições de 2018, e da própria Prefeitura, em 2020. O posicionamento não foi bem recebido pelos integrantes da reunião. Voltou a afirmar também querer a continuidade de seu irmão, Brás, à frente do diretório municipal, duramente contestado.

O Diário tentou contato com Brás, mas ele não atendeu as ligações.


Câmara discute LOA, de R$ 5,3 bilhões, e oposição pontua críticas

Os vereadores de São Bernardo deram início ontem aos debates em torno da LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2017, a última elaborada pela gestão do prefeito Luiz Marinho (PT), que estima arrecadação de R$ 5,3 bilhões, valor 4% superior à do exercício vigente. A primeira discussão ocorreu em audiência pública, realizada no Legislativo, com a presença do secretário adjunto de Orçamento e Planejamento Participativo, Sérgio Vital, e o adjunto de Finanças, Vagner Minervino.

Integrante do bloco de oposição do governo petista e vice-prefeito eleito, Marcelo Lima (SD) liderou contestações ao texto original. “Foi uma boa explanação da equipe de governo, porém existe diferença entre a realidade e o plano. Os números historicamente apresentados pela gestão do PT ficam muito abaixo do executado. Cerca de 25% a 28% não consegue executar”, disse Marcelo, eleito como número dois na chapa do deputado estadual Orlando Morando (PSDB).

O documento deve ser votado pelos vereadores até 31 de dezembro deste ano. A sessão foi presidida pelo vereador Gilberto França (PMDB). A peça orçamentária estipula, entre outras despesas, mais de R$ 1 bilhão para a Saúde, R$ 867,8 milhões para Educação, R$ 766,5 milhões para a Mobilidade Urbana e R$ 580,8 milhões para serviços de drenagem. 



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Para o PT, Luiz Marinho defende anistia ao caixa 2

Em discurso a filiados, prefeito de S.Bernardo se
diz a favor da medida e trava debate com Vicentinho

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

29/11/2016 | 07:00


Em reunião com os principais expoentes do PT de São Bernardo, no sábado, o prefeito Luiz Marinho (PT) anunciou ser favorável à aprovação de anistia a políticos que em eleições passadas tenham praticado caixa dois – uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral. A medida tem norteado as discussões pelo cenário nacional e compõe o pacote de itens anticorrupção que devem ser votados hoje pelo Congresso Nacional. Em meio à polêmica, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), anunciou no domingo que se a medida for aprovada pelos parlamentares, ele irá vetar o texto, impedindo qualquer tramitação.

O prefeito são-bernardense, além de se declarar favorável ao polêmico texto aos correligionários locais, pediu ainda pelo apoio do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), que participará da votação em Brasília.

O tema tomou conta de boa parte do encontro no diretório de São Bernardo, mas Marinho viu Vicentinho refutar da ideia de apoiar o projeto. O parlamentar federal vem anunciando pelas redes sociais ser contra a proposta.

Conforme apuração do Diário, Marinho argumentou que o crivo ao plano seria importante para ampliar investigação da prática a outros partidos.

Na semana passada, a votação do projeto com medidas anticorrupção acabou adiada para hoje após ter sido revelada articulação que previa a apresentação de uma emenda para anistiar quem tivesse feito uso de caixa dois em eleições passadas. Nos bastidores da Câmara chegou a circular um texto de emenda que previa livrar, em todas as esferas cível, criminal e eleitoral quem tivesse praticado a medida de captação de verbas.

Diante da discussão, Temer afirmou que há unanimidade dos dirigentes do Executivo e do Legislativo contra a proposta, o que é compatível com a “voz das ruas”. “Acordamos todos que não há a menor condição de, pelo menos patrocinado pelo presidente da Câmara e do Senado, levar adiante essa proposta”, comentou.

OUTRAS DISCUSSÕES
Conforme discurso da semana passada, Marinho voltou a defender que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo presidente do PT nacional. A um mês de deixar o Executivo local, o petista colocou o próprio nome para as disputas pelo governo do Estado, nas eleições de 2018, e da própria Prefeitura, em 2020. O posicionamento não foi bem recebido pelos integrantes da reunião. Voltou a afirmar também querer a continuidade de seu irmão, Brás, à frente do diretório municipal, duramente contestado.

O Diário tentou contato com Brás, mas ele não atendeu as ligações.


Câmara discute LOA, de R$ 5,3 bilhões, e oposição pontua críticas

Os vereadores de São Bernardo deram início ontem aos debates em torno da LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2017, a última elaborada pela gestão do prefeito Luiz Marinho (PT), que estima arrecadação de R$ 5,3 bilhões, valor 4% superior à do exercício vigente. A primeira discussão ocorreu em audiência pública, realizada no Legislativo, com a presença do secretário adjunto de Orçamento e Planejamento Participativo, Sérgio Vital, e o adjunto de Finanças, Vagner Minervino.

Integrante do bloco de oposição do governo petista e vice-prefeito eleito, Marcelo Lima (SD) liderou contestações ao texto original. “Foi uma boa explanação da equipe de governo, porém existe diferença entre a realidade e o plano. Os números historicamente apresentados pela gestão do PT ficam muito abaixo do executado. Cerca de 25% a 28% não consegue executar”, disse Marcelo, eleito como número dois na chapa do deputado estadual Orlando Morando (PSDB).

O documento deve ser votado pelos vereadores até 31 de dezembro deste ano. A sessão foi presidida pelo vereador Gilberto França (PMDB). A peça orçamentária estipula, entre outras despesas, mais de R$ 1 bilhão para a Saúde, R$ 867,8 milhões para Educação, R$ 766,5 milhões para a Mobilidade Urbana e R$ 580,8 milhões para serviços de drenagem. 

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