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Com Adhemar, São Caetano alçará voo em outros campos

Blue Birds terá ídolo do futebol como kicker em empreitada com gol em forma de ‘Y’ e bola oval


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

25/02/2016 | 07:00


É automático: relembrar do surgimento e crescimento do São Caetano é associar instantaneamente ao ex-atacante Adhemar. Atualmente com 43 anos, viveu os melhores momentos da carreira como jogador com a camisa do Azulão, sendo um dos principais responsáveis por elevar o clube às manchetes pelo Brasil. Agora, dez anos após sua última passagem pelo Anacleto Campanella, seu chute potente será utilizado para auxiliar o Blue Birds, time de futebol americano recém-criado pela agremiação são-caetanense, a alçar voos pelo Estado e País.

A potente finalização que o consagrou e auxiliou por tantas vezes o Azulão a sair de campo vitorioso já havia despertado interesse no esporte americano. Em 2006, inclusive, Adhemar foi observado por empresário do Tampa Bay Buccaneers, time da NFL (Liga dos Estados Unidos). Com precisão de 90% nos arremates durante teste para kicker (responsável pelos chutes ) realizado no Tamboré, foi aprovado, mas burocracia o fez optar por seguir no Brasil.

“Daquela vez foi mais abstrato, meio no escuro, eu precisava ir, ficar um tempo lá nos Estados Unidos, não podia levar a família”, relembra o ex-futebolista, que recebeu a equipe do Diário durante treino do seu projeto com garotos em Porto Feliz.

Quis o destino que agora, neste momento de maior atenção ao futebol americano no Brasil, Adhemar fosse lembrado justamente pelo São Caetano e convidado para ser o kicker do time, para reeditar seus históricos chutes, agora com a intenção de acertar o gol em formato de ‘Y’ com a bola oval.

“Ele tem identificação muito grande com o São Caetano. Alguns amigos sugeriram conversar com ele para ver o que acha. Gosta de esporte, tem isso na veia. Apresentamos o projeto e de imediato falou que aceitaria. Além de atuar como kicker, que vai se preparar para isso, será embaixador do time. Nada mais conveniente neste momento pela história que tem”, explica o superintendente da modalidade no clube, Sérgio Oliveira.

“Se o futebol americano crescer no Brasil ninguém pode me parar, posso jogar até os 60 anos. É só entrar e chutar (risos). Já que não deu para continuar no futebol, quem sabe posso prorrogar minha carreira no americano”, brinca Adhemar.

Quem não se lembra daquele chute pela Copa João Havelange de 2000, contra o Fluminense, no Maracanã, quando da intermediária o ex-atacante cobrou falta e acertou o ângulo do goleiro Murilo. Segundo Adhemar, aquele arremate teve “umas 50 jardas”. Agora, com a bola oval, o irreverente ex-jogador acredita em maior facilidade.

“A batida é diferente, não tem goleiro, barreira nem nada, então é mais fácil. Só não deixa os caras furarem o bloqueio e virem para cima de mim, se não pego minha malinha do São Caetano e volto para Porto Feliz.”

Apesar de toda simplicidade de homem do Interior, Adhemar mostra conhecimento no esporte americano. E tem até ídolo: Payton Manning, campeão do Super Bowl 50 pelo Denver Broncos.

“Ele é quarterback (lançador), posição totalmente diferente da minha, mas joga com a camisa 18. E é atual campeão, então  por cima”, diverte-se. “Às vezes, domingo à tarde, dependendo do jogo, prefiro assistir à NFL do que o Campeonato Brasileiro. Antes achava que era bando de louco que carregava a bola e tinha de chegar até a end zone. Mas vejo que é toda uma estratégia, muitas pessoas envolvidas, algo bem emocionante”, conta o kicker, que estará domingo na região na primeira seletiva para jogadores do Blue Birds.

Equipe surgiu para acompanhar crescimento do esporte no Brasil

O São Caetano Blue Birds surgiu recentemente, a partir de uma equipe já existente na cidade há dez anos, chamada Cougars. Nas duas últimas temporadas, o time esteve paralisado, mas buscava retomar a atividade. A AD São Caetano demonstrou interesse e a parceria foi fechada.

O crescimento do futebol americano no Brasil despertou interesse no departamento de marketing do São Caetano. “No último Super Bowl (no início do mês), o Brasil ficou em terceiro lugar em audiência mundial. Esse foi um dos motivos de o São Caetano olhar para este segmento, para agregar. Há um crescimento e procura absurdos para conhecer e querer jogar”, explica o superintendente da modalidade no clube, Sérgio Oliveira.

A intenção do Blue Birds, no momento, é formar o elenco – haverá seletiva no domingo –, profissionalizar o trabalho e, a partir daí, buscar competições, seja no segundo semestre ou em 2017. A parceria com o São Caetano rendeu ao time local para treino, na Ucra (Vila Carioca), além de staff para cuidar de preparação física, alimentação e outras questões – sem taxa de manutenção aos atletas. “Nossa ideia é ser diferente das equipes por aí”, conclui Oliveira.

SELETIVA

Terminam hoje as inscrições da seletiva para formação da equipe do São Caetano Blue Birds, que será realizada domingo, às 15h, na Ucra (Av. Presidente Wilson, 6.851, Vila Carioca, São Paulo).

A taxa é de R$ 20 e o formulário está no site www.saocaetanofa.com.br. Aos inscritos é obrigatório levar camiseta branca, shorts ou calça, chuteira society ou tênis.



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Com Adhemar, São Caetano alçará voo em outros campos

Blue Birds terá ídolo do futebol como kicker em empreitada com gol em forma de ‘Y’ e bola oval

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

25/02/2016 | 07:00


É automático: relembrar do surgimento e crescimento do São Caetano é associar instantaneamente ao ex-atacante Adhemar. Atualmente com 43 anos, viveu os melhores momentos da carreira como jogador com a camisa do Azulão, sendo um dos principais responsáveis por elevar o clube às manchetes pelo Brasil. Agora, dez anos após sua última passagem pelo Anacleto Campanella, seu chute potente será utilizado para auxiliar o Blue Birds, time de futebol americano recém-criado pela agremiação são-caetanense, a alçar voos pelo Estado e País.

A potente finalização que o consagrou e auxiliou por tantas vezes o Azulão a sair de campo vitorioso já havia despertado interesse no esporte americano. Em 2006, inclusive, Adhemar foi observado por empresário do Tampa Bay Buccaneers, time da NFL (Liga dos Estados Unidos). Com precisão de 90% nos arremates durante teste para kicker (responsável pelos chutes ) realizado no Tamboré, foi aprovado, mas burocracia o fez optar por seguir no Brasil.

“Daquela vez foi mais abstrato, meio no escuro, eu precisava ir, ficar um tempo lá nos Estados Unidos, não podia levar a família”, relembra o ex-futebolista, que recebeu a equipe do Diário durante treino do seu projeto com garotos em Porto Feliz.

Quis o destino que agora, neste momento de maior atenção ao futebol americano no Brasil, Adhemar fosse lembrado justamente pelo São Caetano e convidado para ser o kicker do time, para reeditar seus históricos chutes, agora com a intenção de acertar o gol em formato de ‘Y’ com a bola oval.

“Ele tem identificação muito grande com o São Caetano. Alguns amigos sugeriram conversar com ele para ver o que acha. Gosta de esporte, tem isso na veia. Apresentamos o projeto e de imediato falou que aceitaria. Além de atuar como kicker, que vai se preparar para isso, será embaixador do time. Nada mais conveniente neste momento pela história que tem”, explica o superintendente da modalidade no clube, Sérgio Oliveira.

“Se o futebol americano crescer no Brasil ninguém pode me parar, posso jogar até os 60 anos. É só entrar e chutar (risos). Já que não deu para continuar no futebol, quem sabe posso prorrogar minha carreira no americano”, brinca Adhemar.

Quem não se lembra daquele chute pela Copa João Havelange de 2000, contra o Fluminense, no Maracanã, quando da intermediária o ex-atacante cobrou falta e acertou o ângulo do goleiro Murilo. Segundo Adhemar, aquele arremate teve “umas 50 jardas”. Agora, com a bola oval, o irreverente ex-jogador acredita em maior facilidade.

“A batida é diferente, não tem goleiro, barreira nem nada, então é mais fácil. Só não deixa os caras furarem o bloqueio e virem para cima de mim, se não pego minha malinha do São Caetano e volto para Porto Feliz.”

Apesar de toda simplicidade de homem do Interior, Adhemar mostra conhecimento no esporte americano. E tem até ídolo: Payton Manning, campeão do Super Bowl 50 pelo Denver Broncos.

“Ele é quarterback (lançador), posição totalmente diferente da minha, mas joga com a camisa 18. E é atual campeão, então  por cima”, diverte-se. “Às vezes, domingo à tarde, dependendo do jogo, prefiro assistir à NFL do que o Campeonato Brasileiro. Antes achava que era bando de louco que carregava a bola e tinha de chegar até a end zone. Mas vejo que é toda uma estratégia, muitas pessoas envolvidas, algo bem emocionante”, conta o kicker, que estará domingo na região na primeira seletiva para jogadores do Blue Birds.

Equipe surgiu para acompanhar crescimento do esporte no Brasil

O São Caetano Blue Birds surgiu recentemente, a partir de uma equipe já existente na cidade há dez anos, chamada Cougars. Nas duas últimas temporadas, o time esteve paralisado, mas buscava retomar a atividade. A AD São Caetano demonstrou interesse e a parceria foi fechada.

O crescimento do futebol americano no Brasil despertou interesse no departamento de marketing do São Caetano. “No último Super Bowl (no início do mês), o Brasil ficou em terceiro lugar em audiência mundial. Esse foi um dos motivos de o São Caetano olhar para este segmento, para agregar. Há um crescimento e procura absurdos para conhecer e querer jogar”, explica o superintendente da modalidade no clube, Sérgio Oliveira.

A intenção do Blue Birds, no momento, é formar o elenco – haverá seletiva no domingo –, profissionalizar o trabalho e, a partir daí, buscar competições, seja no segundo semestre ou em 2017. A parceria com o São Caetano rendeu ao time local para treino, na Ucra (Vila Carioca), além de staff para cuidar de preparação física, alimentação e outras questões – sem taxa de manutenção aos atletas. “Nossa ideia é ser diferente das equipes por aí”, conclui Oliveira.

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Terminam hoje as inscrições da seletiva para formação da equipe do São Caetano Blue Birds, que será realizada domingo, às 15h, na Ucra (Av. Presidente Wilson, 6.851, Vila Carioca, São Paulo).

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