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A história do Brasil escrita nos campos

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

24/09/2008 | 07:07


Não há dúvidas de que a parte mais bela da história do Brasil foi construída nos gramados do mundo e suas principais páginas escritas com dribles mágicos, que imortalizaram heróis e criaram mitos. O futebol, inventado pelos ingleses e aperfeiçoado no Brasil, tornou-se o produto símbolo de uma nação que conquistou as maiores glórias com as chuteiras nos pés e hoje exporta talentos para os quatro cantos do mundo. A trajetória deste esporte - que se confunde com o desenvolvimento nacional - pode ser conferida no mais novo espaço cultural da Capital paulista, o Museu do Futebol, que será inaugurado na próxima segunda-feira, dia 29, no estádio do Pacaembu.

Em uma área de 6.900 metros quadrados, embaixo das arquibancadas do histórico estádio de 68 anos, fotos, vídeos, narrações e muita interatividade mostram a trajetória do País e do esporte desde que Charles Miller trouxe a primeira bola para cá, em 1884.

O novo museu, que custou R$ 32,5 milhões, tem seu conteúdo centrado em três eixos: história, emoção e diversão. "Queremos encantar as pessoas pelo que elas sentem pelo futebol", destacou a cenógrafa e diretora de cinema Daniela Thomaz que, ao lado do arquiteto e artista plástico Felipe Tassara, assina a expografia do local.

"Quem quiser ver flâmula e camisa não venha para cá", avisa Caio Luís de Carvalho, presidente da SPTuris, sobre o conteúdo do Museu do Futebol.

No local há bem mais que história de clubes e jogadores. A começar pelas boas-vindas. O visitante é recepcionado pelo Rei Pelé, que saúda quem chega em português, inglês e espanhol.

Os objetos expostos também não se restringem apenas ao esporte, mas sim a sua contextualização histórica. Na Sala das Origens, por exemplo, imagens mostram os primórdios do futebol brasileiro, quando apenas os aristocratas podiam bater uma bolinha e aos menos abastados restava apenas acompanhar de longe.

Na Sala das Copas do Mundo, oito totens exibem os Mundiais. Mas não apenas o que aconteceu dentro de campo. "Oferecemos um contexto sóciocultural e político de cada copa", assinala Leonel Kaz, curador do museu.

Para se ter uma idéia, no espaço destinado à Copa de 1970, imagens de Leila Diniz, Geraldo Vandré, da peça Roda Viva, de Chico Buarque a clássica foto da menina Kin Phul, fugindo nua da guerra do Vietnã. No que mostra os mundiais de 1986 e 1990, as bandas de rock nacional dividem o espaço com Sócrates, Casagrande, Júnior...

O Museu do Futebol vai funcionar de terça a domingo, com entrada a R$ 6, das 10h às 18h, exceto dias de jogo. "Infelizmente a cultura da paz ainda não está presente nos estádios", justificou o secretário de Esportes e Lazer, Walter Feldman.



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A história do Brasil escrita nos campos

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

24/09/2008 | 07:07


Não há dúvidas de que a parte mais bela da história do Brasil foi construída nos gramados do mundo e suas principais páginas escritas com dribles mágicos, que imortalizaram heróis e criaram mitos. O futebol, inventado pelos ingleses e aperfeiçoado no Brasil, tornou-se o produto símbolo de uma nação que conquistou as maiores glórias com as chuteiras nos pés e hoje exporta talentos para os quatro cantos do mundo. A trajetória deste esporte - que se confunde com o desenvolvimento nacional - pode ser conferida no mais novo espaço cultural da Capital paulista, o Museu do Futebol, que será inaugurado na próxima segunda-feira, dia 29, no estádio do Pacaembu.

Em uma área de 6.900 metros quadrados, embaixo das arquibancadas do histórico estádio de 68 anos, fotos, vídeos, narrações e muita interatividade mostram a trajetória do País e do esporte desde que Charles Miller trouxe a primeira bola para cá, em 1884.

O novo museu, que custou R$ 32,5 milhões, tem seu conteúdo centrado em três eixos: história, emoção e diversão. "Queremos encantar as pessoas pelo que elas sentem pelo futebol", destacou a cenógrafa e diretora de cinema Daniela Thomaz que, ao lado do arquiteto e artista plástico Felipe Tassara, assina a expografia do local.

"Quem quiser ver flâmula e camisa não venha para cá", avisa Caio Luís de Carvalho, presidente da SPTuris, sobre o conteúdo do Museu do Futebol.

No local há bem mais que história de clubes e jogadores. A começar pelas boas-vindas. O visitante é recepcionado pelo Rei Pelé, que saúda quem chega em português, inglês e espanhol.

Os objetos expostos também não se restringem apenas ao esporte, mas sim a sua contextualização histórica. Na Sala das Origens, por exemplo, imagens mostram os primórdios do futebol brasileiro, quando apenas os aristocratas podiam bater uma bolinha e aos menos abastados restava apenas acompanhar de longe.

Na Sala das Copas do Mundo, oito totens exibem os Mundiais. Mas não apenas o que aconteceu dentro de campo. "Oferecemos um contexto sóciocultural e político de cada copa", assinala Leonel Kaz, curador do museu.

Para se ter uma idéia, no espaço destinado à Copa de 1970, imagens de Leila Diniz, Geraldo Vandré, da peça Roda Viva, de Chico Buarque a clássica foto da menina Kin Phul, fugindo nua da guerra do Vietnã. No que mostra os mundiais de 1986 e 1990, as bandas de rock nacional dividem o espaço com Sócrates, Casagrande, Júnior...

O Museu do Futebol vai funcionar de terça a domingo, com entrada a R$ 6, das 10h às 18h, exceto dias de jogo. "Infelizmente a cultura da paz ainda não está presente nos estádios", justificou o secretário de Esportes e Lazer, Walter Feldman.

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