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Relatório anual sobre minas terrestres aponta avanços


Do Diário do Grande ABC

09/09/2000 | 14:42


O segundo relatório anual das organizaçoes laureadas com o Prêmio Nobel da Paz 1997 por sua luta contra as minas terrestres é alentador, mesmo com o "plantio" e a explosao dos itens deste tipo, que ainda provocam vítimas por todo o mundo.

"Estamos no caminho para ganhar a guerra", disse Jody Williams, uma das laureadas do Nobel pela introduçao do texto intitulado "Há um mundo sem minas", que pode ser consultado na Internet .

O texto analisa a situaçao das minas por todo o planeta: sua utilizaçao, produçao, comércio, armazenamento, limpeza de terrenos minados e assistência às vítimas em todos os países.

Ao apresentar as principais linhas do relatório, Philippe Chabasse, vice-diretor da Handicap International, disse que "a espiral se inverteu". "Tanto no Camboja como em Moçambique, os dois países mais atingidos, o número de vítimas diminui", declarou.

Segundo o relatório, o comércio de minas terrestres está praticamente estagnado. O número de naçoes produtoras baixou de 54 para 16, e apesar de ainda existirem no mundo 250 milhoes de minas terrestres, o ritmo de sua destruiçao intensificou.

Os países que assinaram o Tratado de Ottawa de proibiçao, comércio e utilizaçao das minas terrestres sao 138, mas só 101 o ratificaram.

Três das naçoes que assinaram o acordo -Angola, Burundi e Sudao- ainda estariam utilizando as minas, que já deixaram 600.000 vítimas no mundo. Onze governos e 30 grupos rebeldes continuam utilizando as minas antipessoais.

Os membros da Campanha internacional para a proibiçao das minas descobriram que a maior utilizaçao recente foi das forças russas, contra os rebeldes da Chechênia.

Em Kosovo, no ano seguinte ao ingresso das forças de paz da OTAN, 98 pessoas morreram e 374 ficaram feridas, muitas delas mutiladas por causa das minas.

Além das minas plantadas pelas tropas iugoslavas e pelo Exército de Libertaçao de Kosovo, os encarregados de limpar o terreno devem se ocupar de "15.000 bombas de fragmentaçao lançadas pelos avioes da OTAN que ainda nao explodiram", alerta o relatório.

Desde março de 1999, foram encontradas minas em 79 países, 39 deles vivendo tempos de paz.

O emprego de minas antipessoais por grupos armados representa um pesadelo na Birmânia, Sri Lanka, Nepal, Afeganistao, Angola, República Democrática do Congo, Senegal, Uganda, Somália, Colômbia, Sul do Líbano e Geórgia, segundo o relatório.



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Relatório anual sobre minas terrestres aponta avanços

Do Diário do Grande ABC

09/09/2000 | 14:42


O segundo relatório anual das organizaçoes laureadas com o Prêmio Nobel da Paz 1997 por sua luta contra as minas terrestres é alentador, mesmo com o "plantio" e a explosao dos itens deste tipo, que ainda provocam vítimas por todo o mundo.

"Estamos no caminho para ganhar a guerra", disse Jody Williams, uma das laureadas do Nobel pela introduçao do texto intitulado "Há um mundo sem minas", que pode ser consultado na Internet .

O texto analisa a situaçao das minas por todo o planeta: sua utilizaçao, produçao, comércio, armazenamento, limpeza de terrenos minados e assistência às vítimas em todos os países.

Ao apresentar as principais linhas do relatório, Philippe Chabasse, vice-diretor da Handicap International, disse que "a espiral se inverteu". "Tanto no Camboja como em Moçambique, os dois países mais atingidos, o número de vítimas diminui", declarou.

Segundo o relatório, o comércio de minas terrestres está praticamente estagnado. O número de naçoes produtoras baixou de 54 para 16, e apesar de ainda existirem no mundo 250 milhoes de minas terrestres, o ritmo de sua destruiçao intensificou.

Os países que assinaram o Tratado de Ottawa de proibiçao, comércio e utilizaçao das minas terrestres sao 138, mas só 101 o ratificaram.

Três das naçoes que assinaram o acordo -Angola, Burundi e Sudao- ainda estariam utilizando as minas, que já deixaram 600.000 vítimas no mundo. Onze governos e 30 grupos rebeldes continuam utilizando as minas antipessoais.

Os membros da Campanha internacional para a proibiçao das minas descobriram que a maior utilizaçao recente foi das forças russas, contra os rebeldes da Chechênia.

Em Kosovo, no ano seguinte ao ingresso das forças de paz da OTAN, 98 pessoas morreram e 374 ficaram feridas, muitas delas mutiladas por causa das minas.

Além das minas plantadas pelas tropas iugoslavas e pelo Exército de Libertaçao de Kosovo, os encarregados de limpar o terreno devem se ocupar de "15.000 bombas de fragmentaçao lançadas pelos avioes da OTAN que ainda nao explodiram", alerta o relatório.

Desde março de 1999, foram encontradas minas em 79 países, 39 deles vivendo tempos de paz.

O emprego de minas antipessoais por grupos armados representa um pesadelo na Birmânia, Sri Lanka, Nepal, Afeganistao, Angola, República Democrática do Congo, Senegal, Uganda, Somália, Colômbia, Sul do Líbano e Geórgia, segundo o relatório.

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