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Ford confirma plano para produzir carro em S.Bernardo


André Gomide
Enviado a Paris
e Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

25/09/2004 | 16:56


O presidente e CEO mundial da Ford Motor Company, Jim Padilla, declarou durante encontro com a imprensa brasileira no Salão de Paris que vê com tranqüilidade a situação da fábrica de São Bernardo, e que a unidade lidera as atenções do grupo diretor na meta de viabilizar novos investimentos que serão feitos na unidade. “Esse assunto está na pauta de Anne Stevens (vice-presidente do grupo para o Canadá, México e América do Sul), e eu já a liberei para buscar respostas para a equação de fazer um investimento que não seja alto para não inviabilizar o retorno rápido.”

Isso significa que a Ford fará mesmo um novo modelo em São Bernardo, e que depende apenas de encontrar a plataforma que se encaixe nessa exigência do principal executivo da montadora. Com um produto de baixo custo de produção e preço competitivo, Padilla acredita que a Ford Brasil conseguirá ampliar suas exportações para países da América do Sul.

Padilla disse ainda que sempre vê São Bernardo como a unidade que produz o modelo Ka, que ele particularmente gosta muito, as picapes - o Courier - e os caminhões, e que não vê nenhum movimento diferente ali. Isso leva a crer que o novo modelo que será definido para São Bernardo deverá mesmo ser uma geração evoluída do Ford Ka. Uma das possibilidades que existe é a produção de um modelo que tenha a imagem jovem e forte do Ka, mas na base do Fiesta Street, que possui um entre-eixos mais longo.

Com essa solução a Ford daria mais espaço ao Ka sem ter de investir muito em novos ferramentais e plataforma mecânica. O Ford Ka possui boa aceitação, mas não consegue bom desempenho nas vendas, em razão de só oferecer espaço para quatro pessoas e ter porta-malas reduzido.

Situação - O Ministério Público Estadual reivindica na Justiça a interrupção da atividade da estamparia da Ford em São Bernardo no período noturno, por conta de incômodos (ruído e vibração) aos moradores dos condomínios residenciais San Genaro e San Giacomo, construídos ao lado da montadora. A interrupção pode inviabilizar os planos da empresa de produzir um novo compacto na fábrica, ao dificultar uma boa equação de custos do projeto, na avaliação da comissão de fábrica da montadora.

O MP também questiona na mesma ação a Prefeitura, por ter aprovado - em 1997 - a instalação dos condomínios em uma Zupi (Zona de Uso Predominantemente Industrial), e as construtoras e incorporadora do San Genaro e do San Giacomo, por terem feito os condomínios residenciais no local.

A Ford informou, na última semana, que realiza ajustes na estamparia para adequar a unidade às normas de ruído e vibração da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Básico). No entanto, o MPE avalia que a adequação não deve evitar incômodos, já que vão se referir a normas para uma área de Zupi.

Decisão liminar da 3ª Vara Cível de São Bernardo, de maio último, suspendeu o pedido do MPE para que houvesse a interrupção das operações da fábrica à noite, mas determinou a realização de monitoramento da área. Definiu ainda que construtores e incorporadores realoquem os moradores dos condomínios que desejarem sair de lá em local de padrão similar ou paguem aluguel em outro local (de mesmo padrão) aos moradores interessados.



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Ford confirma plano para produzir carro em S.Bernardo

André Gomide
Enviado a Paris
e Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

25/09/2004 | 16:56


O presidente e CEO mundial da Ford Motor Company, Jim Padilla, declarou durante encontro com a imprensa brasileira no Salão de Paris que vê com tranqüilidade a situação da fábrica de São Bernardo, e que a unidade lidera as atenções do grupo diretor na meta de viabilizar novos investimentos que serão feitos na unidade. “Esse assunto está na pauta de Anne Stevens (vice-presidente do grupo para o Canadá, México e América do Sul), e eu já a liberei para buscar respostas para a equação de fazer um investimento que não seja alto para não inviabilizar o retorno rápido.”

Isso significa que a Ford fará mesmo um novo modelo em São Bernardo, e que depende apenas de encontrar a plataforma que se encaixe nessa exigência do principal executivo da montadora. Com um produto de baixo custo de produção e preço competitivo, Padilla acredita que a Ford Brasil conseguirá ampliar suas exportações para países da América do Sul.

Padilla disse ainda que sempre vê São Bernardo como a unidade que produz o modelo Ka, que ele particularmente gosta muito, as picapes - o Courier - e os caminhões, e que não vê nenhum movimento diferente ali. Isso leva a crer que o novo modelo que será definido para São Bernardo deverá mesmo ser uma geração evoluída do Ford Ka. Uma das possibilidades que existe é a produção de um modelo que tenha a imagem jovem e forte do Ka, mas na base do Fiesta Street, que possui um entre-eixos mais longo.

Com essa solução a Ford daria mais espaço ao Ka sem ter de investir muito em novos ferramentais e plataforma mecânica. O Ford Ka possui boa aceitação, mas não consegue bom desempenho nas vendas, em razão de só oferecer espaço para quatro pessoas e ter porta-malas reduzido.

Situação - O Ministério Público Estadual reivindica na Justiça a interrupção da atividade da estamparia da Ford em São Bernardo no período noturno, por conta de incômodos (ruído e vibração) aos moradores dos condomínios residenciais San Genaro e San Giacomo, construídos ao lado da montadora. A interrupção pode inviabilizar os planos da empresa de produzir um novo compacto na fábrica, ao dificultar uma boa equação de custos do projeto, na avaliação da comissão de fábrica da montadora.

O MP também questiona na mesma ação a Prefeitura, por ter aprovado - em 1997 - a instalação dos condomínios em uma Zupi (Zona de Uso Predominantemente Industrial), e as construtoras e incorporadora do San Genaro e do San Giacomo, por terem feito os condomínios residenciais no local.

A Ford informou, na última semana, que realiza ajustes na estamparia para adequar a unidade às normas de ruído e vibração da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Básico). No entanto, o MPE avalia que a adequação não deve evitar incômodos, já que vão se referir a normas para uma área de Zupi.

Decisão liminar da 3ª Vara Cível de São Bernardo, de maio último, suspendeu o pedido do MPE para que houvesse a interrupção das operações da fábrica à noite, mas determinou a realização de monitoramento da área. Definiu ainda que construtores e incorporadores realoquem os moradores dos condomínios que desejarem sair de lá em local de padrão similar ou paguem aluguel em outro local (de mesmo padrão) aos moradores interessados.

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