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Região tem 15 mortes por afogamento no ano

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos 12 meses de 2019 foram registradas 30 vítimas fatais; chegada do verão acende alerta


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 00:01


 O alerta para o risco de afogamento aumenta conforme o verão se aproxima. Mesmo que o isolamento físico imposto pela pandemia tenha afastado os banhistas, principalmente no primeiro semestre, 15 pessoas morreram afogadas neste ano no Grande ABC, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Em todo ano passado, foram 30 vítimas, sendo que 25 foram resgatadas já sem vida. Em 2018, foram 35 óbitos.

Das 15 ocorrências, dez foram classificadas como busca de cadáver, ou seja, quando o resgate foi acionado quando a vítima já estava há pelo menos uma hora submersa. Destas, oito aconteceram em represas. Os bombeiros foram chamados para socorrer outras dez pessoas cujo afogamento estava em curso, das quais cinco morreram no local.

Ainda que a média mensal de mortes por afogamento seja equivalente a metade do observado em 2019, o número é alto. Agravante é que a Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo, um dos pontos mais procurados por banhistas na região, está fechada a fim de evitar aglomeração e a propagação do coronavírus. Então, as pessoas acabam indo a lugares onde o nado não é permitido e acabam se acidentando.

Como é o caso de Matheus Siqueira de Jesus, 17 anos, que morreu no dia 2 ao tentar atravessar um braço da Represa Billings. A fatalidade ocorreu na altura da Estrada da Pedra Branca, no Montanhão, em São Bernardo, do lado oposto ao Riacho Grande. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o rapaz usava garrafas PET sob os braços como espécie de boias, mas elas escaparam. Como ele não sabia nadar, se afogou.

No feriadão de 7 de Setembro, no Riacho Grande, um homem de 47 anos foi salvar um dos integrantes da família da água, mas acabou se afogando e foi resgatado sem vida. Em Santo André, uma jovem de 16 se afogou ao nadar na represa no Jardim Riviera, área onde o banho não é permitido. Ela foi resgatada pelos bombeiros ainda com vida, contudo, morreu no Hospital Mário Covas após ter parada cardiorrespiratória.

Em Ribeirão Pires, duas pessoas morreram afogadas – um adolescente de 14 anos, em fevereiro, e um homem, 39, em junho. Em março, dois amigos de 17 anos entraram na Represa Billings na região da Estrada José Moura, no bairro Batistini, em São Bernardo. Os jovens ficaram presos em um buraco e, quando um pescador se aproximou, já estavam sem vida.

ORIENTAÇÕES

A recomendação é que as pessoas nadem apenas em lugares onde o banho é permitido e tenha a presença de salva-vidas, além de respeitar as placas de advertência e evitar nadar próximo a barcos e outras embarcações. A água deve ficar na altura do joelho e é necessário evitar nadar em águas profundas.

Caso veja alguém se afogando, é recomendado acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pois é arriscado tentar salvá-la sem treinamento. O ideal é tentar jogar um objeto para que a vítima possa boiar ou uma corda.



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Região tem 15 mortes por afogamento no ano

Nos 12 meses de 2019 foram registradas 30 vítimas fatais; chegada do verão acende alerta

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

26/10/2020 | 00:01


 O alerta para o risco de afogamento aumenta conforme o verão se aproxima. Mesmo que o isolamento físico imposto pela pandemia tenha afastado os banhistas, principalmente no primeiro semestre, 15 pessoas morreram afogadas neste ano no Grande ABC, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Em todo ano passado, foram 30 vítimas, sendo que 25 foram resgatadas já sem vida. Em 2018, foram 35 óbitos.

Das 15 ocorrências, dez foram classificadas como busca de cadáver, ou seja, quando o resgate foi acionado quando a vítima já estava há pelo menos uma hora submersa. Destas, oito aconteceram em represas. Os bombeiros foram chamados para socorrer outras dez pessoas cujo afogamento estava em curso, das quais cinco morreram no local.

Ainda que a média mensal de mortes por afogamento seja equivalente a metade do observado em 2019, o número é alto. Agravante é que a Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo, um dos pontos mais procurados por banhistas na região, está fechada a fim de evitar aglomeração e a propagação do coronavírus. Então, as pessoas acabam indo a lugares onde o nado não é permitido e acabam se acidentando.

Como é o caso de Matheus Siqueira de Jesus, 17 anos, que morreu no dia 2 ao tentar atravessar um braço da Represa Billings. A fatalidade ocorreu na altura da Estrada da Pedra Branca, no Montanhão, em São Bernardo, do lado oposto ao Riacho Grande. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o rapaz usava garrafas PET sob os braços como espécie de boias, mas elas escaparam. Como ele não sabia nadar, se afogou.

No feriadão de 7 de Setembro, no Riacho Grande, um homem de 47 anos foi salvar um dos integrantes da família da água, mas acabou se afogando e foi resgatado sem vida. Em Santo André, uma jovem de 16 se afogou ao nadar na represa no Jardim Riviera, área onde o banho não é permitido. Ela foi resgatada pelos bombeiros ainda com vida, contudo, morreu no Hospital Mário Covas após ter parada cardiorrespiratória.

Em Ribeirão Pires, duas pessoas morreram afogadas – um adolescente de 14 anos, em fevereiro, e um homem, 39, em junho. Em março, dois amigos de 17 anos entraram na Represa Billings na região da Estrada José Moura, no bairro Batistini, em São Bernardo. Os jovens ficaram presos em um buraco e, quando um pescador se aproximou, já estavam sem vida.

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A recomendação é que as pessoas nadem apenas em lugares onde o banho é permitido e tenha a presença de salva-vidas, além de respeitar as placas de advertência e evitar nadar próximo a barcos e outras embarcações. A água deve ficar na altura do joelho e é necessário evitar nadar em águas profundas.

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