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Aliados em 2012, Água Santa e Lauro se estranham e clube pode apoiar outro nome em outubro

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dirigentes criticam postura do prefeito após queda de arquibancada


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/02/2016 | 07:00


Vital para vitória na eleição de 2012, o apoio do Água Santa ao prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), corre o risco de não ser reeditado no pleito de outubro. A cúpula do time, que atualmente está na elite do futebol paulista, reclama da postura do verde e admite que há grande possibilidade de oferecer sustentação política a outro candidato.

A relação começou a se deteriorar quando parte das arquibancadas do Estádio do Inamar desabou, em novembro. A praça esportiva foi concedida ao Água Santa pelo governo Lauro, o que, contratualmente, faz do clube o responsável pelo espaço.

À ocasião, Lauro culpou o time publicamente, isentando a Prefeitura de qualquer responsabilidade. Lembrou que toda documentação havia sido liberada pela administração e que a obra de ampliação do estádio estava a cargo da agremiação. Para jogar a Série A-1 do Campeonato Paulista, o Água Santa deveria oferecer à FPF (Federação Paulista de Futebol) laudos que comprovassem ter estádio com 10 mil lugares e, por isso, o canteiro estava a todo vapor.

Com risco de exclusão da elite do futebol paulista por causa do estádio, a diretoria do Água Santa recorreu à influência de Lauro junto à FPF. Na visão de alguns dirigentes, o prefeito pouco fez para contornar a situação ou até mesmo para dar fôlego ao clube para reerguer a praça esportiva.

Nos bastidores, quem moveu peças a favor do Água Santa foi a direção do PTB paulista, capitaneada pelo deputado estadual Campos Machado. O cacique petebista foi informado da situação pelo vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, pré-candidato a prefeito pelo PT e torcedor do clube – o que lhe rendeu problemas no petismo, que inicialmente dava suporte político ao CAD (Clube Atlético Diadema). Campos tem grande influência na FPF, que flexibilizou prazos para o Água Santa.

A relação entre Lauro e Água Santa – que até 2015 era de casamento perfeito – azedou de vez quando o prefeito espalhou que foi a Prefeitura que deu todo suporte necessário para reconstrução do Estádio do Inamar. O clube mudou a empreiteira, impulsionou o número de funcionários e conseguiu, além de consertar o estrago com o desabamento, concluir a reforma do espaço para poder jogar o Campeonato Paulista.

Na estreia do Água Santa na Primeira Divisão, no dia 30, contra a Ferroviária, Lauro e o presidente do clube, Paulo Sirqueira, teriam discutido nos camarotes disponibilizados para autoridades. Tanto que o chefe do Executivo deixou o estádio antes do fim do jogo e não viu o gol da vitória do Água Santa.

Lauro nega qualquer estremecimento. “Não tem nada disso. Ali (no Água Santa) tem gente de várias correntes, mas a maioria está comigo. E não é pouco. Pode perguntar para o presidente e toda a diretoria”. Sobre a discussão, o prefeito também refuta. “Nada a ver. Pelo contrário. Ele (Sirqueira) me agradeceu publicamente”. Sirqueira não retornou aos contatos da equipe do Diário para falar sobre o assunto.
(Colaborou Leandro Baldini) 



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Aliados em 2012, Água Santa e Lauro se estranham e clube pode apoiar outro nome em outubro

Dirigentes criticam postura do prefeito após queda de arquibancada

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/02/2016 | 07:00


Vital para vitória na eleição de 2012, o apoio do Água Santa ao prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), corre o risco de não ser reeditado no pleito de outubro. A cúpula do time, que atualmente está na elite do futebol paulista, reclama da postura do verde e admite que há grande possibilidade de oferecer sustentação política a outro candidato.

A relação começou a se deteriorar quando parte das arquibancadas do Estádio do Inamar desabou, em novembro. A praça esportiva foi concedida ao Água Santa pelo governo Lauro, o que, contratualmente, faz do clube o responsável pelo espaço.

À ocasião, Lauro culpou o time publicamente, isentando a Prefeitura de qualquer responsabilidade. Lembrou que toda documentação havia sido liberada pela administração e que a obra de ampliação do estádio estava a cargo da agremiação. Para jogar a Série A-1 do Campeonato Paulista, o Água Santa deveria oferecer à FPF (Federação Paulista de Futebol) laudos que comprovassem ter estádio com 10 mil lugares e, por isso, o canteiro estava a todo vapor.

Com risco de exclusão da elite do futebol paulista por causa do estádio, a diretoria do Água Santa recorreu à influência de Lauro junto à FPF. Na visão de alguns dirigentes, o prefeito pouco fez para contornar a situação ou até mesmo para dar fôlego ao clube para reerguer a praça esportiva.

Nos bastidores, quem moveu peças a favor do Água Santa foi a direção do PTB paulista, capitaneada pelo deputado estadual Campos Machado. O cacique petebista foi informado da situação pelo vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, pré-candidato a prefeito pelo PT e torcedor do clube – o que lhe rendeu problemas no petismo, que inicialmente dava suporte político ao CAD (Clube Atlético Diadema). Campos tem grande influência na FPF, que flexibilizou prazos para o Água Santa.

A relação entre Lauro e Água Santa – que até 2015 era de casamento perfeito – azedou de vez quando o prefeito espalhou que foi a Prefeitura que deu todo suporte necessário para reconstrução do Estádio do Inamar. O clube mudou a empreiteira, impulsionou o número de funcionários e conseguiu, além de consertar o estrago com o desabamento, concluir a reforma do espaço para poder jogar o Campeonato Paulista.

Na estreia do Água Santa na Primeira Divisão, no dia 30, contra a Ferroviária, Lauro e o presidente do clube, Paulo Sirqueira, teriam discutido nos camarotes disponibilizados para autoridades. Tanto que o chefe do Executivo deixou o estádio antes do fim do jogo e não viu o gol da vitória do Água Santa.

Lauro nega qualquer estremecimento. “Não tem nada disso. Ali (no Água Santa) tem gente de várias correntes, mas a maioria está comigo. E não é pouco. Pode perguntar para o presidente e toda a diretoria”. Sobre a discussão, o prefeito também refuta. “Nada a ver. Pelo contrário. Ele (Sirqueira) me agradeceu publicamente”. Sirqueira não retornou aos contatos da equipe do Diário para falar sobre o assunto.
(Colaborou Leandro Baldini) 

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