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Edgar reaparece para se explicar

Petista disse que desistência do pleito é forma de proteger a imagem do partido


Gustavo Pinchiaro
Caroline Ropero

05/09/2012 | 06:56


O vereador de São Caetano Edgar Nóbrega (PT) reapareceu no cenário político pela primeira vez na sessão da Câmara de ontem, após ter desistido da disputa pelo Palácio da Cerâmica na quinta-feira. O petista disse que abandonou a eleição para proteger o partido e voltou a se defender do vídeo que o derrubou, em que aparece em suposta negociação de ‘mensalinho' com o ex-secretário de Governo Tite Campanella (DEM) para fazer oposição de fachada.

O ex-prefeiturável voltou a dizer que o vídeo foi armação criminosa de Tite. "Ninguém pode entrar em um prédio público, colocar uma câmera e sair gravando. É crime. A conversa foi conduzida e a minha visita tinha a finalidade corrigir uma injustiça de uma aluna que não tinha bolsa de estudo." O vereador ainda considerou que tom da eleição descambou à baixaria entre os postulantes ao Paço do PMDB, vereador Paulo Pinheiro, e do PTB, Regina Maura Zetone. "Estou no olho desse furacão e não sei a quem possa interessar esse tipo de ataque."

Nitidamente abatido, Edgar demonstrou comportamento atípico na sessão de ontem. Sem utilizar a tribuna para polemizar sobre projetos governistas, o petista apenas assistiu à condução dos trabalhos e se assemelhou aos demais parlamentares que não costumam tornar suas opiniões públicas.

A desistência do pleito ocorreu por orientação do diretório estadual, instância que também solicitou que Edgar não concedesse entrevistas na quinta-feira. "Procurei pelos meus filhos, que são as pessoas mais importantes, para momento de reflexão. Me afastei da disputa para proteger o partido, que está sendo prejudicado." O vereador assumiu que a chapa de candidatos ao Legislativo ficou prejudicada.

Na gravação de 17 minutos, divulgada no dia 25 nas redes sociais da internet pelo candidato a vereador do PCdoB Eder Xavier, o petista pede R$ 100 mil a Tite para vencer a eleição interna do PT, em 2009, e responde ao ex-secretário que o ganho do governo seria um "aliado ou um adversário leal". Além disso, a dupla também teria negociado o repasse mensal de R$ 10 mil, que seriam entregues pelo líder do governo na Câmara, Paulo Bottura (PTB).

O vídeo também resultou no pedido de exoneração de Tite e abertura de sindicância interna por parte do prefeito José Auricchio Júnior (PTB), que disse desconhecer a suposta negociação. O ex-secretário não tem sido visto na cidade desde então. É voz corrente que ele estaria em Miami, nos Estados Unidos.

Xavier havia prometido protocolar pedido de CPI na sessão de ontem, mas não apreceu. "Estou há 30 anos no PT e vou ficar mais 30. Não me vejo fazendo política em outro partido", declarou Edgar. A situação, entretanto, é delicada. O vice-presidente estadual da sigla, Rafael Marques, garantiu que o caso será apurado após a eleição. "Ele queria arrumar o PT de São Caetano e buscou respaldo em uma abertura do governo, foi um erro", analisou. No bastidor, líderes nacionais da legenda revelam indignação com a facilidade que Edgar teria ‘vendido' o partido e pedem a expulsão do ex-prefeiturável.

 

Horácio protocola pedido de CPI para investigar vídeo

 

O candidato a vereador de São Caetano do Psol Horácio Neto protocolou ontem pedido de abertura de CPI para investigar o vídeo em que Edgar Nóbrega (PT) supostamente negocia receber ‘mensalinho'.

O socialista, que foi ao Legislativo acompanhado do prefeiturável Fernando Turco (Psol), tentou falar com o presidente da Câmara, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão da Padaria (PSB), mas não foi recebido. Somente após ser direcionado a vários setores o ex-vereador conseguiu protocolar o documento.

"É um fato grave que envolve questões éticas. Tem de ser apurado para o povo saber o que aconteceu. E a Câmara, principalmente, tem de fazer essa apuração", afirmou, explicando que, em sua opinião, o Parlamento tem condições de fazer investigação mais eficaz do que o Ministério Público.



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