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César Maia vai ter de prestar contas por críticas a ministro da Saúde
Da Agência Brasil
03/03/2005 | 13:52
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O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Humberto Solla, disse nesta quinta-feira que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, terá prestar contas judicialmente por suas declarações contra o ministério.

"Uma pessoa que é prefeito da segunda maior cidade do país não pode fazer agressões ao ministro da Saúde de forma gratuita, como foram feitas, e passar em branco. Ele vai ter de responder na Justiça. Se o interesse dele é propor um debate no nível que ele propôs na imprensa isso não vai ocorrer", afirmou.

Segundo Solla, a resposta do ministro da Saúde é fazer uma interpelação judicial e continuar fazendo todas as providências necessárias para que Ministério da Saúde possa contribuir para superar as dificuldades que o SUS (Sistema Único de Saúde) atravessa no município do Rio de janeiro.

Solla fez as afirmações ao comentar as declarações de César Maia na rádio CBN de que o ministro Humberto Costa está mentindo quando afirma que o governo tem repassado normalmente à prefeitura recursos para o setor.

Nesta quinta-feira, o secretário se reuniu com representantes do Ministério Público, da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, dos conselhos Estadual, Municipal e distritais de Saúde; do Conselho Regional de Medicina; do Sindicato dos Médicos; do Sindisaúde, entre outros.

Solla apresentou a proposta que o ministro fez na semana passada à prefeitura do Rio, em reunião em Brasília. A proposta inclui, entre outros itens, o repasse em 2005 de R$ 816,2 milhões para custeio das unidades de saúde do município, R$ 46 milhões a mais do que foi repassado e 2004. Além disso, o ministério se comprometeu a liberar R$ 93 milhões para investimentos na reforma das unidades e aquisição de equipamentos.

Em contrapartida, o ministério quer que o prefeito assuma o compromisso de ampliar o programa de atenção básica à saúde, por meio de equipes de Saúde da Família; a implantação imediata do Serviço Móvel de Urgência e das centrais de regulação, entre elas, a central de internação hospitalar.




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