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Grupo apóia família de dependente químico


Fabio Leite
Especial para o Diário

02/10/2005 | 07:40


Quinta-feira é dia de bate-papo. Contar e ouvir histórias reais que parecem distantes da realidade, mas que são inerentes à vida de qualquer família. Fato que a dona-de-casa Ivonete constatou há oito meses, quando descobriu que o filho Thiago, 21 anos, havia chegado à fase derradeira da dependência química. Fumava crack. "Minha vida acabou", lembra a mãe.

O tecnólogo Mauro (nome fictício) passou por situação ainda mais complicada. Para arrecadar dinheiro e comprar maconha e cocaína, seu filho de 20 anos participou de um roubo a carro. Está detido há quatro meses. "Foi uma decepção terrível para toda a família", recorda.

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O Amor Exigente é um espaço apolítico e sem vínculo religioso que trabalha com a coletividade. "As pessoas aprendem com o problema dos outros. Todo mundo dá palpite na vida de todo mundo", relata. "Isso é bom porque nós também ficamos doentes mentalmente. E eu precisava me curar dessa angústia", completa Ivonete, cujo filho está internado numa clínica de recuperação pela terceira vez.

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Há três semanas conciliando as reuniões do grupo com os remédios antidepressivos, a dona-de-casa afirma que aprendeu a lidar com a situação. "Estou mais firme agora". De acordo com a assistente Vilma Aparecida de Carvalho, outra coordenadora do grupo, o primeiro contato entre familiares de dependentes com o grupo é sempre tímido. "Elas chegam num estado lastimável. No começo, não querem falar, mas depois vomitam a informação como se estivesse tudo entalado", lembra.

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O alívio é sentido pela bancária Dulce Martins Mota. Com um cartão verde colado junto ao crachá de identificação, indicação do grau de gravidade do problema, ela relatava a melhora na sua recuperação e da filha de 29 anos que cheirava cola há pelo menos 14. "Você partilha dos mesmos problemas e sai motivada."

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O Amor Exigente foi criado por um padre norte-americano há 30 anos. Com aproximadamente 8 mil voluntários, atende há dez anos no Brasil cerca de 100 mil pessoas por semana. No Grande ABC, além da unidade de São Bernardo, existem outras duas casas em Santo André. A princípio, a proposta do grupo era trabalhar de forma preventiva. "Mas as pessoas demoram a procurar ajuda. Primeiro, ela suspeita, mas não quer acreditar. Depois tem certeza, mas esconde por vergonha do que amigos e parentes vão falar, até que se vê obrigado a pedir ajuda."",1]);//-->

É compartilhando essas experiências com outras 15 pessoas, em sua maioria pais e cônjuges em situação semelhante, e com coordenadores voluntários, que os familiares de dependentes químicos buscam resgatar a auto-estima. Para tanto, uma única prerrogativa, que dá nome ao grupo que se reúne às quintas-feiras: o Amor Exigente. "É porque amamos aquela pessoa, no caso o dependente, mas não aceitamos o que faz", explica o gerente-comercial Carlos Alberto de Lima, um dos coordenadores do grupo em São Bernardo.

O Amor Exigente é um espaço apolítico e sem vínculo religioso que trabalha com a coletividade. "As pessoas aprendem com o problema dos outros. Todo mundo dá palpite na vida de todo mundo", relata. "Isso é bom porque nós também ficamos doentes mentalmente. E eu precisava me curar dessa angústia", completa Ivonete, cujo filho está internado numa clínica de recuperação pela terceira vez.

Há três semanas conciliando as reuniões do grupo com os remédios antidepressivos, a dona-de-casa afirma que aprendeu a lidar com a situação. "Estou mais firme agora". De acordo com a assistente Vilma Aparecida de Carvalho, outra coordenadora do grupo, o primeiro contato entre familiares de dependentes com o grupo é sempre tímido. "Elas chegam num estado lastimável. No começo, não querem falar, mas depois vomitam a informação como se estivesse tudo entalado", lembra.

O alívio é sentido pela bancária Dulce Martins Mota. Com um cartão verde colado junto ao crachá de identificação, indicação do grau de gravidade do problema, ela relatava a melhora na sua recuperação e da filha de 29 anos que cheirava cola há pelo menos 14. "Você partilha dos mesmos problemas e sai motivada."

O Amor Exigente foi criado por um padre norte-americano há 30 anos. Com aproximadamente 8 mil voluntários, atende há dez anos no Brasil cerca de 100 mil pessoas por semana. No Grande ABC, além da unidade de São Bernardo, existem outras duas casas em Santo André. A princípio, a proposta do grupo era trabalhar de forma preventiva. "Mas as pessoas demoram a procurar ajuda. Primeiro, ela suspeita, mas não quer acreditar. Depois tem certeza, mas esconde por vergonha do que amigos e parentes vão falar, até que se vê obrigado a pedir ajuda."

As reuniões ocorrem todas as quintas nas três casas.

Mais informações sobre o Amor Exigente - 4439-3201 ou 4338-1601 em São Bernardo; e em Santo André: 4474-0923 na unidade Vila Alpina, e 4438-0200 Centro.



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Grupo apóia família de dependente químico

Fabio Leite
Especial para o Diário

02/10/2005 | 07:40


Quinta-feira é dia de bate-papo. Contar e ouvir histórias reais que parecem distantes da realidade, mas que são inerentes à vida de qualquer família. Fato que a dona-de-casa Ivonete constatou há oito meses, quando descobriu que o filho Thiago, 21 anos, havia chegado à fase derradeira da dependência química. Fumava crack. "Minha vida acabou", lembra a mãe.

O tecnólogo Mauro (nome fictício) passou por situação ainda mais complicada. Para arrecadar dinheiro e comprar maconha e cocaína, seu filho de 20 anos participou de um roubo a carro. Está detido há quatro meses. "Foi uma decepção terrível para toda a família", recorda.

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O Amor Exigente é um espaço apolítico e sem vínculo religioso que trabalha com a coletividade. "As pessoas aprendem com o problema dos outros. Todo mundo dá palpite na vida de todo mundo", relata. "Isso é bom porque nós também ficamos doentes mentalmente. E eu precisava me curar dessa angústia", completa Ivonete, cujo filho está internado numa clínica de recuperação pela terceira vez.

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Há três semanas conciliando as reuniões do grupo com os remédios antidepressivos, a dona-de-casa afirma que aprendeu a lidar com a situação. "Estou mais firme agora". De acordo com a assistente Vilma Aparecida de Carvalho, outra coordenadora do grupo, o primeiro contato entre familiares de dependentes com o grupo é sempre tímido. "Elas chegam num estado lastimável. No começo, não querem falar, mas depois vomitam a informação como se estivesse tudo entalado", lembra.

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O alívio é sentido pela bancária Dulce Martins Mota. Com um cartão verde colado junto ao crachá de identificação, indicação do grau de gravidade do problema, ela relatava a melhora na sua recuperação e da filha de 29 anos que cheirava cola há pelo menos 14. "Você partilha dos mesmos problemas e sai motivada."

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O Amor Exigente foi criado por um padre norte-americano há 30 anos. Com aproximadamente 8 mil voluntários, atende há dez anos no Brasil cerca de 100 mil pessoas por semana. No Grande ABC, além da unidade de São Bernardo, existem outras duas casas em Santo André. A princípio, a proposta do grupo era trabalhar de forma preventiva. "Mas as pessoas demoram a procurar ajuda. Primeiro, ela suspeita, mas não quer acreditar. Depois tem certeza, mas esconde por vergonha do que amigos e parentes vão falar, até que se vê obrigado a pedir ajuda."",1]);//-->

É compartilhando essas experiências com outras 15 pessoas, em sua maioria pais e cônjuges em situação semelhante, e com coordenadores voluntários, que os familiares de dependentes químicos buscam resgatar a auto-estima. Para tanto, uma única prerrogativa, que dá nome ao grupo que se reúne às quintas-feiras: o Amor Exigente. "É porque amamos aquela pessoa, no caso o dependente, mas não aceitamos o que faz", explica o gerente-comercial Carlos Alberto de Lima, um dos coordenadores do grupo em São Bernardo.

O Amor Exigente é um espaço apolítico e sem vínculo religioso que trabalha com a coletividade. "As pessoas aprendem com o problema dos outros. Todo mundo dá palpite na vida de todo mundo", relata. "Isso é bom porque nós também ficamos doentes mentalmente. E eu precisava me curar dessa angústia", completa Ivonete, cujo filho está internado numa clínica de recuperação pela terceira vez.

Há três semanas conciliando as reuniões do grupo com os remédios antidepressivos, a dona-de-casa afirma que aprendeu a lidar com a situação. "Estou mais firme agora". De acordo com a assistente Vilma Aparecida de Carvalho, outra coordenadora do grupo, o primeiro contato entre familiares de dependentes com o grupo é sempre tímido. "Elas chegam num estado lastimável. No começo, não querem falar, mas depois vomitam a informação como se estivesse tudo entalado", lembra.

O alívio é sentido pela bancária Dulce Martins Mota. Com um cartão verde colado junto ao crachá de identificação, indicação do grau de gravidade do problema, ela relatava a melhora na sua recuperação e da filha de 29 anos que cheirava cola há pelo menos 14. "Você partilha dos mesmos problemas e sai motivada."

O Amor Exigente foi criado por um padre norte-americano há 30 anos. Com aproximadamente 8 mil voluntários, atende há dez anos no Brasil cerca de 100 mil pessoas por semana. No Grande ABC, além da unidade de São Bernardo, existem outras duas casas em Santo André. A princípio, a proposta do grupo era trabalhar de forma preventiva. "Mas as pessoas demoram a procurar ajuda. Primeiro, ela suspeita, mas não quer acreditar. Depois tem certeza, mas esconde por vergonha do que amigos e parentes vão falar, até que se vê obrigado a pedir ajuda."

As reuniões ocorrem todas as quintas nas três casas.

Mais informações sobre o Amor Exigente - 4439-3201 ou 4338-1601 em São Bernardo; e em Santo André: 4474-0923 na unidade Vila Alpina, e 4438-0200 Centro.

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