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Vendas do varejo sobem pelo 3º mês consecutivo


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

21/04/2004 | 00:22


Pelo terceiro mês consecutivo, o comércio varejista brasileiro registrou crescimento no volume de vendas, ao apresentar alta de 5,11% em fevereiro na comparação com mesmo mês de 2003. Com o resultado, o setor acumula aumento de 5,56% no primeiro bimestre do ano. Também houve no mês evolução positiva na receita nominal de vendas (7,71%) do comércio, que no bimestre teve variação de 9,03% em relação a mesmo período de 2003.

No mês, 21 das 27 unidades da Federação tiveram resultado positivo, entre os quais o Estado de São Paulo (6,86%), que ajudou a impulsionar a expansão do índice brasileiro. Os dados, divulgados nesta terça-feira, são de pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado positivo do comércio no país deveu-se sobretudo ao desempenho favorável do segmento de móveis e eletrodomésticos, que apresentou alta de 16,35%. Segundo o técnico da coordenação de comércio e serviços do instituto, Nilo Lopes de Macedo, a base de comparação era fraca, mas houve também uma melhora no comércio em função de um quadro mais favorável no que se refere ao alongamento de prazos nas compras financiadas e também pela maior estabilidade política em relação ao início de 2003.

Outras áreas, mais ligadas à renda da população, também mostraram recuperação na comparação com fevereiro do ano passado, como supermercados e comércio de alimentos, que tiveram crescimento de 4,98%. Pela análise do instituto, há nesse caso um efeito da base fraca de comparação, já que no início de 2003 havia acentuado aumento de preços da cesta básica e perda do poder aquisitivo. Isso pode ser demonstrado quando se compara o nível de vendas da atividade no mês com o de fevereiro de 2002 (-1,15%).

"Sem incluir o efeito-base (da base de comparação), há também um quadro de melhora, a renda do trabalhador ainda é negativa, mas é menos negativa do que no final do ano passado, quando chegou a -14%", afirmou Macedo.

Outro segmento em elevação é o de combustíveis e lubrificantes (6,19%). Esse desempenho foi influenciado, segundo o IBGE, pela redução de preços dos combustíveis que, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), caíram 13,1% entre março de 2003 e fevereiro de 2004.

A área de vestuário, por sua vez, teve queda de volume de vendas de 5,97%. Para Macedo, a redução refletiu a queima de estoques do fim do ano em janeiro. E o setor de veículos, motos e autopeças, depois de três meses de alta, caiu 0,76%.

Novas atividades - O IBGE divulgou nesta terça-feira, pela primeira vez, resultados de cinco novas atividades, que foram incorporadas ao levantamento do desempenho do comércio varejista no país: artigos farmacêuticos (que, em fevereiro, teve alta de 6,36%), equipamentos e materiais para escritório (7,75%), livros e revistas (-9,68%), outros artigos de uso pessoal (19,59%) e material de construção (-10,67%).



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Vendas do varejo sobem pelo 3º mês consecutivo

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

21/04/2004 | 00:22


Pelo terceiro mês consecutivo, o comércio varejista brasileiro registrou crescimento no volume de vendas, ao apresentar alta de 5,11% em fevereiro na comparação com mesmo mês de 2003. Com o resultado, o setor acumula aumento de 5,56% no primeiro bimestre do ano. Também houve no mês evolução positiva na receita nominal de vendas (7,71%) do comércio, que no bimestre teve variação de 9,03% em relação a mesmo período de 2003.

No mês, 21 das 27 unidades da Federação tiveram resultado positivo, entre os quais o Estado de São Paulo (6,86%), que ajudou a impulsionar a expansão do índice brasileiro. Os dados, divulgados nesta terça-feira, são de pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado positivo do comércio no país deveu-se sobretudo ao desempenho favorável do segmento de móveis e eletrodomésticos, que apresentou alta de 16,35%. Segundo o técnico da coordenação de comércio e serviços do instituto, Nilo Lopes de Macedo, a base de comparação era fraca, mas houve também uma melhora no comércio em função de um quadro mais favorável no que se refere ao alongamento de prazos nas compras financiadas e também pela maior estabilidade política em relação ao início de 2003.

Outras áreas, mais ligadas à renda da população, também mostraram recuperação na comparação com fevereiro do ano passado, como supermercados e comércio de alimentos, que tiveram crescimento de 4,98%. Pela análise do instituto, há nesse caso um efeito da base fraca de comparação, já que no início de 2003 havia acentuado aumento de preços da cesta básica e perda do poder aquisitivo. Isso pode ser demonstrado quando se compara o nível de vendas da atividade no mês com o de fevereiro de 2002 (-1,15%).

"Sem incluir o efeito-base (da base de comparação), há também um quadro de melhora, a renda do trabalhador ainda é negativa, mas é menos negativa do que no final do ano passado, quando chegou a -14%", afirmou Macedo.

Outro segmento em elevação é o de combustíveis e lubrificantes (6,19%). Esse desempenho foi influenciado, segundo o IBGE, pela redução de preços dos combustíveis que, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), caíram 13,1% entre março de 2003 e fevereiro de 2004.

A área de vestuário, por sua vez, teve queda de volume de vendas de 5,97%. Para Macedo, a redução refletiu a queima de estoques do fim do ano em janeiro. E o setor de veículos, motos e autopeças, depois de três meses de alta, caiu 0,76%.

Novas atividades - O IBGE divulgou nesta terça-feira, pela primeira vez, resultados de cinco novas atividades, que foram incorporadas ao levantamento do desempenho do comércio varejista no país: artigos farmacêuticos (que, em fevereiro, teve alta de 6,36%), equipamentos e materiais para escritório (7,75%), livros e revistas (-9,68%), outros artigos de uso pessoal (19,59%) e material de construção (-10,67%).

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