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Chuva piora sujeira nas ruas após primeiro turno

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Papéis molhados grudam nas vias e prejudicam trabalho dos garis; prefeituras reforçam limpeza


Bianca Barbosa
Especial para o Diário

09/10/2018 | 07:00


 O primeiro turno da eleição acabou e a dor de cabeça dos varredores de rua começou. Apesar da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) 23.551/2017, que configura como propaganda irregular o derrame de santinhos nas ruas dos colégios eleitorais e proximidades, a prática continua sendo realizada na região. E o problema fica ainda maior quando chove, já que os papéis grudam no solo, dificultando o trabalho dos garis, que já não é fácil visto a quantidade de material eleitoral jogado nas vias.

“Isso aqui é o meu pesadelo, meu braço já está doendo de tanta força que tem que fazer para arrancar eles do chão”, disse o gari Juraci Antunes Gonçalves, 55 anos, enquanto varria as vias próximas à Emeief (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) Reverendo Oscar Chaves, no Jardim Progresso, em Santo André. O homem trabalha no ofício há dez anos e, em todas as eleições, vê o problema se repetir. “Isso me faz pensar muito na vida. Vejo a cara desses candidatos e já sei em quem não votar”, criticou. Ele disse que não existe técnica, ou maneira de facilitar o trabalho quando chove, o jeito é esfregar as cerdas da vassoura com força no chão. “O certo seria deixar secar, e depois varrer, só que se a gente deixa aqui, cai nos bueiros e entope.”

Além de atrapalhar o trabalho de limpeza das vias públicas, os papéis deixam as calçadas escorregadias. “Eu, que tenho mais idade, fico me segurando nos portões e nas paredes. Parece que passou sabão no chão”, falou a dona de casa Antônia Lira, 75, moradora do bairro Santo Antônio, em São Caetano.

Já o jornaleiro Alberto Campos, 36, que mora no Piraporinha, em Diadema, acredita que a internet tenha ajudado na diminuição de material eleitoral impresso. “Me informei por notícias em portais e vídeos de propostas nas páginas dos candidatos”, contou, afirmando que nem a famosa ‘colinha’ usou. O homem espera que no próximo turno veja menos papéis nas ruas.

Em Santo André, a varrição começou no domingo, por volta das 13h, com reforço de 40 agentes. A cidade possui 150 locais de votação, e a expectativa é a de que leve uma semana para limpar todos eles. “A equipe de limpeza utiliza, durante a noite e madrugada, varredeira mecanizada.”

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que realiza operação especial. “Os trabalhadores foram mobilizados seguindo a prioridade de áreas mais afetadas.” Já em Mauá toda a equipe (30 colaboradores) foi mobilizada, mas, por conta da chuva, o serviço irá se estender até hoje.

São Bernardo destacou ter executado serviço de varrição e limpeza no domingo. Foram detectados 20 pontos críticos, os quais receberam quatro equipes de serviços diversos, com oito funcionários cada. Nas demais áreas, os serviços de varrição seguem normalmente. As outras cidades não responderam até o fechamento desta edição.

 

 



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Chuva piora sujeira nas ruas após primeiro turno

Papéis molhados grudam nas vias e prejudicam trabalho dos garis; prefeituras reforçam limpeza

Bianca Barbosa
Especial para o Diário

09/10/2018 | 07:00


 O primeiro turno da eleição acabou e a dor de cabeça dos varredores de rua começou. Apesar da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) 23.551/2017, que configura como propaganda irregular o derrame de santinhos nas ruas dos colégios eleitorais e proximidades, a prática continua sendo realizada na região. E o problema fica ainda maior quando chove, já que os papéis grudam no solo, dificultando o trabalho dos garis, que já não é fácil visto a quantidade de material eleitoral jogado nas vias.

“Isso aqui é o meu pesadelo, meu braço já está doendo de tanta força que tem que fazer para arrancar eles do chão”, disse o gari Juraci Antunes Gonçalves, 55 anos, enquanto varria as vias próximas à Emeief (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) Reverendo Oscar Chaves, no Jardim Progresso, em Santo André. O homem trabalha no ofício há dez anos e, em todas as eleições, vê o problema se repetir. “Isso me faz pensar muito na vida. Vejo a cara desses candidatos e já sei em quem não votar”, criticou. Ele disse que não existe técnica, ou maneira de facilitar o trabalho quando chove, o jeito é esfregar as cerdas da vassoura com força no chão. “O certo seria deixar secar, e depois varrer, só que se a gente deixa aqui, cai nos bueiros e entope.”

Além de atrapalhar o trabalho de limpeza das vias públicas, os papéis deixam as calçadas escorregadias. “Eu, que tenho mais idade, fico me segurando nos portões e nas paredes. Parece que passou sabão no chão”, falou a dona de casa Antônia Lira, 75, moradora do bairro Santo Antônio, em São Caetano.

Já o jornaleiro Alberto Campos, 36, que mora no Piraporinha, em Diadema, acredita que a internet tenha ajudado na diminuição de material eleitoral impresso. “Me informei por notícias em portais e vídeos de propostas nas páginas dos candidatos”, contou, afirmando que nem a famosa ‘colinha’ usou. O homem espera que no próximo turno veja menos papéis nas ruas.

Em Santo André, a varrição começou no domingo, por volta das 13h, com reforço de 40 agentes. A cidade possui 150 locais de votação, e a expectativa é a de que leve uma semana para limpar todos eles. “A equipe de limpeza utiliza, durante a noite e madrugada, varredeira mecanizada.”

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que realiza operação especial. “Os trabalhadores foram mobilizados seguindo a prioridade de áreas mais afetadas.” Já em Mauá toda a equipe (30 colaboradores) foi mobilizada, mas, por conta da chuva, o serviço irá se estender até hoje.

São Bernardo destacou ter executado serviço de varrição e limpeza no domingo. Foram detectados 20 pontos críticos, os quais receberam quatro equipes de serviços diversos, com oito funcionários cada. Nas demais áreas, os serviços de varrição seguem normalmente. As outras cidades não responderam até o fechamento desta edição.

 

 

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