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Família em 1º lugar


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

16/06/2010 | 07:05


 

Cair na estrada e ter no porta-malas espaço de sobra para levar muita bagagem é o que toda família viajante deseja. Nada de ir sentado no travesseiro ou com a mochila nos pés. Focada nesse perfil de consumidor, a Peugeot traz para o Brasil o novo Partner para cinco ocupantes com preço sugerido de R$ 45,2 mil.

Com previsão de chegada às concessionárias no fim do mês, o modelo fabricado em Palomar, Argentina, traz três opções de acabamento, todas equipadas com motor 1.6 16V Flex - o mesmo das famílias 207 e 307.

A versão básica entrega de série direção hidráulica, travas e vidros dianteiros elétricos. Já a configuração intermediária Escapade (R$ 50,6 mil) traz a mais ar-condicionado, pneus de uso misto, revestimento dos bancos diferenciado e barras longitudinais no teto. Por fim, a topo de linha Escapade Pack (R$ 55,6 mil) vem recheada, com rodas de liga leve de 15 polegadas, computador de bordo, faróis de neblina, freios ABS e air bag duplo.

Ao contrário da concorrência - Fiat Doblò (R$ 51.530) e Renault Kangoo (R$ 45.320) - , o Partner não tem opção para sete lugares. Segundo a Peugeot, a intenção é privilegiar o porta-malas, que, diga-se de passagem, tem capacidade para 624 litros - 2.800 litros com os bancos rebatidos.

DESIGN
O visual do Partner ficou mais atual. Porém, a ousadia parece ter sido esquecida pelos projetistas. A dianteira com novo conjunto óptico (faróis maiores e com formato trapezoidal) e para-choque redesenhado garantem robustez.

A traseira é sóbria. Lanternas pequenas e área envidraçada avantajada - como todo o veículo. As portas laterais corrediças e o teto alto confirmam o jeitão van de ser.

ACABAMENTO E ESPAÇO
Internamente, o Peugeot deixa um pouco a desejar no quesito acabamento. Os plásticos espalhados por todos os lados não sugerem requinte. Apresenta rebarbas e os encaixes das peças não são precisos. Mesmo na versão topo de linha, com revestimento superior, o Partner para passageiros parece carregar o DNA da versão de carga.

E se o acabamento não é lá aquelas coisas, o espaço agrada! Com 4,13 metros de comprimento - 2,69 metros de distância entre os eixos - , o Partner acomoda com conforto todos os tipos de passageiros - inclusive os grandalhões.

RODANDO
É chegada a hora de acelerar. Mas antes, vamos nos ajeitar. A posição do banco é bastante elevada e a coluna de direção traz apenas regulagem de altura. A impressão é de estar conduzindo um furgão.

Acelerando, o Partner agrada. O motor 1.6 16V Flex garante boas acelerações graças ao torque de 15,5 mkgf. Trafegando a 120 km/h, o conta-giros registra 3.500 rpm e o nível de ruído na cabine não incomoda. A transmissão manual de cinco velocidades tem engates precisos e agradáveis.

Ponto positivo para o acerto da suspensão, especialmente a traseira, que garante dirigibilidade segura e agradável.

Eis a Partner para passageiros. E com previsão de vendas de 200 unidades por mês - 80% de Escapade -, a intenção é clara: incomodar, só um pouquinho, o líder Doblò.


Opção de carga só em julho

Preocupada em aumentar seu pedaço de bolo no segmento dos furgões pequenos, chega no fim de julho o novo Peugeot Partner para carga. O modelo, que em linhas gerais segue o visual da opção para passageiros, não tem preço definido.

Equipado com motor 1.6 16V Flex, o Partner para o trabalho tem 3.000 litros de capacidade volumétrica - 800 quilos de carga útil.

Entre os itens de série, destaque apenas para a direção hidráulica e o ajuste de altura do volante. Ar-condicionado não é oferecido sequer como opcional. E falando em opcionais, os dois únicos são: pintura metálica e porta lateral corrediça do lado do passageiro.

O compartimento de carga merece atenção especial. A começar pelas portas traseiras com limitadores de abertura de 90 graus e 180 graus. Ganchos de amarração interno ajudam a prender a carga corretamente, protegendo os passageiros.

Mas a principal característica do Partner de carga é a possibilidade de ser carregado com pallets diretamente da empilhadeira. Isso graças à suspensão traseira independente que reduz a saliência das caixas de rodas.

A projeção da Peugeot é vender pouco mais de 200 unidades por mês. O líder do segmento é o praticamente imbatível Fiat Fiorino. MM



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