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Dólar lidera ranking de investimentos


Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

31/08/2008 | 07:05


Depois de 6 anos fora do foco do mercado investidor, o dólar volta ao topo do ranking de rentabilidade entre as aplicações financeiras. Desde julho, a moeda vem traçando uma trajetória de crescimento e, em agosto, a alta já é de 4,55%. O otimismo quanto ao investimento no dólar é reflexo da visão frente à economia dos Estados Unidos, que tem se mostrado positiva.

No acumulado do ano, a moeda salta do último para o sexto lugar em rentabilidade, deixando o euro, o ouro e o índice Bovespa para trás. No entanto, para quem investiu, a notícia não alivia. As perdas da moeda já acumulam 8% desde janeiro.

Mesmo assim, alguns especialistas defendem que o dólar tende a não ser um bom investimento para quem não tem hábito de lidar com o mercado. "O dólar não é boa opção para o pequeno investidor, que não tem como se proteger de especulação", afirma Francisco Funcia, coordenador do curso de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul).

A aposta na moeda norte-americana só é válida para quem contraiu dívidas em dólar ou pretende diversificar os seus investimentos. "Essa é uma outra situação. O investidor que quer diversificar a carteira tem como compensar as possíveis perdas com outras aplicações", ressalva.

Títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que têm sua rentabilidade vinculada ao índice de inflação, seguem emsegundo lugar. O retorno dessas aplicações é equivalente a um quarto do que foi possível alcançar com o investimento na divisa norte-americana em agosto.

Os fundos de renda fixa, compostos em boa parte por títulos públicos, são boa opção para aqueles que não têm tanto traquejo com o mercado, uma vez que oferecem menos risco.

Por sua vez, o mercado de ações não tem trazido bons resultados. O índice Bovespa, indicador de desempenho do mercado, composto pelas ações mais negociadas na Bolsa, acumula queda de 6,43% em agosto. "O mercado, atualmente, está voltado para fora. A falta de notícias relevantes dentro do País desaquece o setor e volume de negociações tem mostrado uma queda expressiva", afirma o corretor da Fator Corretora, Rogério Gonzalez.

O recuo do Ibovespa é maior que o do ouro, considerado a segunda pior aplicação. As ações são fortemente influenciadas por movimentos internacionais. Com a fuga de investidores e a queda no preço de commodities - produtos agrícolas ou minerais de forte volume de negociação -, a Bolsa paulistana tem operado com volume financeiro abaixo da média: R$ 2,581 bilhões por dia em agosto, inferior aos R$ 5,6 bilhões de julho. (com agências)

Especialista sugere atenção ao mercado de ‘commodities'

Mercado de commodities deve ser o foco de atenção de grandes investidores, segundo análise de Rogério Gonzalez, que atua na Fator Corretora.

Ele aconselha ao investidor que mantenha as atenções voltadas para o petróleo. "O óleo já está no limite máximo de preço. Não vejo maiores altas", aponta. Isso significa que, no curto prazo, o mercado de ações ainda deve registrar variações negativas e o dólar não deverá repetir o desempenho de agosto.

O corretor acredita que os comentários e preocupações com o furacão Gustav, que poderia provocar prejuízos no Golfo do México (onde há extração de petróleo) não é, como foi anunciado ao longo da semana, o motivo principal para se esperar por nova alta do óleo. Em sua avaliação, os ‘estragos' no mercado financeiro não serão expressivos.



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Dólar lidera ranking de investimentos

Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

31/08/2008 | 07:05


Depois de 6 anos fora do foco do mercado investidor, o dólar volta ao topo do ranking de rentabilidade entre as aplicações financeiras. Desde julho, a moeda vem traçando uma trajetória de crescimento e, em agosto, a alta já é de 4,55%. O otimismo quanto ao investimento no dólar é reflexo da visão frente à economia dos Estados Unidos, que tem se mostrado positiva.

No acumulado do ano, a moeda salta do último para o sexto lugar em rentabilidade, deixando o euro, o ouro e o índice Bovespa para trás. No entanto, para quem investiu, a notícia não alivia. As perdas da moeda já acumulam 8% desde janeiro.

Mesmo assim, alguns especialistas defendem que o dólar tende a não ser um bom investimento para quem não tem hábito de lidar com o mercado. "O dólar não é boa opção para o pequeno investidor, que não tem como se proteger de especulação", afirma Francisco Funcia, coordenador do curso de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul).

A aposta na moeda norte-americana só é válida para quem contraiu dívidas em dólar ou pretende diversificar os seus investimentos. "Essa é uma outra situação. O investidor que quer diversificar a carteira tem como compensar as possíveis perdas com outras aplicações", ressalva.

Títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que têm sua rentabilidade vinculada ao índice de inflação, seguem emsegundo lugar. O retorno dessas aplicações é equivalente a um quarto do que foi possível alcançar com o investimento na divisa norte-americana em agosto.

Os fundos de renda fixa, compostos em boa parte por títulos públicos, são boa opção para aqueles que não têm tanto traquejo com o mercado, uma vez que oferecem menos risco.

Por sua vez, o mercado de ações não tem trazido bons resultados. O índice Bovespa, indicador de desempenho do mercado, composto pelas ações mais negociadas na Bolsa, acumula queda de 6,43% em agosto. "O mercado, atualmente, está voltado para fora. A falta de notícias relevantes dentro do País desaquece o setor e volume de negociações tem mostrado uma queda expressiva", afirma o corretor da Fator Corretora, Rogério Gonzalez.

O recuo do Ibovespa é maior que o do ouro, considerado a segunda pior aplicação. As ações são fortemente influenciadas por movimentos internacionais. Com a fuga de investidores e a queda no preço de commodities - produtos agrícolas ou minerais de forte volume de negociação -, a Bolsa paulistana tem operado com volume financeiro abaixo da média: R$ 2,581 bilhões por dia em agosto, inferior aos R$ 5,6 bilhões de julho. (com agências)

Especialista sugere atenção ao mercado de ‘commodities'

Mercado de commodities deve ser o foco de atenção de grandes investidores, segundo análise de Rogério Gonzalez, que atua na Fator Corretora.

Ele aconselha ao investidor que mantenha as atenções voltadas para o petróleo. "O óleo já está no limite máximo de preço. Não vejo maiores altas", aponta. Isso significa que, no curto prazo, o mercado de ações ainda deve registrar variações negativas e o dólar não deverá repetir o desempenho de agosto.

O corretor acredita que os comentários e preocupações com o furacão Gustav, que poderia provocar prejuízos no Golfo do México (onde há extração de petróleo) não é, como foi anunciado ao longo da semana, o motivo principal para se esperar por nova alta do óleo. Em sua avaliação, os ‘estragos' no mercado financeiro não serão expressivos.

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