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Universitários têm
pais com graduação

Pesquisa realizada pelo Ipea aponta que 64% dos alunos
que cursam Ensino Superior possuem familiares formados


Andressa Dantas
Especial para o Diário

18/11/2012 | 07:00


No Brasil, aproximadamente 64,6% dos jovens que cursam a universidade receberam incentivo da família para prosseguir os estudos, tendo como exemplo ao menos um dos pais com curso superior completo, aponta estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Conforme o levantamento, que ouviu jovens universitários entre 18 e 24 anos na Capital e em Brasília, os estudantes estão satisfeitos com suas escolhas profissionais: 82,8% dos entrevistados afirmam que não trocariam de área. No Grande ABC, não é diferente. A equipe do Diário entrevistou alunos de faculdades da região, que foram unânimes: estão satisfeitos com o curso escolhido.

O levantamento aponta ainda que hoje há maior participação das classes C e D nas universidades. Acredita-se que o acesso desses alunos se deve ao aumento do número de vagas em universidades públicas, como a UFABC, e a programas de bolsas de estudo e financiamento estudantil. Essa parcela corresponde a 33,8% dos entrevistados que declararam não ter pais com Ensino Superior, caso da aluna de Ciências Biomédicas da UFABC, Onara Araújo, 19 anos. "Por mais que meus pais não tenham feito faculdade, eles me incentivaram muito a estar no curso. Sou do interior e vim pra Santo André para estudar", garante.

Outro dado da pesquisa é sobre o tempo de estudo dos alunos, que varia conforme o estilo de vida. A maior parte (71,5%) declara que dedica até dez horas semanais para estudar fora da sala de aula. Nesse grupo, a parcela de quem investe menos de cinco horas por semana é alta: 37,1%. Apenas 7,2% utilizam 16 horas ou mais. "Estudo 15 horas por semana.

Preciso tirar boas notas, afinal, minha mãe disse que me daria um carro se eu fosse bem na faculdade", brincou Lucas Galli, 18, aluno de Engenharia de Gestão na UFABC, que afirma ainda que a graduação garante mais oportunidades no futuro e, por isso, dedica-se aos estudos.

A maioria dos alunos ouvidos também trabalha: 52% têm atividade remunerada, ao passo que 13,3% estão desempregados. Os que não trabalham representam 27,1% da amostra, e 6,3% exercem trabalhos sem remuneração. "Aproveito para estudar durante as aulas. Fora, procuro separar um dia da semana para revisão. Terminei a faculdade de direito na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) e estou cursando MBA", afirmou Dario Delmolin, 23.

Em geral, o universitário brasileiro acredita que cursar uma universidade abrirá portas no mercado de trabalho e, apesar da grande maioria ter histórico de Ensino Superior em casa, aqueles que não possuem pais com graduação também recebem incentivo da família.



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Universitários têm
pais com graduação

Pesquisa realizada pelo Ipea aponta que 64% dos alunos
que cursam Ensino Superior possuem familiares formados

Andressa Dantas
Especial para o Diário

18/11/2012 | 07:00


No Brasil, aproximadamente 64,6% dos jovens que cursam a universidade receberam incentivo da família para prosseguir os estudos, tendo como exemplo ao menos um dos pais com curso superior completo, aponta estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Conforme o levantamento, que ouviu jovens universitários entre 18 e 24 anos na Capital e em Brasília, os estudantes estão satisfeitos com suas escolhas profissionais: 82,8% dos entrevistados afirmam que não trocariam de área. No Grande ABC, não é diferente. A equipe do Diário entrevistou alunos de faculdades da região, que foram unânimes: estão satisfeitos com o curso escolhido.

O levantamento aponta ainda que hoje há maior participação das classes C e D nas universidades. Acredita-se que o acesso desses alunos se deve ao aumento do número de vagas em universidades públicas, como a UFABC, e a programas de bolsas de estudo e financiamento estudantil. Essa parcela corresponde a 33,8% dos entrevistados que declararam não ter pais com Ensino Superior, caso da aluna de Ciências Biomédicas da UFABC, Onara Araújo, 19 anos. "Por mais que meus pais não tenham feito faculdade, eles me incentivaram muito a estar no curso. Sou do interior e vim pra Santo André para estudar", garante.

Outro dado da pesquisa é sobre o tempo de estudo dos alunos, que varia conforme o estilo de vida. A maior parte (71,5%) declara que dedica até dez horas semanais para estudar fora da sala de aula. Nesse grupo, a parcela de quem investe menos de cinco horas por semana é alta: 37,1%. Apenas 7,2% utilizam 16 horas ou mais. "Estudo 15 horas por semana.

Preciso tirar boas notas, afinal, minha mãe disse que me daria um carro se eu fosse bem na faculdade", brincou Lucas Galli, 18, aluno de Engenharia de Gestão na UFABC, que afirma ainda que a graduação garante mais oportunidades no futuro e, por isso, dedica-se aos estudos.

A maioria dos alunos ouvidos também trabalha: 52% têm atividade remunerada, ao passo que 13,3% estão desempregados. Os que não trabalham representam 27,1% da amostra, e 6,3% exercem trabalhos sem remuneração. "Aproveito para estudar durante as aulas. Fora, procuro separar um dia da semana para revisão. Terminei a faculdade de direito na USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) e estou cursando MBA", afirmou Dario Delmolin, 23.

Em geral, o universitário brasileiro acredita que cursar uma universidade abrirá portas no mercado de trabalho e, apesar da grande maioria ter histórico de Ensino Superior em casa, aqueles que não possuem pais com graduação também recebem incentivo da família.

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