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PTB deve ser base de Paulo Pinheiro

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

18/11/2012 | 07:00


Após PMDB e PTB polarizarem de maneira acirrada a eleição de São Caetano, o prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB), deve contar com apoio dos petebistas na Câmara. O vereador Flávio Rstom foi o primeiro a garantir que a sigla vai atuar de maneira auxiliar ao futuro governo. "O PTB vai ajudar ele, sim."

Rstom argumenta que Pinheiro foi vereador petebista por 15 anos (há um ano está no PMDB), em quatro mandatos, e manteve boa relação com os quatro integrantes da bancada da legenda para a próxima legislatura (2013 a 2016). "O Paulo (Pinheiro) é médico e querido pela população. O povo o escolheu para ser prefeito. Temos de lembrar que ele foi nosso amigo e ajudou esse governo (José Auricchio Júnior, PTB) explicou.

Além de Rstom, o vereador Jorge Salgado (PTB) tem dado declarações pró-Pinheiro. Ele se movimenta para assumir a presidência da Câmara para os próximos dois anos e espera contar com a bênção do futuro prefeito. Porém, o petebista tenta esconder qualquer ajuda de Auricchio na empreitada, com discursos críticos ao atual gestor. Os outros dois integrantes da bancada do partido, Gérsio Sartori e Paulo Bottura, têm se reservado sobre o assunto.

Com o apoio da legenda, Pinheiro confirma cenário de tranquilidade no Legislativo, apesar de a coligação dele ter feito apenas três das 19 cadeiras. Dos outros vereadores eleitos, a manifestação foi boa em relação ao peemedebista. Porém, um bloco trabalha para que a relação da Câmara com o Executivo seja de discutir projeto a projeto, ao contrário do que ocorre hoje, quando as matérias de Auricchio são aprovadas sem nenhuma discussão. A nova lógica tem consentimento do prefeito eleito.

Ex-prefeiturável do PTB, a assessora especial de Ação Social do Paço, Regina Maura Zetone, foi a principal adversária de Pinheiro na corrida pelo Palácio da Cerâmica. Durante a disputa, as duas campanhas partiram ao confronto usando artimanhas pesadas, como ataques pessoais. Acusação recorrente entre o peemedebista e a petebista foi de abusar de rede de boatarias sobre caráter. "Democracia é assim. Nossa candidata não foi vencedora e nós temos que aceitar. Não é por isso que vamos atrapalhar o futuro governo", declarou Rstom

Pinheiro deixou o PTB no ano passado, após ser preterido da indicação do partido para disputar a sucessão de Auricchio. Migrou ao PMDB. O relacionamento ficou abalado particularmente entre o prefeito e o peemedebista. Tanto é que os dois mal se falaram durante o primeiro encontro após a eleição para discutir a transição de governos. Quem liderou o diálogo foi a filha do prefeito eleito, Gica.

Auricchio é hoje presidente municipal do PTB. Porém, o caminho se abre ainda mais com a articulação do atual prefeito para migrar ao PSB. A sigla disse ter acordo com o petebista para que ele se filie e dispute vaga de deputado estadual na próxima eleição. Os socialistas oferecem cenário mais fácil para que ele seja eleito do que o PTB. O diálogo se arrastará até o ano que vem, quando ele não estará mais na Prefeitura.

Peemedebista ainda não sabe o que fazer com galpão incendiado

O prefeito eleito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), ainda não sabe qual será o destino do galpão da Secretaria de Serviços Urbanos que foi destruído por um incêndio de grande proporção no dia 24 de setembro. O peemedebista aposta nas informações técnicas e financeiras que estão sendo coletadas pela sua equipe de transição para avaliar o caso quando assumir o Palácio da Cerâmica em janeiro.

Dependendo da situação da administração, o futuro prefeito quer avaliar se alguma área está precisando de espaço para incrementar algum projeto. "A transição vai mostrar qual é a necessidade dos setores. Educação, por exemplo, pode ser que possamos aproveitar o espaço para construir uma escola. Não estou dizendo que vai ser, mas vai passando pela minha cabeça como vou utilizar o espaço", analisou Pinheiro.

A campanha eleitoral estava em um dos momentos mais acirrados na época do acidente. O fato causou polêmica entre aliados do peemedebista e da ex-prefeiturável do PTB Regina Maura Zetone. A causa do incêndio, com suspeitas de sabotagem, foi o principal comentário no bastidor político. "A causa é com a Polícia que está analisando, eu quero saber é de melhorar os serviços da população", disse o futuro prefeito.

O galpão, localizado na Avenida Kennedy, 2.100, bairro Olímpico, servia como garagem de carros da Prefeitura para ambulâncias e veículos da Defesa Civil, também armazenava pneus, medicamentos, alimentos, materiais de limpeza, ferramentas e materiais de papelaria, além de oficina mecânica que funcionava nas dependências do local. O fogo consumiu boa parte dos 4.800 m².

Recentemente, a falta de produtos básicos em setores públicos como papel higiênico e materiais cirúrgicos ficou evidente. A principal justificativa da Prefeitura é de que o incêndio destruiu todo o estoque desses objetos e prejudicou a reposição. Processos de compra estão em andamento.

Além desse fator, a suspeita da equipe de transição de Pinheiro é de que o Paço tenha atrasado por até quatro meses o pagamento de fornecedores e prestadores de serviço. O grupo do peemedebista prevê que a informação concreta sobre a situação financeira só será sabida em meados de dezembro. "Com certeza essa dívida vai atrapalhar muito o começo da minha administração."



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PTB deve ser base de Paulo Pinheiro

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

18/11/2012 | 07:00


Após PMDB e PTB polarizarem de maneira acirrada a eleição de São Caetano, o prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB), deve contar com apoio dos petebistas na Câmara. O vereador Flávio Rstom foi o primeiro a garantir que a sigla vai atuar de maneira auxiliar ao futuro governo. "O PTB vai ajudar ele, sim."

Rstom argumenta que Pinheiro foi vereador petebista por 15 anos (há um ano está no PMDB), em quatro mandatos, e manteve boa relação com os quatro integrantes da bancada da legenda para a próxima legislatura (2013 a 2016). "O Paulo (Pinheiro) é médico e querido pela população. O povo o escolheu para ser prefeito. Temos de lembrar que ele foi nosso amigo e ajudou esse governo (José Auricchio Júnior, PTB) explicou.

Além de Rstom, o vereador Jorge Salgado (PTB) tem dado declarações pró-Pinheiro. Ele se movimenta para assumir a presidência da Câmara para os próximos dois anos e espera contar com a bênção do futuro prefeito. Porém, o petebista tenta esconder qualquer ajuda de Auricchio na empreitada, com discursos críticos ao atual gestor. Os outros dois integrantes da bancada do partido, Gérsio Sartori e Paulo Bottura, têm se reservado sobre o assunto.

Com o apoio da legenda, Pinheiro confirma cenário de tranquilidade no Legislativo, apesar de a coligação dele ter feito apenas três das 19 cadeiras. Dos outros vereadores eleitos, a manifestação foi boa em relação ao peemedebista. Porém, um bloco trabalha para que a relação da Câmara com o Executivo seja de discutir projeto a projeto, ao contrário do que ocorre hoje, quando as matérias de Auricchio são aprovadas sem nenhuma discussão. A nova lógica tem consentimento do prefeito eleito.

Ex-prefeiturável do PTB, a assessora especial de Ação Social do Paço, Regina Maura Zetone, foi a principal adversária de Pinheiro na corrida pelo Palácio da Cerâmica. Durante a disputa, as duas campanhas partiram ao confronto usando artimanhas pesadas, como ataques pessoais. Acusação recorrente entre o peemedebista e a petebista foi de abusar de rede de boatarias sobre caráter. "Democracia é assim. Nossa candidata não foi vencedora e nós temos que aceitar. Não é por isso que vamos atrapalhar o futuro governo", declarou Rstom

Pinheiro deixou o PTB no ano passado, após ser preterido da indicação do partido para disputar a sucessão de Auricchio. Migrou ao PMDB. O relacionamento ficou abalado particularmente entre o prefeito e o peemedebista. Tanto é que os dois mal se falaram durante o primeiro encontro após a eleição para discutir a transição de governos. Quem liderou o diálogo foi a filha do prefeito eleito, Gica.

Auricchio é hoje presidente municipal do PTB. Porém, o caminho se abre ainda mais com a articulação do atual prefeito para migrar ao PSB. A sigla disse ter acordo com o petebista para que ele se filie e dispute vaga de deputado estadual na próxima eleição. Os socialistas oferecem cenário mais fácil para que ele seja eleito do que o PTB. O diálogo se arrastará até o ano que vem, quando ele não estará mais na Prefeitura.

Peemedebista ainda não sabe o que fazer com galpão incendiado

O prefeito eleito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), ainda não sabe qual será o destino do galpão da Secretaria de Serviços Urbanos que foi destruído por um incêndio de grande proporção no dia 24 de setembro. O peemedebista aposta nas informações técnicas e financeiras que estão sendo coletadas pela sua equipe de transição para avaliar o caso quando assumir o Palácio da Cerâmica em janeiro.

Dependendo da situação da administração, o futuro prefeito quer avaliar se alguma área está precisando de espaço para incrementar algum projeto. "A transição vai mostrar qual é a necessidade dos setores. Educação, por exemplo, pode ser que possamos aproveitar o espaço para construir uma escola. Não estou dizendo que vai ser, mas vai passando pela minha cabeça como vou utilizar o espaço", analisou Pinheiro.

A campanha eleitoral estava em um dos momentos mais acirrados na época do acidente. O fato causou polêmica entre aliados do peemedebista e da ex-prefeiturável do PTB Regina Maura Zetone. A causa do incêndio, com suspeitas de sabotagem, foi o principal comentário no bastidor político. "A causa é com a Polícia que está analisando, eu quero saber é de melhorar os serviços da população", disse o futuro prefeito.

O galpão, localizado na Avenida Kennedy, 2.100, bairro Olímpico, servia como garagem de carros da Prefeitura para ambulâncias e veículos da Defesa Civil, também armazenava pneus, medicamentos, alimentos, materiais de limpeza, ferramentas e materiais de papelaria, além de oficina mecânica que funcionava nas dependências do local. O fogo consumiu boa parte dos 4.800 m².

Recentemente, a falta de produtos básicos em setores públicos como papel higiênico e materiais cirúrgicos ficou evidente. A principal justificativa da Prefeitura é de que o incêndio destruiu todo o estoque desses objetos e prejudicou a reposição. Processos de compra estão em andamento.

Além desse fator, a suspeita da equipe de transição de Pinheiro é de que o Paço tenha atrasado por até quatro meses o pagamento de fornecedores e prestadores de serviço. O grupo do peemedebista prevê que a informação concreta sobre a situação financeira só será sabida em meados de dezembro. "Com certeza essa dívida vai atrapalhar muito o começo da minha administração."

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