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Comércio de flores dobra
durante feriado de Finados

Moradores da região homenageiam parentes e compram vasos
de R$ 8 e R$ 10; já os pacotes de velas eram vendidos a R$ 5


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

03/11/2012 | 07:00


Ontem, Dia de Finados, muitas pessoas foram prestar homenagem aos entes queridos e, com isso, as floriculturas nas portas dos cemitérios de São Bernardo, São Caetano e Santo André ficaram cheias. O ganho no faturamento desses comerciantes chegou a dobrar em comparação com os demais dias do ano. Na comparação com a mesma data de 2011, os lojistas ouvidos pelo Diário apostavam em crescimento de até 20% nas comercializações. "Apostamos tanto nas vendas, que compramos R$ 5.000 em flores, volume bem superior ao de costume", sinaliza a proprietária de uma loja no Cemitério das Lágrimas, em São Caetano, Sandra Maria Correia.

Segundo ela, na semana passada o movimento já estava maior. "Quem decidiu viajar no feriado antecipou a homenagem. O movimento está satisfatório e as vendas dobram." Na floricultura de Carlos Sakurai, localizada no Cemitério Vila Euclídes, em São Bernardo, o volume de clientes também era grande. "Mesmo assim, o Finados de hoje não é como o de antigamente. Muita gente não tem mais o costume de vir, principalmente a nova geração." O comerciante denomina a data como "magna". "Não deixa de ser boa para o comércio de flores. Comparado com os dias normais, que são bem parados, as vendas dobram", avalia.

Os vasos de flores mais comercializados eram de crisântemos e minimargaridas. Os preços variavam entre R$ 8 e R$ 10. Pacotes de velas, com seis unidades, eram vendidos a R$ 5, aproximadamente. Esses eram os preços também praticados no Cemitério Memorial de Santo André.

Vale lembrar que a previsão de vendas feita pelo Sindiflores (Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo), com base nas informações das floriculturas  ligadas à entidade, é que o  aumento seja de 30% em relação à mesma data do ano passado.

HOMENAGENS - Todos os anos, sem exceção, o aposentado Paulo Olzon, 83 anos, vai ao cemitério acender velas para o pai, a mãe e irmãos. "É sinal de respeito. Não falto no Dia de Finados. Quem tem amor pelas pessoas que se foram, sempre vem. É tradição."

A dona de casa Julia Broto, 78 anos, também não deixa de prestar  homenagem. "Tenho muitos parentes que se foram. Sempre trago um vasinho de flor." Ela gastou R$ 10 para enfeitar o túmulo da família.

Dentre a quantidade de pessoas, o químico Vanildo da Costa, 40 anos, também não deixou de visitar o túmulo de parentes. "Quem acredita, vem. Ou antes de viajar, ou depois. É preciso dar valor àqueles que já partiram", conta.

A enfermeira Evelice Pinto, 38 anos, levou ontem, ao cemitério, algo muito mais importante do que flores. "Sempre venho, mas hoje trouxe minhas filhas. Vamos homenagear o pai delas, meu marido." As gêmeas,  4 anos, carregavam nas mãozinhas lindas flores.



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Comércio de flores dobra
durante feriado de Finados

Moradores da região homenageiam parentes e compram vasos
de R$ 8 e R$ 10; já os pacotes de velas eram vendidos a R$ 5

Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

03/11/2012 | 07:00


Ontem, Dia de Finados, muitas pessoas foram prestar homenagem aos entes queridos e, com isso, as floriculturas nas portas dos cemitérios de São Bernardo, São Caetano e Santo André ficaram cheias. O ganho no faturamento desses comerciantes chegou a dobrar em comparação com os demais dias do ano. Na comparação com a mesma data de 2011, os lojistas ouvidos pelo Diário apostavam em crescimento de até 20% nas comercializações. "Apostamos tanto nas vendas, que compramos R$ 5.000 em flores, volume bem superior ao de costume", sinaliza a proprietária de uma loja no Cemitério das Lágrimas, em São Caetano, Sandra Maria Correia.

Segundo ela, na semana passada o movimento já estava maior. "Quem decidiu viajar no feriado antecipou a homenagem. O movimento está satisfatório e as vendas dobram." Na floricultura de Carlos Sakurai, localizada no Cemitério Vila Euclídes, em São Bernardo, o volume de clientes também era grande. "Mesmo assim, o Finados de hoje não é como o de antigamente. Muita gente não tem mais o costume de vir, principalmente a nova geração." O comerciante denomina a data como "magna". "Não deixa de ser boa para o comércio de flores. Comparado com os dias normais, que são bem parados, as vendas dobram", avalia.

Os vasos de flores mais comercializados eram de crisântemos e minimargaridas. Os preços variavam entre R$ 8 e R$ 10. Pacotes de velas, com seis unidades, eram vendidos a R$ 5, aproximadamente. Esses eram os preços também praticados no Cemitério Memorial de Santo André.

Vale lembrar que a previsão de vendas feita pelo Sindiflores (Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo), com base nas informações das floriculturas  ligadas à entidade, é que o  aumento seja de 30% em relação à mesma data do ano passado.

HOMENAGENS - Todos os anos, sem exceção, o aposentado Paulo Olzon, 83 anos, vai ao cemitério acender velas para o pai, a mãe e irmãos. "É sinal de respeito. Não falto no Dia de Finados. Quem tem amor pelas pessoas que se foram, sempre vem. É tradição."

A dona de casa Julia Broto, 78 anos, também não deixa de prestar  homenagem. "Tenho muitos parentes que se foram. Sempre trago um vasinho de flor." Ela gastou R$ 10 para enfeitar o túmulo da família.

Dentre a quantidade de pessoas, o químico Vanildo da Costa, 40 anos, também não deixou de visitar o túmulo de parentes. "Quem acredita, vem. Ou antes de viajar, ou depois. É preciso dar valor àqueles que já partiram", conta.

A enfermeira Evelice Pinto, 38 anos, levou ontem, ao cemitério, algo muito mais importante do que flores. "Sempre venho, mas hoje trouxe minhas filhas. Vamos homenagear o pai delas, meu marido." As gêmeas,  4 anos, carregavam nas mãozinhas lindas flores.

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