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Mário Reali mostra cautela com favoritismo


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

23/07/2012 | 07:07


Prefeito de Diadema e candidato à reeleição pelo PT, Mário Reali prega cautela com o resultado da pesquisa realizada pelo Diário, que aponta vitória do petista no primeiro turno com larga vantagem. Mais do que precaução, o atual chefe do Executivo - que atingiu 42,7% no levantamento estimulado - diz que a legenda precisa administrar o fato de largar eleitoralmente à frente dos adversários.

"Como esportista, sei que não adianta nada dar o sprint inicial correndo e não ter fôlego para chegar ao fim. É igual a uma maratona, em que se mantém o ritmo durante 30km e acelera no fim", avalia Reali, nadador assíduo. "O resultado é importante, mas não vou me iludir com números. É a primeira vez que saímos no primeiro lugar. Precisamos lidar com isso."

A última vez que o PT iniciou a corrida eleitoral majoritária com vantagem foi em 1996, quando a legenda foi derrotada na escolha do prefeiturável. Na ocasião, o candidato do partido era José Augusto da Silva Ramos (hoje o maior cacique do PSDB de Diadema) e a sigla contabilizava três gestões bem-sucedidas (Gilson Menezes, de 1983 a 1988; José Augusto, 1989 a 1992; e José de Filippi Júnior, 1993 a 1996).

Apesar de teoricamente ter sido candidato avalizado pelo governo, José Augusto não tinha apoio total do PT. O processo de prévias causou feridas na sigla que só foram curadas depois da eleição, quando Gilson já havia vencido, por 88.439 votos a 72.458 sufrágios.

Antes e depois do episódio, o PT costumeiramente larga atrás dos adversários. Em seu primeiro triunfo eleitoral, em 1992, Filippi foi cotado com 3% na primeira pesquisa de intenção de voto, atrás de Gilson. Em 2008, Reali iniciou a campanha dez pontos percentuais atrás de José Augusto (40% para o tucano contra 30%). Venceu o pleito já no primeiro turno, com 58% dos votos válidos, contra 35%.

Avaliação da gestão - O prefeito credita o índice regular de sua administração à falta de conhecimento popular as ações realizadas em três anos e sete meses de mandato.

"Muita gente não sabe o que a gente vez. Olham apenas a rua onde moram, mas não têm conhecimento das atividades feitas pela cidade. Quem utiliza o sistema de Saúde, tem uma avaliação bem melhor de quem não usa", comenta Reali. "Talvez o problema seja falta de comunicação, mas o processo eleitoral serve para isso".

A pesquisa realizada pelo Diário mostrou que a maioria dos entrevistados - 38,5% - considerou regular o governo do petista. A aprovação é de 33,3%, enquanto a rejeição é de 24,3%.

 

Último na pesquisa, Buiú credita resultado como ‘excelente'

O humorista Edvan Rodrigues de Souza, o Buiú, candidato do PMN à Prefeitura de Diadema, comemorou a última colocação na pesquisa realizada pelo Diário. O peemenista aparece com 1,5%, atrás numericamente de prefeituráveis como Ivanci de Souza (PSTU) e Vladão Trombini (PCB) - ele está empatado tecnicamente com os rivais por conta da margem de erro, de três pontos percentuais.

Por meio de assessoria, o candidato afirmou que o resultado é "excelente", já que "muita água vai passar debaixo da ponte eleitoral". "Tive citações praticamente não indo para as ruas nem divulgando material de campanha. Imagina quando sair com carro de som pelas ruas?Sem dúvida é um excelente resultado."

Para o comediante, que trabalha no humorístico A Praça É Nossa, do SBT, há duas décadas, a tendência é que sua campanha cresça com a intensificação de caminhadas e divulgação de material eleitoral.

Buiú também garantiu que outro fator que contribuirá para a subida nas pesquisas será a visita a núcleos habitacionais e periferia da cidade. "Eu me identifico com o povão, com a camada mais humilde de Diadema. E muitos deles não sabem que sou candidato, porque não tive oportunidade de passar por lá."

Demais postulantes - Quarto colocado no levantamento, Ivanci afirmou ficar feliz com os números. "Não temos dinheiro, temos dificuldades imensas e mesmo assim estamos bem colocados. Nos dá mais ânimos para continuar a caminhada", argumentou o candidato do PSTU. Ele aparece com 2,3% das intenções de voto.

Vladão comentou que a pesquisa reflete cenário por ele desenhado no início da campanha, quando garantiu que o PT iria vencer no primeiro turno. Quinto lugar no estudo, o comunista creditou o percentual ao fato de sua candidatura ter sido definida poucos dias antes do prazo de registro estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Michels: ‘Há espaço para virar'

Segundo colocado na pesquisa realizada pelo Diário, o candidato do PV à Prefeitura de Diadema comemorou os números e disse haver espaço para virar a corrida eleitoral. Apesar da vice-liderança, Michels está 28,2% atrás do prefeito Mário Reali (PT), líder do estudo.

"Sou vereador e tenho quase 15% de largada. Nunca um vereador teve isso. Tenho percentual e espaço de virada. É uma vitória", comentou o verde.

Em 2008, o parlamentar Ricardo Yoshio (ex-PMN, atual PDT) obteve 7% de citações no levantamento realizado em julho daquele ano, o primeiro da eleição de quatro anos atrás. Yoshio tentou se consolidar numa terceira via do pleito - polarizado entre Reali e o ex-deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB) -, mas ficou longe dos protagonistas. Ele recebeu só 5% dos votos válidos na ocasião.

Segundo em rejeição, de acordo com pesquisa feita pelo Diário, Michels contemporizou os dados. "Os 35% que mostram são de simpatizantes do PT em Diadema. Seria natural ter números assim", avaliou o verde, que atingiu 35,1% de rejeição, desempenho negativo só superado por Reali, com 39,3%.

Caminhada - Ontem, Michels realizou caminhada no bairro Eldorado, reduto eleitoral de José Augusto. O verde percorreu o comércio local e a feira da região. Estava acompanhado de sua vice, a engenheira Silvana Guarnieri (PTB), e de seu grupo de apoio, composto por quase 200 militantes dos partidos aliados.

Hoje ele realiza reuniões internas para avaliação dos 15 primeiros dias de campanha eleitoral.

 

Maridite afirma estar satisfeita

Ainda sem atrair da tradicional votação do marido, o ex-deputado José Augusto da Silva Ramos (PSDB), a candidata tucana ao Paço de Diadema, Maridite Cristóvão de Oliveira, disse estar satisfeita com os números apresentados pela pesquisa eleitoral feita pelo Diário. A prefeiturável aparece na terceira colocação, com 4,5% de intenção de votos no estudo estimulado.

"O prefeito (Mário Reali, PT) está em campanha há quatro anos. O Lauro (Michels, PV) está nas ruas há dois anos. Estou há 15 dias nas ruas, me apresentando como candidata a prefeita. É um bom começo", avaliou a tucana, escolhida como postulante do partido ao Parque do Paço na data limite para registro de candidaturas.

Sobre a ausência de absorção da votação de José Augusto, Maridite considerou natural o percentual baixo de transferência de adesões. "É normal porque as eleições em que participei foi para o Legislativo. Espero que aconteça (a atração de votos do marido) e vamos trabalhar bastante para que isso."

A estratégia adotada pelo tucanato neste início de corrida eleitoral é fazer reuniões intimistas em residências de líderes comunitários e candidatos a vereador pelo PSDB. Aos fins de semana, Maridite e José Augusto percorrem a cidade em cima de caminhão de som anunciando a ex-vereadora e ex-secretária de Saúde como postulante do PSDB à Prefeitura. Neste ano, José Augusto será candidato a vereador - ele aparece com 0,6% de citações no estudo espontâneo para prefeito.

Maridite questionou só o índice de rejeição a seu nome. "A pesquisa mostra que quase 60% não me conhecem (exatos 58,7%), mas me coloca com rejeição de 32%."



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Mário Reali mostra cautela com favoritismo

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

23/07/2012 | 07:07


Prefeito de Diadema e candidato à reeleição pelo PT, Mário Reali prega cautela com o resultado da pesquisa realizada pelo Diário, que aponta vitória do petista no primeiro turno com larga vantagem. Mais do que precaução, o atual chefe do Executivo - que atingiu 42,7% no levantamento estimulado - diz que a legenda precisa administrar o fato de largar eleitoralmente à frente dos adversários.

"Como esportista, sei que não adianta nada dar o sprint inicial correndo e não ter fôlego para chegar ao fim. É igual a uma maratona, em que se mantém o ritmo durante 30km e acelera no fim", avalia Reali, nadador assíduo. "O resultado é importante, mas não vou me iludir com números. É a primeira vez que saímos no primeiro lugar. Precisamos lidar com isso."

A última vez que o PT iniciou a corrida eleitoral majoritária com vantagem foi em 1996, quando a legenda foi derrotada na escolha do prefeiturável. Na ocasião, o candidato do partido era José Augusto da Silva Ramos (hoje o maior cacique do PSDB de Diadema) e a sigla contabilizava três gestões bem-sucedidas (Gilson Menezes, de 1983 a 1988; José Augusto, 1989 a 1992; e José de Filippi Júnior, 1993 a 1996).

Apesar de teoricamente ter sido candidato avalizado pelo governo, José Augusto não tinha apoio total do PT. O processo de prévias causou feridas na sigla que só foram curadas depois da eleição, quando Gilson já havia vencido, por 88.439 votos a 72.458 sufrágios.

Antes e depois do episódio, o PT costumeiramente larga atrás dos adversários. Em seu primeiro triunfo eleitoral, em 1992, Filippi foi cotado com 3% na primeira pesquisa de intenção de voto, atrás de Gilson. Em 2008, Reali iniciou a campanha dez pontos percentuais atrás de José Augusto (40% para o tucano contra 30%). Venceu o pleito já no primeiro turno, com 58% dos votos válidos, contra 35%.

Avaliação da gestão - O prefeito credita o índice regular de sua administração à falta de conhecimento popular as ações realizadas em três anos e sete meses de mandato.

"Muita gente não sabe o que a gente vez. Olham apenas a rua onde moram, mas não têm conhecimento das atividades feitas pela cidade. Quem utiliza o sistema de Saúde, tem uma avaliação bem melhor de quem não usa", comenta Reali. "Talvez o problema seja falta de comunicação, mas o processo eleitoral serve para isso".

A pesquisa realizada pelo Diário mostrou que a maioria dos entrevistados - 38,5% - considerou regular o governo do petista. A aprovação é de 33,3%, enquanto a rejeição é de 24,3%.

 

Último na pesquisa, Buiú credita resultado como ‘excelente'

O humorista Edvan Rodrigues de Souza, o Buiú, candidato do PMN à Prefeitura de Diadema, comemorou a última colocação na pesquisa realizada pelo Diário. O peemenista aparece com 1,5%, atrás numericamente de prefeituráveis como Ivanci de Souza (PSTU) e Vladão Trombini (PCB) - ele está empatado tecnicamente com os rivais por conta da margem de erro, de três pontos percentuais.

Por meio de assessoria, o candidato afirmou que o resultado é "excelente", já que "muita água vai passar debaixo da ponte eleitoral". "Tive citações praticamente não indo para as ruas nem divulgando material de campanha. Imagina quando sair com carro de som pelas ruas?Sem dúvida é um excelente resultado."

Para o comediante, que trabalha no humorístico A Praça É Nossa, do SBT, há duas décadas, a tendência é que sua campanha cresça com a intensificação de caminhadas e divulgação de material eleitoral.

Buiú também garantiu que outro fator que contribuirá para a subida nas pesquisas será a visita a núcleos habitacionais e periferia da cidade. "Eu me identifico com o povão, com a camada mais humilde de Diadema. E muitos deles não sabem que sou candidato, porque não tive oportunidade de passar por lá."

Demais postulantes - Quarto colocado no levantamento, Ivanci afirmou ficar feliz com os números. "Não temos dinheiro, temos dificuldades imensas e mesmo assim estamos bem colocados. Nos dá mais ânimos para continuar a caminhada", argumentou o candidato do PSTU. Ele aparece com 2,3% das intenções de voto.

Vladão comentou que a pesquisa reflete cenário por ele desenhado no início da campanha, quando garantiu que o PT iria vencer no primeiro turno. Quinto lugar no estudo, o comunista creditou o percentual ao fato de sua candidatura ter sido definida poucos dias antes do prazo de registro estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Michels: ‘Há espaço para virar'

Segundo colocado na pesquisa realizada pelo Diário, o candidato do PV à Prefeitura de Diadema comemorou os números e disse haver espaço para virar a corrida eleitoral. Apesar da vice-liderança, Michels está 28,2% atrás do prefeito Mário Reali (PT), líder do estudo.

"Sou vereador e tenho quase 15% de largada. Nunca um vereador teve isso. Tenho percentual e espaço de virada. É uma vitória", comentou o verde.

Em 2008, o parlamentar Ricardo Yoshio (ex-PMN, atual PDT) obteve 7% de citações no levantamento realizado em julho daquele ano, o primeiro da eleição de quatro anos atrás. Yoshio tentou se consolidar numa terceira via do pleito - polarizado entre Reali e o ex-deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB) -, mas ficou longe dos protagonistas. Ele recebeu só 5% dos votos válidos na ocasião.

Segundo em rejeição, de acordo com pesquisa feita pelo Diário, Michels contemporizou os dados. "Os 35% que mostram são de simpatizantes do PT em Diadema. Seria natural ter números assim", avaliou o verde, que atingiu 35,1% de rejeição, desempenho negativo só superado por Reali, com 39,3%.

Caminhada - Ontem, Michels realizou caminhada no bairro Eldorado, reduto eleitoral de José Augusto. O verde percorreu o comércio local e a feira da região. Estava acompanhado de sua vice, a engenheira Silvana Guarnieri (PTB), e de seu grupo de apoio, composto por quase 200 militantes dos partidos aliados.

Hoje ele realiza reuniões internas para avaliação dos 15 primeiros dias de campanha eleitoral.

 

Maridite afirma estar satisfeita

Ainda sem atrair da tradicional votação do marido, o ex-deputado José Augusto da Silva Ramos (PSDB), a candidata tucana ao Paço de Diadema, Maridite Cristóvão de Oliveira, disse estar satisfeita com os números apresentados pela pesquisa eleitoral feita pelo Diário. A prefeiturável aparece na terceira colocação, com 4,5% de intenção de votos no estudo estimulado.

"O prefeito (Mário Reali, PT) está em campanha há quatro anos. O Lauro (Michels, PV) está nas ruas há dois anos. Estou há 15 dias nas ruas, me apresentando como candidata a prefeita. É um bom começo", avaliou a tucana, escolhida como postulante do partido ao Parque do Paço na data limite para registro de candidaturas.

Sobre a ausência de absorção da votação de José Augusto, Maridite considerou natural o percentual baixo de transferência de adesões. "É normal porque as eleições em que participei foi para o Legislativo. Espero que aconteça (a atração de votos do marido) e vamos trabalhar bastante para que isso."

A estratégia adotada pelo tucanato neste início de corrida eleitoral é fazer reuniões intimistas em residências de líderes comunitários e candidatos a vereador pelo PSDB. Aos fins de semana, Maridite e José Augusto percorrem a cidade em cima de caminhão de som anunciando a ex-vereadora e ex-secretária de Saúde como postulante do PSDB à Prefeitura. Neste ano, José Augusto será candidato a vereador - ele aparece com 0,6% de citações no estudo espontâneo para prefeito.

Maridite questionou só o índice de rejeição a seu nome. "A pesquisa mostra que quase 60% não me conhecem (exatos 58,7%), mas me coloca com rejeição de 32%."

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