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'Cabeça Dinossauro'
em versão demo

Tony Bellotto fala sobre relançamento do álbum, que foi divisor
de águas para o Titãs; o disco cutucava sociedade e governo


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

23/06/2012 | 07:00


Se alguém perguntar a Tony Bellotto, guitarrista da banda paulistana Titãs, se ele achava que o disco 'Cabeça Dinossauro' - terceiro da discografia - geraria comentários tanto tempo depois de chegar às lojas ele dirá que "não imaginava que seria assunto sequer para três semanas depois de seu lançamento."

Neste ano o grupo completa três décadas de estrada e o clássico álbum 'Cabeça Dinossauro' (Warner Music, R$ 27,90) volta às prateleiras - 26 anos após seu lançamento - em edição especial recheada por um CD bônus com 13 versões demo. 'Tô Cansado' e 'Igreja', essa última quase preterida do LP, estão lá em versões ainda cruas.

Outra boa novidade é a presença da inédita 'Vai Pra Rua', com vocal de Arnaldo Antunes. Apesar de gravada na mesma época, a faixa não entrou no repertório do LP.

'Cabeça Dinossauro' é disco que resiste ao tempo e angaria novos devotos. Para Bellotto, o fato de a garotada ainda procurar o título se deve a dois fatores: "Música de boa qualidade e uma maneira bem resolvida de se fazer rock brasileiro."

Trabalho que foi divisor de águas na vida do Titãs, o disco cutucava a sociedade e colocava o dedo na cara do governo. Dele saíram petardos como 'Polícia', 'Bichos Escrotos' e 'Estado Violência'. O disco mudou a musicalidade da banda, a deixou mais pesada, em relação aos dois primeiros discos.

De acordo com Bellotto, foi uma vontade de soar mais original e pesado. "Uma necessidade de criar uma ‘marca' sonora e estética. Focar mais para que o público entendesse de vez o que éramos", diz o músico. "Nos projetou para o Brasil com uma mensagem muito definida: éramos roqueiros, criativos e não perdoávamos ninguém", afirma.

Das memórias da gravação do disco, o compositor conta que foi época turbulenta, de muitos altos e baixos. "Drogas, descobertas importantes, decepções igualmente intensas, enfim, tudo aquilo que a juventude pode oferecer de melhor". Ele diz ainda que o clima da banda era louco e muito criativo.

O guitarrista conta que escutar esse disco após tanto tempo de sua produção dá prazer e orgulho e que redescobrir as faixas - bônus - foi deleite puro. Interessante ver as diferenças entre as primeiras versões das canções das que foram para o disco. 'Igreja', cantada por Nando Reis, traz vocal mais agressivo do que a edição do LP. 'Bichos Escrotos' é outra que merece atenção. Diferentemente da versão conhecida do público, a anterior conta com temperos funk.



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'Cabeça Dinossauro'
em versão demo

Tony Bellotto fala sobre relançamento do álbum, que foi divisor
de águas para o Titãs; o disco cutucava sociedade e governo

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

23/06/2012 | 07:00


Se alguém perguntar a Tony Bellotto, guitarrista da banda paulistana Titãs, se ele achava que o disco 'Cabeça Dinossauro' - terceiro da discografia - geraria comentários tanto tempo depois de chegar às lojas ele dirá que "não imaginava que seria assunto sequer para três semanas depois de seu lançamento."

Neste ano o grupo completa três décadas de estrada e o clássico álbum 'Cabeça Dinossauro' (Warner Music, R$ 27,90) volta às prateleiras - 26 anos após seu lançamento - em edição especial recheada por um CD bônus com 13 versões demo. 'Tô Cansado' e 'Igreja', essa última quase preterida do LP, estão lá em versões ainda cruas.

Outra boa novidade é a presença da inédita 'Vai Pra Rua', com vocal de Arnaldo Antunes. Apesar de gravada na mesma época, a faixa não entrou no repertório do LP.

'Cabeça Dinossauro' é disco que resiste ao tempo e angaria novos devotos. Para Bellotto, o fato de a garotada ainda procurar o título se deve a dois fatores: "Música de boa qualidade e uma maneira bem resolvida de se fazer rock brasileiro."

Trabalho que foi divisor de águas na vida do Titãs, o disco cutucava a sociedade e colocava o dedo na cara do governo. Dele saíram petardos como 'Polícia', 'Bichos Escrotos' e 'Estado Violência'. O disco mudou a musicalidade da banda, a deixou mais pesada, em relação aos dois primeiros discos.

De acordo com Bellotto, foi uma vontade de soar mais original e pesado. "Uma necessidade de criar uma ‘marca' sonora e estética. Focar mais para que o público entendesse de vez o que éramos", diz o músico. "Nos projetou para o Brasil com uma mensagem muito definida: éramos roqueiros, criativos e não perdoávamos ninguém", afirma.

Das memórias da gravação do disco, o compositor conta que foi época turbulenta, de muitos altos e baixos. "Drogas, descobertas importantes, decepções igualmente intensas, enfim, tudo aquilo que a juventude pode oferecer de melhor". Ele diz ainda que o clima da banda era louco e muito criativo.

O guitarrista conta que escutar esse disco após tanto tempo de sua produção dá prazer e orgulho e que redescobrir as faixas - bônus - foi deleite puro. Interessante ver as diferenças entre as primeiras versões das canções das que foram para o disco. 'Igreja', cantada por Nando Reis, traz vocal mais agressivo do que a edição do LP. 'Bichos Escrotos' é outra que merece atenção. Diferentemente da versão conhecida do público, a anterior conta com temperos funk.

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