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Leia as divagações de Bárbara Myla

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Do Diário do Grande ABC

17/06/2012 | 07:00


Arquivo Pessoal

Perfil - Bárbara Myla,17 anos, de Santo André

"Sou geminiana e desde sempre fui adepta a utopias e tenho mania de fuga da realidade!Se fosse para escolher uma década, queria ter nascido nos anos 1950. Sou dessas pessoas que toda vez que assistem ao Titanic choram como se fosse a primeira vez. Adoro música popular brasileira, mas minhas maiores paixões são escrever e ouvir Coldplay. Teve um tempo em que queria ir ao outro "lado" da vida só pra encontrar Machado de Assis. Em 2009, estava de bobeira em casa e resolvi fazer um teste vocacional. De acordo com o resultado meu perfil é "criativo" e o primeiro curso indicado era Jornalismo. Coincidência ou não, desde então, não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Meu maior sonho é trabalhar em uma grande revista ou jornal. Enquanto isso não acontece, vou me dedicando aos meus textos!"

 

Espera de viver

Houve um tempo em que acordava no meio da noite só para ver a única coisa que me confortava: a cidade. Ela não para, nem mesmo na madrugada. Naquele tempo, queria ser a cidade, ser diferente. Jogar todo o ônus da minha vida lá para ver se os carros que passassem por cima, os levassem embora.

Vivemos nesse corre-corre e o 'tudo' está perdendo seu encanto porque todos nós sabemos demais e ao mesmo tempo sabemos de nada. Às vezes, apenas nos acomodamos e nos deixamos levar. Abrimos os olhos e representamos 'fantoches' em uma peça teatral cujo espetáculo deveria ser para nós.

Só que hoje pode ser diferente. Aliás hoje vai ser. Apenas pule, não pense, quebre o elo. É inevitável que em algum momento da vida nos deparemos com o vazio e, ligeiramente, uma velha conhecida irá bater à porta. Abra. Seu nome é Coragem. Coragem para seguir em frente, coragem para ter feito as escolhas certas no passado. Coragem para enfrentar o futuro. Houve vezes em que quis ter tido mais coragem. E teve outras em que tive coragem demais. Até transbordou! Não dá pra adivinhar quando se deve usá-la, mas existe um equilíbrio que nos permite sair desse ciclo. Ainda bem.

Dá pra mudar, escolher o diferente e desapegar de erros passados. Não ter medo. E então eu decidi que hoje vai ser diferente. Vou trocar as minhas lentes (aquelas de pessimismo) por outras lentes, as de perseverança e otimismo. Vou promover o recomeço. Dizer adeus. Não precisa ser para sempre, porque para sempre pode dar medo. E aí, no final das contas, supreendentemente (ou não) naquele sábado em que você acorda cedo para compensar mais rápido possível os desastres da semana passada, descobre que, apesar de tudo, ainda há espaço para ser feliz. Sim. Há espaço até para receber uma mensagem, e perceber que existem pessoas que realmente se importam com você nesse mundo com cara de superficial.

Antes eu achava que tinha que viver consertando meus erros, no 8 ou 80. Ainda bem que estava errada. Parei e simplesmente abri os olhos. O tempo todo o segredo estava lá. Tudo que eu sempre quis esteve aqui. Ao dispor da minha vontade. Eu não precisava ir longe. O que eu vi? O presente. Nada de encantos ou de anormal. Apenas o presente. Acho que depois de 17 primaveras é isso que se aprende. Ser menos crítica porque já buscamos demais a perfeição e, ser mais feliz porque presenciamos sofrimento demais. Não quero ser desses exemplos de mentes vazias que buscam algo que não lhes pertence, ninguém quer.

Então, parece que aprendi. E aprendi da maneira natural, por cima de erros, por cima de acertos. Aprendi a apreciar tanto alguma coisa ficando em silêncio. Voltei a ser como eu era antes (com alguns ajustes), voltei ao corte de cabelo antigo, aquele que eu sempre gostei, aos velhos discos, às bossas novas. Tudo isso para voltar. Voltar pra mim. Correr no final da estrada e encontrar o 'eu' que há tanto tempo esperava me ver com toda aquela essência só para me dizer o que o tempo todo.

Em meio a tudo isso eu levo só o que é verdadeiro. Não me vejo mais transitando entre as vias duvidosas e estilos que não se encaixam em mim. Foi aí que aceitei. E o fluxo segue. Assim, vai... e eu deixo. Cansei de apostar contra. O mundo agora é o mesmo, só que outro. Hoje foi diferente. Sem dramas, sem desesperos. Mas e o que pensar a respeito da vida? Algo que jamais se esclareceu. Será que precisa!? Às vezes, eu via horas iguais e desejava ser feliz. Parece que depois que apenas vivi, a felicidade 'aconteceu'!

 

* Gostou do texto da Bárbara? Você também pode mandar o seu. Envie contos, poesias e HQs para d+@dgabc.com.br



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Leia as divagações de Bárbara Myla

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17/06/2012 | 07:00


Arquivo Pessoal

Perfil - Bárbara Myla,17 anos, de Santo André

"Sou geminiana e desde sempre fui adepta a utopias e tenho mania de fuga da realidade!Se fosse para escolher uma década, queria ter nascido nos anos 1950. Sou dessas pessoas que toda vez que assistem ao Titanic choram como se fosse a primeira vez. Adoro música popular brasileira, mas minhas maiores paixões são escrever e ouvir Coldplay. Teve um tempo em que queria ir ao outro "lado" da vida só pra encontrar Machado de Assis. Em 2009, estava de bobeira em casa e resolvi fazer um teste vocacional. De acordo com o resultado meu perfil é "criativo" e o primeiro curso indicado era Jornalismo. Coincidência ou não, desde então, não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Meu maior sonho é trabalhar em uma grande revista ou jornal. Enquanto isso não acontece, vou me dedicando aos meus textos!"

 

Espera de viver

Houve um tempo em que acordava no meio da noite só para ver a única coisa que me confortava: a cidade. Ela não para, nem mesmo na madrugada. Naquele tempo, queria ser a cidade, ser diferente. Jogar todo o ônus da minha vida lá para ver se os carros que passassem por cima, os levassem embora.

Vivemos nesse corre-corre e o 'tudo' está perdendo seu encanto porque todos nós sabemos demais e ao mesmo tempo sabemos de nada. Às vezes, apenas nos acomodamos e nos deixamos levar. Abrimos os olhos e representamos 'fantoches' em uma peça teatral cujo espetáculo deveria ser para nós.

Só que hoje pode ser diferente. Aliás hoje vai ser. Apenas pule, não pense, quebre o elo. É inevitável que em algum momento da vida nos deparemos com o vazio e, ligeiramente, uma velha conhecida irá bater à porta. Abra. Seu nome é Coragem. Coragem para seguir em frente, coragem para ter feito as escolhas certas no passado. Coragem para enfrentar o futuro. Houve vezes em que quis ter tido mais coragem. E teve outras em que tive coragem demais. Até transbordou! Não dá pra adivinhar quando se deve usá-la, mas existe um equilíbrio que nos permite sair desse ciclo. Ainda bem.

Dá pra mudar, escolher o diferente e desapegar de erros passados. Não ter medo. E então eu decidi que hoje vai ser diferente. Vou trocar as minhas lentes (aquelas de pessimismo) por outras lentes, as de perseverança e otimismo. Vou promover o recomeço. Dizer adeus. Não precisa ser para sempre, porque para sempre pode dar medo. E aí, no final das contas, supreendentemente (ou não) naquele sábado em que você acorda cedo para compensar mais rápido possível os desastres da semana passada, descobre que, apesar de tudo, ainda há espaço para ser feliz. Sim. Há espaço até para receber uma mensagem, e perceber que existem pessoas que realmente se importam com você nesse mundo com cara de superficial.

Antes eu achava que tinha que viver consertando meus erros, no 8 ou 80. Ainda bem que estava errada. Parei e simplesmente abri os olhos. O tempo todo o segredo estava lá. Tudo que eu sempre quis esteve aqui. Ao dispor da minha vontade. Eu não precisava ir longe. O que eu vi? O presente. Nada de encantos ou de anormal. Apenas o presente. Acho que depois de 17 primaveras é isso que se aprende. Ser menos crítica porque já buscamos demais a perfeição e, ser mais feliz porque presenciamos sofrimento demais. Não quero ser desses exemplos de mentes vazias que buscam algo que não lhes pertence, ninguém quer.

Então, parece que aprendi. E aprendi da maneira natural, por cima de erros, por cima de acertos. Aprendi a apreciar tanto alguma coisa ficando em silêncio. Voltei a ser como eu era antes (com alguns ajustes), voltei ao corte de cabelo antigo, aquele que eu sempre gostei, aos velhos discos, às bossas novas. Tudo isso para voltar. Voltar pra mim. Correr no final da estrada e encontrar o 'eu' que há tanto tempo esperava me ver com toda aquela essência só para me dizer o que o tempo todo.

Em meio a tudo isso eu levo só o que é verdadeiro. Não me vejo mais transitando entre as vias duvidosas e estilos que não se encaixam em mim. Foi aí que aceitei. E o fluxo segue. Assim, vai... e eu deixo. Cansei de apostar contra. O mundo agora é o mesmo, só que outro. Hoje foi diferente. Sem dramas, sem desesperos. Mas e o que pensar a respeito da vida? Algo que jamais se esclareceu. Será que precisa!? Às vezes, eu via horas iguais e desejava ser feliz. Parece que depois que apenas vivi, a felicidade 'aconteceu'!

 

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