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Ribeirão Pires, como conjugar o novo e o antigo?

Em fevereiro de 1887 é criado o Núcleo Colonial de Ribeirão Pires. Os trabalhos de medição das terras têm início em dezembro


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

16/06/2010 | 00:00


Em fevereiro de 1887 é criado o Núcleo Colonial de Ribeirão Pires. Os trabalhos de medição das terras têm início em dezembro, sob orientação do engenheiro Joaquim Rodrigues Antunes.

Parte do núcleo colonial é estabelecido em terras devolutas e outra parte em terras cedidas gratuitamente ao governo por Francisco de Paula Rodrigues e sua mulher

Duas linhas coloniais são traçadas: a central e a de Pilar Velho. As duas linhas eram constituídas por lotes rurais. Também são abertos lotes urbanos.

A linha central ganha 27 lotes e a linha do Pilar outros 20 lotes. São criados 77 lotes urbanos, assim numerados: de 1 a 72 e de 1-A a 5-A. Também são criadas 11 chácaras.

* * *

A foto que abre Memória foi publicada outras vezes, em especial em 1996, quando Ribeirão Pires celebrou o centenário da criação do seu distrito de paz. E a imagem é muito significativa, porque sintetiza a formação da cidade em torno da estação ferroviária, a que abrigou os primeiros imigrantes italianos aqui chegados a partir da criação do Núcleo Colonial de Ribeirão Pires.

Na verdade, a primeira estação foi o velho armazém, que resiste, hoje com outras finalidades. Também o prédio da estação é antigo, e sobrevive. A paisagem que é diferente, a começar pelo ponto de onde foi tirada a foto, o Morro Santo Antonio, demolido para a implementação do novo centro comercial, nos anos 1970.

Ribeirão Pires se moderniza, mas não pode perder valores tão importantes como os equipamentos perpetuados nesta fotografia histórica. Com um pouco de vontade política é possível conjugar o novo e o antigo. Famílias de raízes da cidade torcem por isso, mas cabe ao Poder Público (Prefeitura e Câmara Municipal) conduzir o processo, com mais exposições histórico-culturais, debates e, em especial, com a reativação do Museu Histórico Família Pires.

Crônica do Zizá

Sobradão da imigração Texto: Eliziário Firmo de Lima

Já era bem velho. Demolido. Ficava na Rua General Glicério, esquina com a Rua Bernardino de Campos, no quarteirão em direção ao viaduto da estação ferroviária de Santo André. Já em 1915 era muito antigo, verdadeiro pardieiro. Dele tenho vaga lembrança.


Japoneses

Os 102 anos da presença japonesa no Brasil serão celebrados hoje, às 19h, na Câmara Municipal de Santo André, com homenagem a dois imigrantes: Katsuhiro Takahara, 89 anos, e Masamichi Koga, de 84. O orador oficial será Tadashi Funabashi, da Associação do Pedroso. Haverá show artístico da Associação Okinawa local.

Esta festa é anual. Vai-se tornando tradicional. Unifica a colônia em torno da União Nipo-Brasileira. Ela congrega oito entidades. Na presidência, Hanji Maki, veterano fotógrafo de Santa Terezinha. O paraninfo deste ano da festa será o vereador Paulinho Serra.

SANTOS DO DIA

Aureliano, Beno (na estampa), Ciro e Julita.
Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani (Gili) e João de Deus Martinez.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Domingo, 15 de junho de 1980

Comercio - Santo André abriga Seminário Estadual de SPCs - Serviço de Proteção ao Crédito -, em sua 80ª versão.

Trabalho - Carreteiros promovem o I Encontro Nacional.

São Bernardo - Rotarianos inauguram a I Feira de Artesanato, em prol das Oficinas Abrigadas de Trabalho.

Primeiro Plano (Eduardo Camargo) - A análise da greve feita pelo ministro Murilo Macedo (Trabalho).

Teatro - A peça Greta Garbo, Quem diria... encerra temporada no Teatro Municipal de Ribeirão Pires. Na direção, Carlos Di Simoni; no elenco, Hilton Have, Raimundo de Souza e Nair Cristina.

Artes plásticas - Orlando Mattos, de Diadema, expõe no Cacilda Becker, em São Bernardo.

Crônica 1 - Roterdan Cravo (Fausto Polesi): "Pílula atômica vem aí; dou a receita como sinal da minha colaboração".

Crônica 2 - Diógenes Silva: Imunidades e impunidades para todos?.

Crônica 3 - Guido Fidelis: "Prós e contras em favor do pró, contra todos os que são do contra".

EM 16 DE JUNHO DE...

1950 - Eleito o diretório do PTB em São Bernardo. Na presidência, Nicolino Primavera Amato, o Dr. Primavera.

1952 - Fundada a Agremiação Cultural Estudantil de São Bernardo.

1970 - Fundada a Guarda Mirim de Ribeirão Pires.

Trabalhadores
Nasce em 16 de junho:
1895 - Guilherme Alves de Oliveira. Natural de Rio Claro (SP). Sócio nº 486 do Sindicato dos Químicos do ABC. Ajudante de fabricação da Boricato & Cia. Residência: Rua do Centro, 796.
Fonte: 1º livro geral de registros do Sindicato dos Químicos do ABC.

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Bariri - Elevado a município em 16 de junho de 1890, quando se separa de Jaú, na região central do Estado.

Piracaia - Fundado em 16 de junho de 1817. Elevado a município em 1859, quando se separa de Nazaré Paulista. Chamou-se Santo Antonio da Cachoeira e recebeu o atual nome em 1906. Piracaia, em tupi-guarani, significa peixe queimado.

Salto - Fundado em 16 de junho de 1698. Chamou-se Salto de Ytu, por ter no local uma grande queda d'água do rio Tietê. Elevado a município em 1889, quando se separa de Itu. O nome Salto é de 1917.

HOJE

Dia do trabalhador na indústria de ladrilho e cimento.

Falecimentos

SÃO BERNARDO
Cemitério de Vila Euclides
Maria Reis dos Santos, 92. Natural de Cabo Verde (MG). Dia 14.
Laura Secol, 89. Natural de São Bernardo. Dia 13.
Francisca Ribeiro Góis, 89. Natural de Passa Quatro (MG). Dia 13.
Izaulina Araújo, 89. Natural de Bom Jesus da Lapa (BA). Dia 10.
Mario Soares de Souza, 84. Natural de Quixeramobim (CE). Dia 13.
Mauricio Rizzo, 79. Natural de Santo Anastácio (SP). Dia 10.
Antonio Martins Fernandes, 77. Natural de Borborema (SP). Dia 13.
Maria José Alves da Silva, 78. Natural de Baependi (MG). Dia 9.

MARIA ROSA TEIXEIRA (Monte Azul, MG, 18-1-1918 - Santo André 21-5-2010)

O município de Monte Azul, no Norte de Minas Gerais, possui muitas cachoeiras, cercadas de belíssimas serras. Há prédios históricos no centro, como os ocupados pela Prefeitura e Mercado Municipal. Foi em Monte Azul que nasceu Maria Rosa Teixeira, que se casou com Francisco Quintino Paraguaçu. Passado um tempo, o casal mudou-se para São José do Rio Preto (SP) .

O casal teve sete filhos: Geraldo, Benjamim, Adalgisa, Francisco, Edgar e Lia Rosa. "Ela sempre foi calma e tranquila, trabalhou muito. Era religiosa. Tinha um altar no quarto e ali rezava para seus santos de devoção, Nossa Senhora Aparecida e Bom Jesus da Lapa", conta o filho Benjamim Quintino Paraguaçu. Família constituída, uma nova mudança, desta vez para São Paulo. Era 1968. Os filhos já casados tomaram seus rumos. Benjamin veio para Santo André, há 34 anos, e trazia sempre a mãe, que passou a gostar da cidade.

Dona Maria Rosa partiu aos 92 anos. Deixa 16 netos e muitos bisnetos. Está sepultada no Cemitério do Curuçá, em Santo André.



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