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Papa, fragilizado, visita a Suíça


Da AFP

05/06/2004 | 11:57


O papa João Paulo II, com o estado de saúde muito fragilizado, chegou neste sábado à Suíça para uma visita de um dia e meio, sua primeira fora da Itália em oito meses, causando agitação dentro das Igrejas Católica e Protestante.

O sumo pontífice foi recebido pelo presidente da Confederação Suíça, Joseph Deiss, no aeroporto de Payerne, a 50 km de Berna, de onde partiu para a capital suíça em uma caminhonete.

Os dois apertaram as mãos e o papa fez alguns gestos em direção ao público.

A cerimônia de recepção a João Paulo II, que acaba de completar 84 anos, foi atrasada em alguns minutos, enquanto o santo padre era ocultado por uma cortina branca.

Com a cabeça inclinada e os olhos semicerrados, andando em sua cadeira de rodas elétrica, João Paulo II cumprimentou os dirigentes suíços que o aguardavam.

Com dificuldade, o papa leu todo o seu discurso de chegada em alemão, francês e italiano - as três línguas oficiais da Suíça. Ele saudou "com deferência os cristãos de outras confissões" e comemorou o fato de a "divina providência" o ter levado a um povo "que conserva antigas tradições e que se abriu à modernidade".

Deiss deu as boas-vindas ao santo padre fazendo referência à agitação que sua visita despertou na Suíça, dividida entre 46% de católicos e 40% de protestantes.

"Em nosso país de democracia e de pluralidade cultural, é normal que existam opiniões divergentes no que diz respeito a certas doutrinas ou a certos preceitos de vossa santidade", declarou.

Os problemas de saúde do papa são tão visíveis que muitos analistas consideram que esta será sua última viagem fora da Itália.

Os protestantes suíços se negaram a participar da missa ao ar livre que João Paulo II celebrará na manhã de domingo, explicando que não estão autorizados pelo Vaticano a receber a comunhão católica.

Os protestantes reclamaram dos obstáculos impostos pelo Vaticano às relações entre as duas Igrejas. "Lamento constatar que a unidade de nossas duas Igrejas não tem sido completa", afirmou ao jornal Le Temps o porta-voz da Federação de Igrejas Protestantes da Suíça (FEPS), Simon Weber. "E eu desejo, em nome da FEPS, que o Papa contribua para suprimir os obstáculos entre nossas duas confissões", acrescentou.

"Do nosso ponto de vista, é Cristo quem convida os homens e mulheres à sua mesa. E a partir desse momento todos devem sentir-se convidados, sem qualquer forma de discriminação", protestou Weber.

"A hierarquia católica continua se negando a considerar que os pastores possuem um status igual ao dos sacerdotes", acrescentou o porta-voz.

Weber destacou que em Berna, cidade de maioria protestante, o papa estará em uma região da Suíça na qual "católicos e protestantes se aproximaram muito na base".



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