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Partido japonês diz que Fujimori sofre 'perseguição política'


Da AFP

04/07/2007 | 10:35


O pequeno partido que apóia a candidatura a senador de Alberto Fujimori no Japão afirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente peruano sofre "perseguições políticas" e advertiu que, caso seu regresso a Tóquio não seja autorizado, isso fará explodir uma crise diplomática entre o Japão e o Chile.

"Fujimori me disse várias vezes de maneira inequívoca que não fez nada do que é acusado", afirmou, durante uma coletiva, Shizuka Kamei, o líder do NPP (Novo Partido do Povo), que apóia o ex-presidente.

Segundo Kamei, "é preciso levar em conta que Fujimori foi acusado por um governo dirigido por seus inimigos políticos. No mundo existem muitos casos de pessoas expulsas do poder e submetidas a perseguições políticas".

Alberto Fujimori possui dupla nacionalidade, japonesa e peruana. Atualmente está sob prisão domiciliar em Santiago, à espera de que um juiz chileno decida sobre os pedidos de extradição apresentados pelo Peru, onde é acusado de violação dos direitos humanos e corrupção.

Kamei anunciou que se reunirá com o chanceler japonês Taro Aso e que exigirá que ele pressione os governos peruano e chileno para que Fujimori possa voltar o quanto antes ao Japão, país em que o ex-presidente peruano se auto-exilou de 2000 a 2005, depois de deixar o poder.

O líder do NPP confirmou que seu partido manterá Fujimori como candidato mesmo que este não esteja no Japão no dia das eleições. Kamei insistiu que, se Fujimori for eleito senador e continuar preso no Chile, isso poderá desatar uma crise diplomática entre Tóquio e Santiago.

No entanto, o governo japonês mantém uma atitude prudente. Até o momento só indicou que observava atentamente o processo judicial aberto no Chile contra Fujimori.

De ideologia muito complexa, mesclada de doutrinas ultraconservadoras e de esquerdas, o NPP foi fundado há dois anos por um grupo de dissidentes do Partido Liberal Democrata (PLD, no poder), e é liderado por Kamei, veterano de Hiroshima (oeste) e ex-chefe de polícia. Segundo a mais recente pesquisa, o NPP tem apenas 1% das intenções de voto.

Indagado do por que escolheu Fujimori como candidato, Kamei assegurou que o ex-presidente "é de uma competência extraordinária e tem muita experiência".

Na semana passada, Fujimori garantiu que será candidato a uma cadeira no Senado japonês nas eleições do próximo dia 29 de julho.

"Vou disputar as eleições para o Senado como candidato do Komumin Shinto" (Novo Partido do Povo), declarou Fujimori por telefone de Santiago, durante uma coletiva organizada por seu partido em Tóquio.



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Partido japonês diz que Fujimori sofre 'perseguição política'

Da AFP

04/07/2007 | 10:35


O pequeno partido que apóia a candidatura a senador de Alberto Fujimori no Japão afirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente peruano sofre "perseguições políticas" e advertiu que, caso seu regresso a Tóquio não seja autorizado, isso fará explodir uma crise diplomática entre o Japão e o Chile.

"Fujimori me disse várias vezes de maneira inequívoca que não fez nada do que é acusado", afirmou, durante uma coletiva, Shizuka Kamei, o líder do NPP (Novo Partido do Povo), que apóia o ex-presidente.

Segundo Kamei, "é preciso levar em conta que Fujimori foi acusado por um governo dirigido por seus inimigos políticos. No mundo existem muitos casos de pessoas expulsas do poder e submetidas a perseguições políticas".

Alberto Fujimori possui dupla nacionalidade, japonesa e peruana. Atualmente está sob prisão domiciliar em Santiago, à espera de que um juiz chileno decida sobre os pedidos de extradição apresentados pelo Peru, onde é acusado de violação dos direitos humanos e corrupção.

Kamei anunciou que se reunirá com o chanceler japonês Taro Aso e que exigirá que ele pressione os governos peruano e chileno para que Fujimori possa voltar o quanto antes ao Japão, país em que o ex-presidente peruano se auto-exilou de 2000 a 2005, depois de deixar o poder.

O líder do NPP confirmou que seu partido manterá Fujimori como candidato mesmo que este não esteja no Japão no dia das eleições. Kamei insistiu que, se Fujimori for eleito senador e continuar preso no Chile, isso poderá desatar uma crise diplomática entre Tóquio e Santiago.

No entanto, o governo japonês mantém uma atitude prudente. Até o momento só indicou que observava atentamente o processo judicial aberto no Chile contra Fujimori.

De ideologia muito complexa, mesclada de doutrinas ultraconservadoras e de esquerdas, o NPP foi fundado há dois anos por um grupo de dissidentes do Partido Liberal Democrata (PLD, no poder), e é liderado por Kamei, veterano de Hiroshima (oeste) e ex-chefe de polícia. Segundo a mais recente pesquisa, o NPP tem apenas 1% das intenções de voto.

Indagado do por que escolheu Fujimori como candidato, Kamei assegurou que o ex-presidente "é de uma competência extraordinária e tem muita experiência".

Na semana passada, Fujimori garantiu que será candidato a uma cadeira no Senado japonês nas eleições do próximo dia 29 de julho.

"Vou disputar as eleições para o Senado como candidato do Komumin Shinto" (Novo Partido do Povo), declarou Fujimori por telefone de Santiago, durante uma coletiva organizada por seu partido em Tóquio.

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