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Justiça prorroga prisão provisória da vereadora Elian Santana

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabio Martins

01/12/2018 | 06:24


Diante de solicitação do MPF (Ministério Público Federal), a juíza Ana Lúcia Iucker Meirelles de Oliveira, da 3ª Vara de São Bernardo, decidiu prorrogar ontem a prisão temporária da vereadora Elian Santana (SD), de Santo André, acusada de envolvimento em esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) – a parlamentar está detida desde segunda-feira na sede da carceragem da PF (Polícia Federal) em São Paulo, na Lapa. A determinação inclui os outros três alvos da Operação Barbour.

Ao acatar o pedido, a juíza apontou ser “cabível a prorrogação da prisão temporária por mais cinco dias”. Na decisão, Ana Lúcia descreve “perigo de obstaculizar as investigações, em face do que até aqui apresentado mostra-se real e iminente”. “Não restam dúvidas de que Elian utiliza seu gabinete e assessores para fins ilícitos, donde aufere, no mínimo, indevida vantagem política nesses expedientes espúrios”, pontua a PF, ao frisar que, em liberdade, Elian “evidencia concreto risco à ordem pública, haja vista seu meio de vida criminoso, uma vez que ela se vale, diuturnamente, de sua condição de parlamentar para cometer ilícitos, seja abusando de seu prestígio, seja abusando de seu gabinete na Câmara”.

A PF defende, ainda, que a prisão provisória de Elian seja convertida em preventiva, por tempo indeterminado. Os outros três detidos no episódio são Lucilene Aparecida Ferreira França, chefe de gabinete de Elian na Câmara, Vitor Mendonça de Souza, servidor da agência do INSS em Diadema e responsável pela aprovação das aposentadorias ilegais, e Adair Assah, tido como intermediário do esquema. Na residência de Vitor foram encontrados R$ 42 mil e US$ 3.000 em dinheiro vivo.

De acordo com as averiguações, o grupo negociava aposentadorias especiais fraudulentas, sob alegação de trabalho insalubre. Algumas delas eram deferidas em quatro minutos. As provas recolhidas nos mandados de busca e apreensão estão em análise. “O exame preliminar forneceu elementos importantes não apenas para comprovação da prática delitiva, como também demonstra a necessidade concreta de manutenção da prisão cautelar para o aprofundamento e o sucesso das investigações”, cita o MPF, acrescentando ainda que a prorrogação “se faz imprescindível para acautelar a ordem pública, evitando-se o cometimento de novos delitos”.

A PF inclui, em relatório, reportagem do Diário a respeito da prática de Elian. No processo, o órgão cita que a vereadora “já foi flagrada utilizando de seu prestígio político e gabinete funcional na Câmara para a prática de outros ilícitos”. O documento resgata que, em 2015, o jornal revelou assessores de Elian “atuando no gabinete dela, promovendo cadastros irregulares de pessoas interessadas no programa assistencial Minha Casa, Minha Vida”. 



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