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Troféu Brasil de Atletismo marca volta de Ana Cláudia às grandes competições

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


09/06/2017 | 06:00


Recordista brasileira nos 100 metros e sul-americana nos 200m rasos, Ana Cláudia Lemos volta às grandes competições nesta sexta-feira, às 14h30, no Troféu Brasil de Atletismo, para deixar as sombras do passado para trás. O primeiro passo é obter o índice para o Mundial de Londres, em agosto, na prova mais rápida do atletismo (11s26) e ajudar o Pinheiros - sua nova casa - na conquista do bicampeonato.

Em 2016, a velocista viveu um dos momentos mais conturbados de sua carreira. Em março, seu exame antidoping apontou a presença da substância proibida Oxandrolona e, apesar de ser inocentada após provar que houve contaminação cruzada de um medicamento, ela teve de cumprir cinco meses de suspensão por negligência.

O episódio deixou Ana Cláudia mais meticulosa em sua rotina. "Sempre fui desconfiada, não pegava alimento e água da mão de ninguém. Após o doping, eu pirei. É uma loucura. Se meu noivo abre a minha água, eu já não tomo mais. Pesquiso, pergunto para meu médico mil e uma vezes sobre os medicamentos. Já era neurótica, agora sou mais. Fico com medo. Eu me cuidava tanto e aconteceu, agora me cuido muito mais."

A vigilância sobre ela também aumentou. A atleta mais rápida do Brasil estreou na temporada em 10 de maio, com o 2.º lugar no Circuito Ouro, organizado pela Federação Paulista de Atletismo. Ela foi submetida a quatro exames antidoping até agora. "Este ano, já fiz dois (exames) de sangue, dois de urina e um passaporte biológico. Levando em consideração que vou fazer minha segunda competição, estou sendo bastante testada e acho isso até bom."

A velocista teve de aprender a conviver com julgamentos e precisou de tempo para "digerir" as ofensas. O caso de doping, contudo, não foi o único trauma enfrentado por Ana Cláudia no ano passado. O desconforto no joelho direito que a impediu de competir na Olimpíada do Rio virou uma grave lesão.

"Foram cinco meses e meio para me recuperar de um edema ósseo, um desgaste de cartilagem e um desequilíbrio muscular. Devido ao estresse que tive no período do doping, algumas coisas dentro de mim não se resolviam", explicou. Com isso, foi buscar ajuda psicológica. "Estava mais brava, irritada e intolerante. Precisei de uma psicóloga para me motivar."

Depois de cerca de um ano sem clube, Ana Cláudia assinou contrato com o Pinheiros. Para 2018, a meta é superar o próprio limite nos 200 metros (22s48). Ela tem um planejamento detalhado até os Jogos de Tóquio, em 2020, e promete seguir à risca para honrar sua própria história.



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Troféu Brasil de Atletismo marca volta de Ana Cláudia às grandes competições


09/06/2017 | 06:00


Recordista brasileira nos 100 metros e sul-americana nos 200m rasos, Ana Cláudia Lemos volta às grandes competições nesta sexta-feira, às 14h30, no Troféu Brasil de Atletismo, para deixar as sombras do passado para trás. O primeiro passo é obter o índice para o Mundial de Londres, em agosto, na prova mais rápida do atletismo (11s26) e ajudar o Pinheiros - sua nova casa - na conquista do bicampeonato.

Em 2016, a velocista viveu um dos momentos mais conturbados de sua carreira. Em março, seu exame antidoping apontou a presença da substância proibida Oxandrolona e, apesar de ser inocentada após provar que houve contaminação cruzada de um medicamento, ela teve de cumprir cinco meses de suspensão por negligência.

O episódio deixou Ana Cláudia mais meticulosa em sua rotina. "Sempre fui desconfiada, não pegava alimento e água da mão de ninguém. Após o doping, eu pirei. É uma loucura. Se meu noivo abre a minha água, eu já não tomo mais. Pesquiso, pergunto para meu médico mil e uma vezes sobre os medicamentos. Já era neurótica, agora sou mais. Fico com medo. Eu me cuidava tanto e aconteceu, agora me cuido muito mais."

A vigilância sobre ela também aumentou. A atleta mais rápida do Brasil estreou na temporada em 10 de maio, com o 2.º lugar no Circuito Ouro, organizado pela Federação Paulista de Atletismo. Ela foi submetida a quatro exames antidoping até agora. "Este ano, já fiz dois (exames) de sangue, dois de urina e um passaporte biológico. Levando em consideração que vou fazer minha segunda competição, estou sendo bastante testada e acho isso até bom."

A velocista teve de aprender a conviver com julgamentos e precisou de tempo para "digerir" as ofensas. O caso de doping, contudo, não foi o único trauma enfrentado por Ana Cláudia no ano passado. O desconforto no joelho direito que a impediu de competir na Olimpíada do Rio virou uma grave lesão.

"Foram cinco meses e meio para me recuperar de um edema ósseo, um desgaste de cartilagem e um desequilíbrio muscular. Devido ao estresse que tive no período do doping, algumas coisas dentro de mim não se resolviam", explicou. Com isso, foi buscar ajuda psicológica. "Estava mais brava, irritada e intolerante. Precisei de uma psicóloga para me motivar."

Depois de cerca de um ano sem clube, Ana Cláudia assinou contrato com o Pinheiros. Para 2018, a meta é superar o próprio limite nos 200 metros (22s48). Ela tem um planejamento detalhado até os Jogos de Tóquio, em 2020, e promete seguir à risca para honrar sua própria história.

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