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Presidente de patrocinadora não descarta comandar o Palmeiras no futuro



06/06/2017 | 07:00


A empresária Leila Pereira, presidente da Crefisa e da Faculdade das Américas, quer servir de modelo para o futebol brasileiro. A conselheira e patrocinadora do Palmeiras recebeu o Estado para uma entrevista exclusiva e disse que o investimento na equipe - mais de R$ 100 milhões apenas neste ano - deveria ser copiado. Ela ainda deixou no ar a possibilidade de tentar ser presidente do clube um dia.

Você investiu centenas de milhões no clube. Houve retorno?

Quando começamos a investir, vimos a força do futebol. A Crefisa é uma marca nacional, somos grandes anunciantes da televisão, estamos presentes em todo o território nacional, mas é óbvio que depois do Palmeiras não tem um dia que não saia em algum lugar as nossas marcas. A visibilidade é absurda. Queremos servir de exemplo para outras empresas investirem em clubes. Imagina outros com patrocínio como o do Palmeiras? O futebol brasileiro ficaria mais forte.

Investir no Palmeiras dá mais visibilidade do que outras ações?

É diferente. Eu não poderia dizer nunca que vou sair da televisão. Os dois investimentos se complementam. O futebol é uma paixão nacional, então eu atinjo todos os públicos. E na televisão, por exemplo, sou patrocinadora do principal telejornal do Brasil. Pode ser que eu não atinja todas as camadas sociais ou as pessoas que não gostam de futebol.

Como funciona a sua participação em reforços?

Eu sou a última a saber. Só sei quando me chamam para contribuir. E não são para todos os jogadores que nós somos chamados. Primeiramente, o presidente define com a diretoria de futebol a necessidade e quando entendem que há a necessidade da contribuição do patrocinador, aí chegam até mim. Quando sou procurada, já está tudo definido: quem será contratado e os valores envolvidos. Apenas me questionam se podemos contribuir.

Algumas contratações bancadas por você não renderam o esperado. Isso te influencia?

Nada. Isso seria ridículo. Então, nós não opinamos. Isso diz respeito à comissão técnica. Na aquisição desses jogadores nós não ganhamos nada. Só ganhamos com a exposição das nossas marcas. Nesses contratos nós contribuímos e, se o jogador for vendido, a Crefisa não terá lucro. O lucro é do Palmeiras. Nós não negociamos jogador. Só contribuímos e expomos a nossa marca.

Já recusou contratação?

Sim, por causa do valor. Sempre quando me consultam é pelo valor. Eu disse "sim" muito mais vezes do que não.

Você pensa em ter outros cargos no clube?

Cargos de diretoria, não. Gosto de cargos para os quais fui eleita, não porque me colocaram lá.

Presidência é um cargo eletivo. Tem interesse?

Para ser presidente do Palmeiras precisa ter dedicação integral ao clube. Eu sou presidente da Crefisa e da Faculdade das Américas, eu não teria disponibilidade hoje. Daqui algum tempo eu não sei da minha disponibilidade, mas sei que precisa ser um presidente dedicado ao clube.

Tem mais algum investimento pela frente?

Por enquanto o clube não me chamou para outras iniciativas. Mas, se tiver, vou analisar com carinho. Não conheço na história do Palmeiras outra pessoa que tenha contribuído mais do que eu financeiramente. Claro que muitas pessoas contribuíram de outras formas, muito relevantes. Se não sou eu bater na porta e dizer que gostaria de patrocinar o clube lá em 2015... Sei que unanimidade não tem em lugar nenhum. A maioria das pessoas reconhece essa importância. Mas outras têm dor de cotovelo, têm outros interesses. Sou uma pessoa racional, mas o que me motiva é o amor pelo Palmeiras.



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Presidente de patrocinadora não descarta comandar o Palmeiras no futuro


06/06/2017 | 07:00


A empresária Leila Pereira, presidente da Crefisa e da Faculdade das Américas, quer servir de modelo para o futebol brasileiro. A conselheira e patrocinadora do Palmeiras recebeu o Estado para uma entrevista exclusiva e disse que o investimento na equipe - mais de R$ 100 milhões apenas neste ano - deveria ser copiado. Ela ainda deixou no ar a possibilidade de tentar ser presidente do clube um dia.

Você investiu centenas de milhões no clube. Houve retorno?

Quando começamos a investir, vimos a força do futebol. A Crefisa é uma marca nacional, somos grandes anunciantes da televisão, estamos presentes em todo o território nacional, mas é óbvio que depois do Palmeiras não tem um dia que não saia em algum lugar as nossas marcas. A visibilidade é absurda. Queremos servir de exemplo para outras empresas investirem em clubes. Imagina outros com patrocínio como o do Palmeiras? O futebol brasileiro ficaria mais forte.

Investir no Palmeiras dá mais visibilidade do que outras ações?

É diferente. Eu não poderia dizer nunca que vou sair da televisão. Os dois investimentos se complementam. O futebol é uma paixão nacional, então eu atinjo todos os públicos. E na televisão, por exemplo, sou patrocinadora do principal telejornal do Brasil. Pode ser que eu não atinja todas as camadas sociais ou as pessoas que não gostam de futebol.

Como funciona a sua participação em reforços?

Eu sou a última a saber. Só sei quando me chamam para contribuir. E não são para todos os jogadores que nós somos chamados. Primeiramente, o presidente define com a diretoria de futebol a necessidade e quando entendem que há a necessidade da contribuição do patrocinador, aí chegam até mim. Quando sou procurada, já está tudo definido: quem será contratado e os valores envolvidos. Apenas me questionam se podemos contribuir.

Algumas contratações bancadas por você não renderam o esperado. Isso te influencia?

Nada. Isso seria ridículo. Então, nós não opinamos. Isso diz respeito à comissão técnica. Na aquisição desses jogadores nós não ganhamos nada. Só ganhamos com a exposição das nossas marcas. Nesses contratos nós contribuímos e, se o jogador for vendido, a Crefisa não terá lucro. O lucro é do Palmeiras. Nós não negociamos jogador. Só contribuímos e expomos a nossa marca.

Já recusou contratação?

Sim, por causa do valor. Sempre quando me consultam é pelo valor. Eu disse "sim" muito mais vezes do que não.

Você pensa em ter outros cargos no clube?

Cargos de diretoria, não. Gosto de cargos para os quais fui eleita, não porque me colocaram lá.

Presidência é um cargo eletivo. Tem interesse?

Para ser presidente do Palmeiras precisa ter dedicação integral ao clube. Eu sou presidente da Crefisa e da Faculdade das Américas, eu não teria disponibilidade hoje. Daqui algum tempo eu não sei da minha disponibilidade, mas sei que precisa ser um presidente dedicado ao clube.

Tem mais algum investimento pela frente?

Por enquanto o clube não me chamou para outras iniciativas. Mas, se tiver, vou analisar com carinho. Não conheço na história do Palmeiras outra pessoa que tenha contribuído mais do que eu financeiramente. Claro que muitas pessoas contribuíram de outras formas, muito relevantes. Se não sou eu bater na porta e dizer que gostaria de patrocinar o clube lá em 2015... Sei que unanimidade não tem em lugar nenhum. A maioria das pessoas reconhece essa importância. Mas outras têm dor de cotovelo, têm outros interesses. Sou uma pessoa racional, mas o que me motiva é o amor pelo Palmeiras.

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