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Pessoas fora do grupo de risco ficam sem vacinação

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estado decidiu não liberar imunização da gripe ao público em geral, como queria governo federal; situação causou transtorno


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2017 | 07:00


Apesar de o Ministério da Saúde ter orientado, na sexta-feira, Estados e municípios a ofertarem a vacina contra a gripe para toda a população a partir de ontem, a Secretaria da Saúde de São Paulo indicou que as cidades paulistas mantenham a imunização aos grupos prioritários, que ainda não atingiram a meta de 90%. A decisão da Pasta estadual, sob o argumento de que “uma eventual ampliação de públicos depende do envio de quantitativos extras” por parte do Ministério da Saúde, foi divulgada no sábado de maneira tímida, fazendo com que muitas pessoas que não pertencem aos grupos prioritários fossem ontem até as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e se surpreendessem com a negativa – nos equipamentos da região percorridos pela equipe de reportagem do Diário não havia comunicado avisando sobre a questão.

A analista de atendimento Priscila Thieghi, 38 anos, de Santo André, ficou por uma hora na fila na UBS Dr. Moysés Fucs, no Jardim Santo Antônio, até chegar a vez dela e ser informada de que a vacina não havia sido liberada para todos. Ela foi até a unidade de Utinga, onde teve a mesma resposta. “Trabalho em atendimento em uma universidade e atendemos quase 12 mil alunos. Foi liberada a vacina em outros Estados e aqui em São Paulo está sobrando, mas preferem deixar a vacina vencer a liberá-la. É um descaso com a população.”

Na UBS Baeta Neves, em São Bernardo, ao menos 200 pessoas com perfil fora do público-alvo procuraram o equipamento, segundo funcionárias do setor de imunização. A professora Simone Pedornesi, 47, que já havia tomado a vacina por estar no grupo prioritário (este ano, os docentes foram incluídos), levou a filha Sophia, 11, mas perdeu a viagem. “Não vi em nenhum lugar que o Estado não tinha aderido.” Segundo a Prefeitura, a liberação para toda a população somente será disponível após o dia 9, quando se encerrará a campanha da vacinação.

Em São Caetano, funcionários da UBS Maria Corbeta Segato, no bairro Prosperidade, comentaram que de 20 a 30 pessoas foram até a unidade mas, por não serem do grupo de risco, não puderam ser vacinadas. Os profissionais disseram ainda que o equipamento recebeu diversos telefonemas de munícipes da Capital, fora do perfil prioritário, indagando se poderiam receber a imunização no município.

A baixa adesão das pessoas inclusas no grupo de risco “é terrivelmente preocupante”, segundo o infectologista Hélio Vasconcellos Lopes, principalmente no caso das crianças de 6 meses a 5 anos. “A gripe tem percentual grande de provocar pneumonia, e a criança é mais vulnerável, pois nela o vírus tem muito mais potencial de gravidade do que em um adulto saudável.” 



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Pessoas fora do grupo de risco ficam sem vacinação

Estado decidiu não liberar imunização da gripe ao público em geral, como queria governo federal; situação causou transtorno

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2017 | 07:00


Apesar de o Ministério da Saúde ter orientado, na sexta-feira, Estados e municípios a ofertarem a vacina contra a gripe para toda a população a partir de ontem, a Secretaria da Saúde de São Paulo indicou que as cidades paulistas mantenham a imunização aos grupos prioritários, que ainda não atingiram a meta de 90%. A decisão da Pasta estadual, sob o argumento de que “uma eventual ampliação de públicos depende do envio de quantitativos extras” por parte do Ministério da Saúde, foi divulgada no sábado de maneira tímida, fazendo com que muitas pessoas que não pertencem aos grupos prioritários fossem ontem até as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e se surpreendessem com a negativa – nos equipamentos da região percorridos pela equipe de reportagem do Diário não havia comunicado avisando sobre a questão.

A analista de atendimento Priscila Thieghi, 38 anos, de Santo André, ficou por uma hora na fila na UBS Dr. Moysés Fucs, no Jardim Santo Antônio, até chegar a vez dela e ser informada de que a vacina não havia sido liberada para todos. Ela foi até a unidade de Utinga, onde teve a mesma resposta. “Trabalho em atendimento em uma universidade e atendemos quase 12 mil alunos. Foi liberada a vacina em outros Estados e aqui em São Paulo está sobrando, mas preferem deixar a vacina vencer a liberá-la. É um descaso com a população.”

Na UBS Baeta Neves, em São Bernardo, ao menos 200 pessoas com perfil fora do público-alvo procuraram o equipamento, segundo funcionárias do setor de imunização. A professora Simone Pedornesi, 47, que já havia tomado a vacina por estar no grupo prioritário (este ano, os docentes foram incluídos), levou a filha Sophia, 11, mas perdeu a viagem. “Não vi em nenhum lugar que o Estado não tinha aderido.” Segundo a Prefeitura, a liberação para toda a população somente será disponível após o dia 9, quando se encerrará a campanha da vacinação.

Em São Caetano, funcionários da UBS Maria Corbeta Segato, no bairro Prosperidade, comentaram que de 20 a 30 pessoas foram até a unidade mas, por não serem do grupo de risco, não puderam ser vacinadas. Os profissionais disseram ainda que o equipamento recebeu diversos telefonemas de munícipes da Capital, fora do perfil prioritário, indagando se poderiam receber a imunização no município.

A baixa adesão das pessoas inclusas no grupo de risco “é terrivelmente preocupante”, segundo o infectologista Hélio Vasconcellos Lopes, principalmente no caso das crianças de 6 meses a 5 anos. “A gripe tem percentual grande de provocar pneumonia, e a criança é mais vulnerável, pois nela o vírus tem muito mais potencial de gravidade do que em um adulto saudável.” 

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