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Sequestrado faz manobra radical e dá ladrão de bandeja aos guardas


Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

18/09/2004 | 17:36


O comerciante M.C., de 38 anos, arriscou a vida para escapar de um seqüestro relâmpago por volta das 11h desta sexta em Santo André. Após rodar por quase uma hora com um dos assaltantes, a vítima jogou seu Celta preto sobre a calçada de um posto da Guarda Municipal, na esquina da rua das Figueiras com a avenida José Antônio de Almeida Amazonas, no bairro Jardim. C. ainda segurou o ladrão, que estava com uma arma escondida embaixo da perna, e pediu socorro aos guardas.

Cícero André da Silva, 19 anos, foi retirado do carro e preso em flagrante. “Eu só estava segurando a vítima”, disse o acusado ao Diário. Ele não estaria sozinho no roubo. Um outro criminoso, que provavelmente planejou o seqüestro, conseguiu sacar R$ 600 da conta do comerciante. “Ele passou na minha casa e me convocou para a fita (o roubo)”, afirmou Silva, que mora no Jardim Santo André e não revelou o nome de seu comparsa.

O comerciante C. saiu de casa e foi a uma agência do Bradesco na avenida Gilda, na vila de mesmo nome, para fazer uma consulta e retirar dinheiro. Ele estacionou seu Celta do outro lado da avenida e foi em direção ao caixa eletrônico do banco. Um homem, que já o esperava ao lado da entrada, mostrou um revólver e obrigou o comerciante a acompanhá-lo de volta ao carro. C. obedeceu.

Um outro rapaz esperava o primeiro homem ao lado do Celta. A dupla ordenou que C. dirigisse até uma agência do Bradesco na rua Bernardino de Campos, no Centro. Quando chegaram, o comerciante foi forçado a entregar cartão e senha ao ladrão que o abordou no banco e que estava no banco de trás do carro. “Os dois estavam armados”, contou C. à reportagem.

O bandido desceu e entrou no banco. O outro disse ao comerciante que ficaria com ele até receber uma ligação telefônica de seu comparsa. Vítima e ladrão deram voltas na cidade por cerca de uma hora, até que C. resolveu reagir. “Eu sabia que havia um posto da Guarda Municipal na esquina da Figueiras com a Amazonas. Como o rapaz me deixou à vontade para escolher o trajeto, resolvi ir até a guarita”, disse o comerciante de 38 anos.

C. avançou na calçada em frente aos guardas municipais e gritou que estava sendo assaltado. “Percebi que o ladrão soltou o revólver no banco em que estava sentado (de passageiro), então o segurei até os guardas chegarem”, afirmou a vítima. O delegado Marcos Alexandre Cattani, do 1º DP, disse que o comerciante não deveria ter reagido. “É muito perigoso, uma aposta de sorte”, afirmou.

Com Silva, a Guarda encontrou um revólver calibre 38. Mas o acusado nega que estava armado. Ele foi preso e deve responder ao crime de roubo qualificado, que prevê pena de 4 a 10 anos de reclusão, com acréscimo de metade da sentença. Segundo o delegado Cattani, existem agravantes no crime, como o uso de arma, a participação de duas pessoas e por manter a vítima como refém.

Os guardas tentaram localizar o outro ladrão com o telefone celular usado pelo suspeito, pertencente à vítima. Eles pediram o número ao acusado preso e o colocaram para falar com o comparsa, mas não conseguiram localizá-lo.

Procurada pelo Diário, a Secretaria Estadual de Segurança Pública informou não divulgar estatísticas sobre seqüestros em qualquer região do Estado.



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