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Disputa interna faz PT temer sucessão


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

23/07/2007 | 07:00


Depois de 15 anos, a sucessão municipal volta a assombrar o PT de Santo André. O fato de o atual prefeito, João Avamileno, não poder ser reeleito, o que difere a eleição de 2008 dos últimos pleitos disputados – e vencidos pelos petistas – faz com que o partido tema uma derrocada nas urnas.

Isso não ocorre desde 1992, último ano em que a legenda enfrentou problemas referentes à disputa interna para decidir seu candidato a prefeito.

À época, José Cicote (então vice-prefeito) e Antonio Carlos Granado (coordenador de Planejamento da Prefeitura) levaram a disputa até o fim. O primeiro, mesmo sem ter o apoio do prefeito Celso Daniel, saiu vitorioso nas prévias por uma pequena margem de votos. Mas, ao final, o saldo foi negativo. Rachado por conta do processo desgastante, o PT acabou sucumbindo ao candidato petebista Newton Brandão (hoje PSDB) e perdeu a eleição.

O temor é que essa história se repita em 2008. Alguns petistas demonstram tal preocupação devido ao número de concorrentes ao cargo máximo do Executivo municipal.

Atualmente, quatro nomes disputam a preferência da militância. Além dos favoritos Ivete Garcia (vice-prefeita e secretária de Orçamento e Planejamento Participativo) e Vanderlei Siraque (deputado estadual), correm por fora Claudio Malatesta (vereador e presidente municipal da sigla ) e Ivo Martim (ex-vereador).

O prefeito João Avamileno, depois de especulações dando conta de que ele estaria propenso a apoiar Malatesta ou mesmo Siraque, até agora não se pronunciou. E, segundo informações, deve se manter neutro até o final do processo em nome da unidade.

O vereador e líder de governo Jurandir Gallo também engrossa o coro pela unidade. Ele é o único parlamentar petista a não tomar posição em prol de um candidato.

“Temos de evitar essa disputa interna. Esse processo, geralmente, é muito cruel no PT. Em quase todas as vezes que o partido fez prévia perdeu a eleição”, lembra Gallo.

PASSADO

Cicote e Granado, na medida do possível, tentam evitar trazer o passado à tona. “Não tenho interesse neste assunto. Não quero analisar 1992 por considerar que aquele processo nada tem a ver com a disputa atual”, diz Granado, atualmente à frente da Pasta de Finanças do município.

Já Cicote, considerado ainda hoje por uma ala petista como o responsável pela perda da eleição naquela ocasião, admite que as prévias de 1992 não foram “salutares” ao PT. “Evidentemente, deixou seqüelas e feridas. A disputa não se deu contra os adversários, e sim entre grupos do PT”, avalia.

Ele se diz arrependido por não ter cedido às pressões da ala que defendia o nome de Granado. “Naquele momento, eu acreditava ser o candidato natural do partido. Mas hoje me arrependo. Se estivesse no PT, trabalharia e lutaria pela unidade. Perdemos a eleição por orgulho próprio. Não faria isso novamente”, acrescenta o ex-vice-prefeito e ex-deputado estadual e federal.

Cicote, no entanto, não se considera o vilão da derrota petista. “Não acredito que exista um culpado nesta história. Mas, se existe algum, certamente não sou eu, que fui indicado pela militância. Quem rachou o partido foi aquele que entrou na disputa ou mesmo aqueles que o fizeram entrar nesta briga”, indica, sem citar o nome de Granado ou de qualquer outra pessoa.

TRAUMA SUPERADO

Segundo Cicote, já não há mais resquícios daquele processo. “Minha relação com o Granado, por exemplo, é ótima. É claro que a ferida ficou aberta por um período, mas o tempo se encarregou de curá-la.”

Apesar do discurso contra as prévias, Cicote prevê que o PT sairá vencedor das eleições de 2008. “Além de amadurecido, o partido conta com muitos apoios e está muito forte na cidade. Acredito que leva a Prefeitura mesmo com a briga interna, e qualquer que seja o candidato.”

Porém, para evitar qualquer surpresa, Cicote sugere aos petistas que façam uma “comissão de alto nível”, formada por filiados dos diretórios municipal, estadual e nacional, cujo objetivo seja o de unir os pré-candidatos em torno de um nome. “Já falei inclusive com o Malatesta. Ele, como presidente do partido, deveria trabalhar por uma unidade.”


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Disputa interna faz PT temer sucessão

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

23/07/2007 | 07:00


Depois de 15 anos, a sucessão municipal volta a assombrar o PT de Santo André. O fato de o atual prefeito, João Avamileno, não poder ser reeleito, o que difere a eleição de 2008 dos últimos pleitos disputados – e vencidos pelos petistas – faz com que o partido tema uma derrocada nas urnas.

Isso não ocorre desde 1992, último ano em que a legenda enfrentou problemas referentes à disputa interna para decidir seu candidato a prefeito.

À época, José Cicote (então vice-prefeito) e Antonio Carlos Granado (coordenador de Planejamento da Prefeitura) levaram a disputa até o fim. O primeiro, mesmo sem ter o apoio do prefeito Celso Daniel, saiu vitorioso nas prévias por uma pequena margem de votos. Mas, ao final, o saldo foi negativo. Rachado por conta do processo desgastante, o PT acabou sucumbindo ao candidato petebista Newton Brandão (hoje PSDB) e perdeu a eleição.

O temor é que essa história se repita em 2008. Alguns petistas demonstram tal preocupação devido ao número de concorrentes ao cargo máximo do Executivo municipal.

Atualmente, quatro nomes disputam a preferência da militância. Além dos favoritos Ivete Garcia (vice-prefeita e secretária de Orçamento e Planejamento Participativo) e Vanderlei Siraque (deputado estadual), correm por fora Claudio Malatesta (vereador e presidente municipal da sigla ) e Ivo Martim (ex-vereador).

O prefeito João Avamileno, depois de especulações dando conta de que ele estaria propenso a apoiar Malatesta ou mesmo Siraque, até agora não se pronunciou. E, segundo informações, deve se manter neutro até o final do processo em nome da unidade.

O vereador e líder de governo Jurandir Gallo também engrossa o coro pela unidade. Ele é o único parlamentar petista a não tomar posição em prol de um candidato.

“Temos de evitar essa disputa interna. Esse processo, geralmente, é muito cruel no PT. Em quase todas as vezes que o partido fez prévia perdeu a eleição”, lembra Gallo.

PASSADO

Cicote e Granado, na medida do possível, tentam evitar trazer o passado à tona. “Não tenho interesse neste assunto. Não quero analisar 1992 por considerar que aquele processo nada tem a ver com a disputa atual”, diz Granado, atualmente à frente da Pasta de Finanças do município.

Já Cicote, considerado ainda hoje por uma ala petista como o responsável pela perda da eleição naquela ocasião, admite que as prévias de 1992 não foram “salutares” ao PT. “Evidentemente, deixou seqüelas e feridas. A disputa não se deu contra os adversários, e sim entre grupos do PT”, avalia.

Ele se diz arrependido por não ter cedido às pressões da ala que defendia o nome de Granado. “Naquele momento, eu acreditava ser o candidato natural do partido. Mas hoje me arrependo. Se estivesse no PT, trabalharia e lutaria pela unidade. Perdemos a eleição por orgulho próprio. Não faria isso novamente”, acrescenta o ex-vice-prefeito e ex-deputado estadual e federal.

Cicote, no entanto, não se considera o vilão da derrota petista. “Não acredito que exista um culpado nesta história. Mas, se existe algum, certamente não sou eu, que fui indicado pela militância. Quem rachou o partido foi aquele que entrou na disputa ou mesmo aqueles que o fizeram entrar nesta briga”, indica, sem citar o nome de Granado ou de qualquer outra pessoa.

TRAUMA SUPERADO

Segundo Cicote, já não há mais resquícios daquele processo. “Minha relação com o Granado, por exemplo, é ótima. É claro que a ferida ficou aberta por um período, mas o tempo se encarregou de curá-la.”

Apesar do discurso contra as prévias, Cicote prevê que o PT sairá vencedor das eleições de 2008. “Além de amadurecido, o partido conta com muitos apoios e está muito forte na cidade. Acredito que leva a Prefeitura mesmo com a briga interna, e qualquer que seja o candidato.”

Porém, para evitar qualquer surpresa, Cicote sugere aos petistas que façam uma “comissão de alto nível”, formada por filiados dos diretórios municipal, estadual e nacional, cujo objetivo seja o de unir os pré-candidatos em torno de um nome. “Já falei inclusive com o Malatesta. Ele, como presidente do partido, deveria trabalhar por uma unidade.”

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