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Feist apresenta álbum mais leve

Sucesso canadense surpreende com as novas composições


Luciane Mediato
Do Diário do Grande ABC

10/01/2012 | 07:00


A natureza desempenha papel de protagonista no quarto álbum de Feist, primeiro em quatro longos anos da cantora canadense, ex-integrante dos grupos Broken Social Scene e Peaches Sidekick. Há uma paisagem austera na capa de Metals (Universal Music, R$ 29,90, em média), álbum que chama para a reflexão sobre como todos somos brutos e crus, derretidos no centro da Terra, mas também podemos ser altamente refinados e transformados em pequenas joias maleáveis.

Todo este material orgânico é contraste marcante entre este e seus demais álbuns. Contra todas as expectativas de quem esperava por exata continuação do elogiado The Reminde, a cantora sai de seu confortável ninho melódico e repleto de garantias musicais em prol de disco arriscado e surpreendentemente genial.

Esqueça os vocais harmônicos que quase pintavam a trilha sonora de algum clássico da Disney e deixe de lado a colorida e radiofônica One Two Three Four. Não há mais a Leslie Feist que o público pensava conhecer.

Gravado em Big Sur, na Califórnia, nos Estados Unidos, e com overdubs mínimo, Metals trata-se de projeto cheio de guizos e batidas, sopros e palmas. Um exemplo é a canção Get It Wrong, Get It Right, que parece nos transportar a um campo de pastagem de animais.

É um disco no qual a produção não disfarça falhas e forma um ‘photoshop musical', mas realça detalhes e destaca sutilezas. Com profundidade e muita classe.

Ritmo é a chave para este registro sutil. Alguns dirão que Feist não tem tido sorte no amor por causa das novas composições, que trazem o lado doloroso do romance. Mas a sensação que fica é de que ela quis traduzir sentimentos verdadeiros por meio da música. A mensagem central é a de que nem sempre as pessoas serão boas com seu coração.

Feist traz a simplicidade nos temas como os relacionamentos amorosos. Exemplo disso é a canção The Circle Married the Line, que diz: "As pessoas estão fora de sincronia/O amor não é ‘a luz que era'". Mas é em Caught a Long Wind que Metals realmente revela sua identidade, sonora e temática.



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Feist apresenta álbum mais leve

Sucesso canadense surpreende com as novas composições

Luciane Mediato
Do Diário do Grande ABC

10/01/2012 | 07:00


A natureza desempenha papel de protagonista no quarto álbum de Feist, primeiro em quatro longos anos da cantora canadense, ex-integrante dos grupos Broken Social Scene e Peaches Sidekick. Há uma paisagem austera na capa de Metals (Universal Music, R$ 29,90, em média), álbum que chama para a reflexão sobre como todos somos brutos e crus, derretidos no centro da Terra, mas também podemos ser altamente refinados e transformados em pequenas joias maleáveis.

Todo este material orgânico é contraste marcante entre este e seus demais álbuns. Contra todas as expectativas de quem esperava por exata continuação do elogiado The Reminde, a cantora sai de seu confortável ninho melódico e repleto de garantias musicais em prol de disco arriscado e surpreendentemente genial.

Esqueça os vocais harmônicos que quase pintavam a trilha sonora de algum clássico da Disney e deixe de lado a colorida e radiofônica One Two Three Four. Não há mais a Leslie Feist que o público pensava conhecer.

Gravado em Big Sur, na Califórnia, nos Estados Unidos, e com overdubs mínimo, Metals trata-se de projeto cheio de guizos e batidas, sopros e palmas. Um exemplo é a canção Get It Wrong, Get It Right, que parece nos transportar a um campo de pastagem de animais.

É um disco no qual a produção não disfarça falhas e forma um ‘photoshop musical', mas realça detalhes e destaca sutilezas. Com profundidade e muita classe.

Ritmo é a chave para este registro sutil. Alguns dirão que Feist não tem tido sorte no amor por causa das novas composições, que trazem o lado doloroso do romance. Mas a sensação que fica é de que ela quis traduzir sentimentos verdadeiros por meio da música. A mensagem central é a de que nem sempre as pessoas serão boas com seu coração.

Feist traz a simplicidade nos temas como os relacionamentos amorosos. Exemplo disso é a canção The Circle Married the Line, que diz: "As pessoas estão fora de sincronia/O amor não é ‘a luz que era'". Mas é em Caught a Long Wind que Metals realmente revela sua identidade, sonora e temática.

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