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Empréstimos feitos durante a crise já foram pagos ao BC



01/06/2010 | 07:00


O BC (Banco Central) anunciou ontem que todos os recursos das reservas internacionais emprestados para os exportadores durante a fase aguda da crise financeira retornaram ao caixa do governo. Segundo a autoridade monetária, na sexta-feira foi liquidada a última parcela, de US$ 1,2 milhão, de operação de empréstimos de dólares com recursos das reservas feitos no enfrentamento da crise entre outubro de 2008 e abril de 2009.

Esses valores tiveram por objetivo garantir a oferta de dólares no mercado financeiro para financiar os exportadores diante da extrema escassez da moeda norte-americana provocada pela total retração dos investidores internacionais naquele período. Segundo o BC, foram realizados 11 leilões, que resultaram em 137 contratos de empréstimos, com 31 instituições financeiras, no valor de US$ 10,9 bilhões.

"Essas operações possibilitaram o financiamento de mais de 12,5 mil contratos de adiantamento de exportação e de 197 contratos de outras modalidades", disse o BC em nota. "A ausência de demanda por novos empréstimos a partir do segundo semestre de 2009 e a liquidação antecipada de grande parte dos valores emprestados demonstraram a força da economia brasileira na superação dos impactos sofridos como consequência da crise financeira internacional", acrescentou a autoridade monetária.

O BC considera que essa é uma das frentes de atuação da política de enfrentamento da crise que garantiram que o País saísse mais rápido do que outros da retração econômica. A avaliação é que, ao garantir a liquidez em dólar com essas operações, e com a liberação de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios para preservar a liquidez em reais, evitou-se crise no sistema financeiro e permitiu que as medidas fiscais, como a desoneração do setor automotivo, tivessem efeito e retirassem o Brasil mais rapidamente da recessão. Na sexta-feira, as reservas brasileiras fecharam em US$ 249,05 bilhões, queda de US$ 351 milhões ante os US$ 249,41 bilhões do dia anterior.



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Empréstimos feitos durante a crise já foram pagos ao BC


01/06/2010 | 07:00


O BC (Banco Central) anunciou ontem que todos os recursos das reservas internacionais emprestados para os exportadores durante a fase aguda da crise financeira retornaram ao caixa do governo. Segundo a autoridade monetária, na sexta-feira foi liquidada a última parcela, de US$ 1,2 milhão, de operação de empréstimos de dólares com recursos das reservas feitos no enfrentamento da crise entre outubro de 2008 e abril de 2009.

Esses valores tiveram por objetivo garantir a oferta de dólares no mercado financeiro para financiar os exportadores diante da extrema escassez da moeda norte-americana provocada pela total retração dos investidores internacionais naquele período. Segundo o BC, foram realizados 11 leilões, que resultaram em 137 contratos de empréstimos, com 31 instituições financeiras, no valor de US$ 10,9 bilhões.

"Essas operações possibilitaram o financiamento de mais de 12,5 mil contratos de adiantamento de exportação e de 197 contratos de outras modalidades", disse o BC em nota. "A ausência de demanda por novos empréstimos a partir do segundo semestre de 2009 e a liquidação antecipada de grande parte dos valores emprestados demonstraram a força da economia brasileira na superação dos impactos sofridos como consequência da crise financeira internacional", acrescentou a autoridade monetária.

O BC considera que essa é uma das frentes de atuação da política de enfrentamento da crise que garantiram que o País saísse mais rápido do que outros da retração econômica. A avaliação é que, ao garantir a liquidez em dólar com essas operações, e com a liberação de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios para preservar a liquidez em reais, evitou-se crise no sistema financeiro e permitiu que as medidas fiscais, como a desoneração do setor automotivo, tivessem efeito e retirassem o Brasil mais rapidamente da recessão. Na sexta-feira, as reservas brasileiras fecharam em US$ 249,05 bilhões, queda de US$ 351 milhões ante os US$ 249,41 bilhões do dia anterior.

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