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Peugeot 308 sabor 'picante'

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

31/10/2012 | 07:00


Com elegância discreta e requinte apurado, o Peugeot 308 arrebata os exigentes consumidores que procuram hatch médio com design atual - muitos no segmento já estão defasados (não é, Volkswagen Golf?) - e custo-benefício atraente. Agora, os franceses resolveram temperar o modelo fabricado em El Palomar (Argentina) com a introdução do reconhecidamente bom motor 1.6 THP (Turbo High Pressure) de 165 cv de potência e 24,5 mkgf de torque.

Acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades, este coração não chega a ser novidade na linha Peugeot, pois já equipa modelos como 3008, 408, RCZ, 508 e 308 CC.

Apresentado oficialmente ao público brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo, o 308 Feline THP ainda não tem preço definido, mas, desde já, é possível afirmar que a lista de equipamentos de série é bastante interessante: air bags (frontais, laterais e tipo cortina), controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), freios com ABS, sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado automático de duas zonas, direção eletro-hidráulica, controlador de velocidade, bancos e volante revestidos em couro, sistema de navegação, rodas de liga leve de 17 polegadas, entre outros.

Antes mesmo de ser descoberto pelo ex-tenista Gustavo Kuerten, o Guga, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, o 308 THP foi avaliado pelo Diário durante uma semana, deixando boa impressão, mas derrapando em alguns pontos que poderiam elevar sua esportividade.

Apesar de pesadinho (1.392 quilos), o Peugeot turbinado não sente os quilinhos extras. Com torque máximo disponível já a 1.400 giros, sagacidade é o que não falta. De acordo com a fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 8,1 segundos e a velocidade máxima é de 215 km/h.

O câmbio automático de seis velocidades auxilia nesta agilidade nas arrancadas e retomadas. Em uma condução normal, a caixa não revela solavanco durante as mudanças. E apesar de as trocas poderem ser feitas pela alavanca, faltam as ‘borboletas' (paddle shift) atrás do volante - detalhe que poderia apimentar a condução. Opção de câmbio manual também seria bem interessante...

Assim como nos demais Peugeot, a suspensão do 308 THP tem ajuste firme sem ser desconfortável, o que privilegia a esportividade. Nas curva e frenagens mais bruscas, a carroceria inclina pouco.

O interior é muito bem acabado, característica herdada do antecessor 307. Os bancos em couro e os detalhes cromados por todas as partes ressaltam o requinte. Os quatro relógios analógicos do painel (redondos) têm fundo branco e iluminação laranja. Posicionado entre o velocímetro e o conta-giros, o computador de bordo tem fácil visualização.

Em termos de espaço, o 308 também não decepciona. Ponto positivo para a distância entre os eixos de 2,60 metros, para a largura de 1,81 metro e para os 430 litros de capacidade do porta-malas.

Resumindo, o 308 THP reúne características para ser um excelente carro. No entanto, tudo pode desabar caso o preço fique fora da realidade. Vamos aguardar.

Invasão dos motores turbo

Aos poucos, o consumidor brasileiro vai perdendo o preconceito com relação aos veículos equipados com motor turbo de fábrica. Consciente desta mudança de comportamento, as fabricantes começam a disponibilizar cada vez mais opções para o consumidor.

Além da Peugeot, que utiliza bem o motor 1.6 THP (Turbo High Pressure) em diversos modelos, a Fiat é outra que explora os turbinados. A fabricante de origem italiana, que nos anos 1990 levantou a bandeira da era turbo com os modelos Uno e Tempra - posteriormente Marea -, hoje oferece Punto e Bravo, ambos com o sobrenome T-Jet e equipados com propulsor 1.4 turbo de 152 cv de potência.

A Volkswagen adota em alguns dos seus veículos topo de linha - Jetta, Passat, Passat Variant e agora no Novo Fusca, por exemplo o reconhecidamente saudável bloco 2.0 TSI, que pode entregar 200 cv (casos do Jetta e do Fusca) ou 211 (Passat e Passat Variant).

Ainda no Grupo Volks, mas agora falando de Audi, o compacto A1 utiliza coração 1.4 TFSI (turbo) que pode gerar 122 cv na versão mansa ou 185 cv na apimentada. Vai do gosto - e do bolso - do consumidor.

Este motor 1.6 THP também está presente em outros veículos. Desenvolvido em parceria com a BMW, ele equipa também alguns modelos da MINI - marca de propriedade da fabricante alemã. Até mesmo algumas versões do Série 1 se apossaram deste propulsor.

Irmã da Peugeot, a Citroën - ambas as francesas formam o Grupo PSA - utiliza o THP no DS3.

Resumindo, os motores turbo não são o futuro, mas o presente. E continuarão, durante muito tempo, responsáveis pelo equilíbrio entre baixo consumo e alto desempenho. Lembra o slogan, "carro a álcool, um dia vai ter um"? Adaptando para os dias de hoje: "carro turbo, um dia você vai ter um".



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Peugeot 308 sabor 'picante'

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

31/10/2012 | 07:00


Com elegância discreta e requinte apurado, o Peugeot 308 arrebata os exigentes consumidores que procuram hatch médio com design atual - muitos no segmento já estão defasados (não é, Volkswagen Golf?) - e custo-benefício atraente. Agora, os franceses resolveram temperar o modelo fabricado em El Palomar (Argentina) com a introdução do reconhecidamente bom motor 1.6 THP (Turbo High Pressure) de 165 cv de potência e 24,5 mkgf de torque.

Acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades, este coração não chega a ser novidade na linha Peugeot, pois já equipa modelos como 3008, 408, RCZ, 508 e 308 CC.

Apresentado oficialmente ao público brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo, o 308 Feline THP ainda não tem preço definido, mas, desde já, é possível afirmar que a lista de equipamentos de série é bastante interessante: air bags (frontais, laterais e tipo cortina), controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), freios com ABS, sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado automático de duas zonas, direção eletro-hidráulica, controlador de velocidade, bancos e volante revestidos em couro, sistema de navegação, rodas de liga leve de 17 polegadas, entre outros.

Antes mesmo de ser descoberto pelo ex-tenista Gustavo Kuerten, o Guga, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, o 308 THP foi avaliado pelo Diário durante uma semana, deixando boa impressão, mas derrapando em alguns pontos que poderiam elevar sua esportividade.

Apesar de pesadinho (1.392 quilos), o Peugeot turbinado não sente os quilinhos extras. Com torque máximo disponível já a 1.400 giros, sagacidade é o que não falta. De acordo com a fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 8,1 segundos e a velocidade máxima é de 215 km/h.

O câmbio automático de seis velocidades auxilia nesta agilidade nas arrancadas e retomadas. Em uma condução normal, a caixa não revela solavanco durante as mudanças. E apesar de as trocas poderem ser feitas pela alavanca, faltam as ‘borboletas' (paddle shift) atrás do volante - detalhe que poderia apimentar a condução. Opção de câmbio manual também seria bem interessante...

Assim como nos demais Peugeot, a suspensão do 308 THP tem ajuste firme sem ser desconfortável, o que privilegia a esportividade. Nas curva e frenagens mais bruscas, a carroceria inclina pouco.

O interior é muito bem acabado, característica herdada do antecessor 307. Os bancos em couro e os detalhes cromados por todas as partes ressaltam o requinte. Os quatro relógios analógicos do painel (redondos) têm fundo branco e iluminação laranja. Posicionado entre o velocímetro e o conta-giros, o computador de bordo tem fácil visualização.

Em termos de espaço, o 308 também não decepciona. Ponto positivo para a distância entre os eixos de 2,60 metros, para a largura de 1,81 metro e para os 430 litros de capacidade do porta-malas.

Resumindo, o 308 THP reúne características para ser um excelente carro. No entanto, tudo pode desabar caso o preço fique fora da realidade. Vamos aguardar.

Invasão dos motores turbo

Aos poucos, o consumidor brasileiro vai perdendo o preconceito com relação aos veículos equipados com motor turbo de fábrica. Consciente desta mudança de comportamento, as fabricantes começam a disponibilizar cada vez mais opções para o consumidor.

Além da Peugeot, que utiliza bem o motor 1.6 THP (Turbo High Pressure) em diversos modelos, a Fiat é outra que explora os turbinados. A fabricante de origem italiana, que nos anos 1990 levantou a bandeira da era turbo com os modelos Uno e Tempra - posteriormente Marea -, hoje oferece Punto e Bravo, ambos com o sobrenome T-Jet e equipados com propulsor 1.4 turbo de 152 cv de potência.

A Volkswagen adota em alguns dos seus veículos topo de linha - Jetta, Passat, Passat Variant e agora no Novo Fusca, por exemplo o reconhecidamente saudável bloco 2.0 TSI, que pode entregar 200 cv (casos do Jetta e do Fusca) ou 211 (Passat e Passat Variant).

Ainda no Grupo Volks, mas agora falando de Audi, o compacto A1 utiliza coração 1.4 TFSI (turbo) que pode gerar 122 cv na versão mansa ou 185 cv na apimentada. Vai do gosto - e do bolso - do consumidor.

Este motor 1.6 THP também está presente em outros veículos. Desenvolvido em parceria com a BMW, ele equipa também alguns modelos da MINI - marca de propriedade da fabricante alemã. Até mesmo algumas versões do Série 1 se apossaram deste propulsor.

Irmã da Peugeot, a Citroën - ambas as francesas formam o Grupo PSA - utiliza o THP no DS3.

Resumindo, os motores turbo não são o futuro, mas o presente. E continuarão, durante muito tempo, responsáveis pelo equilíbrio entre baixo consumo e alto desempenho. Lembra o slogan, "carro a álcool, um dia vai ter um"? Adaptando para os dias de hoje: "carro turbo, um dia você vai ter um".

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