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Psol piora desempenho eleitoral

Sigla cresceu no país e elegeu o primeiro prefeito; na região, esbarra na sombra do petismo


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

15/10/2012 | 07:23


Em sua segunda participação em eleições municipais, o Psol não conseguiu emplacar o crescimento nacional no Grande ABC e piorou o índice de votação.

Os socialistas contabilizam 49 vereadores eleitos no Brasil e o primeiro prefeito da sigla na cidade de Itaocara, no Rio de Janeiro, o ex-cortador de cana Gelsimar Gozaga. O Psol ainda está na disputa do segundo turno em duas capitais: Belém, no Pará, e Macapá, no Amapá. Na Capital do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, representou sozinho a oposição e mesmo não levando a disputa para o segundo turno, quadruplicou a bancada na Câmara.

Para a especialista político da Universidade Federal de São Carlos, Maria do Socorro Braga, o fato de o Psol ter se formado por uma "cisão" no PT e buscar o mesmo espaço político gera dificuldades que são intensificadas na região, berço do petismo. Ela analisou a postura de mirar os petistas como principal alvo de críticas. "Para ampliar o raio tem que disputar com quem está próximo."

Em relação ao crescimento nacional, a especialista destaca a atuação da sigla nas greves do funcionalismo ligado a universidades públicas, que ganharam visibilidade nacional. "O índice de abstenções foi recorde nessas eleições. O desvio de verba pública pegou mal e a população está punindo. O Psol tenta ganhar eleitorado nessa fatia insatisfeita. É discurso que encaixa."

A maior perda dos socialistas foi em São Caetano. Fernando Turco concorreu ao Palácio da Cerâmica com duas candidaturas de peso. PTB e PMDB polarizaram e ele recebeu 1,84% dos votos válidos. Quatro anos antes, Horácio Neto foi o segundo mais votado do partido no País, com 9% da preferência.

O Psol de Mauá minguou a votação de 2% em 2008, com Mateus Prado, para 1,11% com José Silva. Em Santo André o desempenho foi parecido: caiu de 2% com Ricardo Alvarez para 1,2% com Marcelo Reina. Com o mesmo prefeiturável nas duas eleições, o ex-vereador Aldo Santos, a sigla registrou ligeira queda em São Bernardo. Perdeu 190 sufrágios, ficando com 0,91% dos válidos no dia 7.

O melhor desempenho do Psol foi em Ribeirão Pires, onde o prefeiturável governista, o vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (PPS), teve os votos anulados após ter a candidatura indeferida. O cenário contribuiu para o socialista Alberto Ticianelli receber 4,84% dos votos válidos. A sigla não participou do pleito local em 2008.



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Psol piora desempenho eleitoral

Sigla cresceu no país e elegeu o primeiro prefeito; na região, esbarra na sombra do petismo

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

15/10/2012 | 07:23


Em sua segunda participação em eleições municipais, o Psol não conseguiu emplacar o crescimento nacional no Grande ABC e piorou o índice de votação.

Os socialistas contabilizam 49 vereadores eleitos no Brasil e o primeiro prefeito da sigla na cidade de Itaocara, no Rio de Janeiro, o ex-cortador de cana Gelsimar Gozaga. O Psol ainda está na disputa do segundo turno em duas capitais: Belém, no Pará, e Macapá, no Amapá. Na Capital do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, representou sozinho a oposição e mesmo não levando a disputa para o segundo turno, quadruplicou a bancada na Câmara.

Para a especialista político da Universidade Federal de São Carlos, Maria do Socorro Braga, o fato de o Psol ter se formado por uma "cisão" no PT e buscar o mesmo espaço político gera dificuldades que são intensificadas na região, berço do petismo. Ela analisou a postura de mirar os petistas como principal alvo de críticas. "Para ampliar o raio tem que disputar com quem está próximo."

Em relação ao crescimento nacional, a especialista destaca a atuação da sigla nas greves do funcionalismo ligado a universidades públicas, que ganharam visibilidade nacional. "O índice de abstenções foi recorde nessas eleições. O desvio de verba pública pegou mal e a população está punindo. O Psol tenta ganhar eleitorado nessa fatia insatisfeita. É discurso que encaixa."

A maior perda dos socialistas foi em São Caetano. Fernando Turco concorreu ao Palácio da Cerâmica com duas candidaturas de peso. PTB e PMDB polarizaram e ele recebeu 1,84% dos votos válidos. Quatro anos antes, Horácio Neto foi o segundo mais votado do partido no País, com 9% da preferência.

O Psol de Mauá minguou a votação de 2% em 2008, com Mateus Prado, para 1,11% com José Silva. Em Santo André o desempenho foi parecido: caiu de 2% com Ricardo Alvarez para 1,2% com Marcelo Reina. Com o mesmo prefeiturável nas duas eleições, o ex-vereador Aldo Santos, a sigla registrou ligeira queda em São Bernardo. Perdeu 190 sufrágios, ficando com 0,91% dos válidos no dia 7.

O melhor desempenho do Psol foi em Ribeirão Pires, onde o prefeiturável governista, o vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (PPS), teve os votos anulados após ter a candidatura indeferida. O cenário contribuiu para o socialista Alberto Ticianelli receber 4,84% dos votos válidos. A sigla não participou do pleito local em 2008.

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