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Região tem terceiro caso de meningite em escolas

Além da morte do neto do ex-presidente Lula, mais dois estudantes contraíram a doença


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

10/03/2019 | 07:00


 O Colégio Petrópolis, localizado em São Bernardo, é o terceiro do Grande ABC a confirmar caso de meningite apenas no mês de março. A instituição enviou na sexta-feira comunicado aos pais alertando que foi notificado por familiares de que um aluno foi diagnosticado com meningite viral.

Antes, no dia 1º, a doença já havia provocado a morte do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Arthur Lula da Silva, 7 anos, estudante do Colégio Darwin, também de São Bernardo. Outro caso foi registrado no Colégio Camminare, de Santo André, dia 2.

No comunicado, o Petrópolis informa que o estudante em questão está medicado e passa bem, além de solicitar aos pais que fiquem de olho em possíveis reações da doença, como dor de cabeça, vômitos, febre e mancha pelo corpo. A nota pede ainda que no caso de os responsáveis perceberem algum desses sintomas, que a família procure um médico antes de o aluno retornar à rotina escolar.

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou processos infecciosos.

O aumento no número de casos nos últimos dias corrobora com os dados consolidados dos dois últimos anos, divulgados em reportagem do Diário publicada na quinta-feira, que indicam evolução da meningite no Grande ABC. Em 2017, 537 pessoas foram infectadas em toda região, contra 808 ocorrências registradas em 2018 – acréscimo de 51%. As informações são do Datasus – banco de dados do Ministério da Saúde.

Do total de registros no ano passado, 2,8% (23) foram do tipo bacteriano, que costuma ser mais grave. Da meningocócica, a mais letal, foram dez ocorrências. Neste ano, até quinta-feira, Santo André havia computado dez casos, São Bernardo um e Diadema quatro. Mauá não registrou infectados e as outras cidades não responderam.

Apesar do aumento no número de casos, o presidente da SPI (Sociedade Paulista de Infectologia), Eduardo Medeiros, diz que não há motivos para pânico. Segundo ele é importante adultos e crianças estarem com a imunização em dia. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza vacina contra a meningocócica tipo C, que é a mais letal e frequente, e também para a meningite causada pela bactéria pneumococo. A imunização pentavalente, também disponível na rede pública, atua contra agentes que causam a doença. Para as meningites virais não existe imunização.

(Com informações de Aline Melo)



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