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Prazo para entrega do IR de empresas vence quarta


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

26/06/2010 | 07:00


Este é o último fim de semana para empresários organizarem suas documentações e enviarem à Receita Federal. O prazo para a entrega da DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica) se encerra quarta-feira, dia 30.

Até o momento, a Receita Federal contabilizou o recebimento de 480.389 declarações, menos de 25% do esperado. A expectativa é que cerca de 2 milhões de pessoas jurídicas enviem suas informações.

Devem declarar o imposto de renda as empresas que optaram pelo regime de lucro real - geralmente de maior porte, que têm muitas despesas - ou lucro presumido - que têm ganhos entre 1,6% a 32% do total do faturamento - em 2009. As que se encaixam no Simples Nacional - de menor receita -, cumpriram com suas obrigações fiscais em março.

Quem apresentar a declaração após o prazo limite está sujeito à multa mínima de R$ 500, sendo cobrados 2% ao mês ou fração incidente sobre o montante do imposto informado na declaração - ainda que limitada a 20%.

A partir deste ano, as empresas são obrigadas a enviar seus dados, como número de empregados e faturamento de 2009, utilizando assinatura digital mediante a utilização de certificado digital válido. Para adquirir o sistema, é preciso investir cerca de R$ 350.

Segundo Julio Cosentino, vice-presidente da Certisign, certificadora digital, trata-se de uma revolução no setor. "Tudo passa a ser desmaterializado, e a pilha de papéis que as empresas armazenavam antes não vai mais existir. A contabilidade será feita toda de forma eletrônica."

Para Cosentino, a principal vantagem para o Leão será a redução da sonegação do pagamento de impostos. Para o empresário, embora haja investimento inicial, serão diminuídos custos operacionais, como papéis impressos, transporte para leva-los à Junta Comercial e assinatura em boa parte das páginas. "Dependendo da empresa, tinham de ser assinados até 50 papéis. Agora não mais. Por isso, o contador é o maior beneficiário."

Na avaliação da contadora Marleide Prates, de Santo André, entretanto, a novidade acabou complicando o processo e atrasando o tempo que leva para fazer cada declaração. A DIPJ de uma empresa que optou pelo lucro real, que demora mais pelo número de fichas a serem certificadas, leva em média oito horas. Para se ter uma ideia, o tempo para a declaração de uma pessoa física é de duas horas, em média. "Como tudo é novo, surgem muitos erros na preparação do arquivo. Temos de redobrar a atenção, pois a cada 10 retificações, são cobrados R$ 20."



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Prazo para entrega do IR de empresas vence quarta

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

26/06/2010 | 07:00


Este é o último fim de semana para empresários organizarem suas documentações e enviarem à Receita Federal. O prazo para a entrega da DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica) se encerra quarta-feira, dia 30.

Até o momento, a Receita Federal contabilizou o recebimento de 480.389 declarações, menos de 25% do esperado. A expectativa é que cerca de 2 milhões de pessoas jurídicas enviem suas informações.

Devem declarar o imposto de renda as empresas que optaram pelo regime de lucro real - geralmente de maior porte, que têm muitas despesas - ou lucro presumido - que têm ganhos entre 1,6% a 32% do total do faturamento - em 2009. As que se encaixam no Simples Nacional - de menor receita -, cumpriram com suas obrigações fiscais em março.

Quem apresentar a declaração após o prazo limite está sujeito à multa mínima de R$ 500, sendo cobrados 2% ao mês ou fração incidente sobre o montante do imposto informado na declaração - ainda que limitada a 20%.

A partir deste ano, as empresas são obrigadas a enviar seus dados, como número de empregados e faturamento de 2009, utilizando assinatura digital mediante a utilização de certificado digital válido. Para adquirir o sistema, é preciso investir cerca de R$ 350.

Segundo Julio Cosentino, vice-presidente da Certisign, certificadora digital, trata-se de uma revolução no setor. "Tudo passa a ser desmaterializado, e a pilha de papéis que as empresas armazenavam antes não vai mais existir. A contabilidade será feita toda de forma eletrônica."

Para Cosentino, a principal vantagem para o Leão será a redução da sonegação do pagamento de impostos. Para o empresário, embora haja investimento inicial, serão diminuídos custos operacionais, como papéis impressos, transporte para leva-los à Junta Comercial e assinatura em boa parte das páginas. "Dependendo da empresa, tinham de ser assinados até 50 papéis. Agora não mais. Por isso, o contador é o maior beneficiário."

Na avaliação da contadora Marleide Prates, de Santo André, entretanto, a novidade acabou complicando o processo e atrasando o tempo que leva para fazer cada declaração. A DIPJ de uma empresa que optou pelo lucro real, que demora mais pelo número de fichas a serem certificadas, leva em média oito horas. Para se ter uma ideia, o tempo para a declaração de uma pessoa física é de duas horas, em média. "Como tudo é novo, surgem muitos erros na preparação do arquivo. Temos de redobrar a atenção, pois a cada 10 retificações, são cobrados R$ 20."

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