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Comunidade evangélica
cresce 35,6% na região

Em dez anos, o Grande ABC observou queda de 9,4% no
número de católicos, segundo o estudo realizado pelo IBGE


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

30/06/2012 | 07:00


A população evangélica do Grande ABC aumentou 35,6% na última década. Segundo levantamento divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base nos dados do Censo 2010, 25,5% dos moradores da região seguem um dos diversos segmentos evangélicos. Em contrapartida, o número de católicos diminuiu 9,4% no mesmo período; no entanto, ainda são maioria nas sete cidades, 57,3%.

O Grande ABC tem atualmente 1,4 milhão de católicos. Há dez anos, eram 1,6 milhão. São Caetano é a cidade com maior proporção de adeptos do catolicismo - 66,3% da população - 98,9 mil pessoas. Por outro lado, são 651,3 mil evangélicos na região, sendo Diadema o município com mais seguidores, proporcionalmente - 22% da população.

Os números do Grande ABC seguem tendência observada no Estado e no País. Apesar de queda no número de católicos, a comunidade ainda é maioria - representa 64% da população brasileira. Já os evangélicos representam 22% dos brasileiros.

Os números não são vistos com surpresa pelo coordenador do curso de pós-graduação em História da FSA (Fundação Santo André), José Amilton de Souza. Segundo o especialista, a Igreja Católica vem perdendo seguidores desde a década de 1980, quando teve fim a Teologia da Libertação. O educador explica ainda que os evangélicos apostam na cura de doenças e problemas da população para atrair fiéis. Além disso, começaram a explorar os meios de comunicação.EM

Para o vigário-geral da Diocese de Santo André, padre Roberto Alves Marangon, a sociedade busca por soluções imediatas em resposta aos sofrimentos. Dessa forma, há aumento das igrejas evangélicas, oferecendo respostas de sucesso rápido. Além disso, cultua-se o prazer e a liberdade desenfreada, por isso o aumento de pessoas que se dizem sem religião.

ESPÍRITAS

A pesquisa mostra ainda aumento de 41% entre aqueles que se consideram espíritas no período de 2000 e 2010. Na região, são 88 mil pessoas - 3,4% da população -, contra 51 mil moradores há dez anos.
Para Souza, a alta se deu com a liberdade que as pessoas ganharam para declarar a religião a que pertencem sem receio. "Tínhamos muitos católicos que também são espíritas e que não se assumiam."

SEM RELIGIÃO

Outro segmento populacional da regjão que aumentou foi o de pessoas que se declararam sem religião. Atualmente representam 8,7% dos moradores do Grande ABC - 223,4 mil pessoas.
Segundo o especialista, o fenômeno pode ser explicado por fatores que vão desde escândalos religiosos até  a melhoria da escolaridade da população, que passa a questionar os ensinamentos e teorias das igrejas.

Mudança de crença está ligada a busca por acolhimento 

Depois de convite vindo de amiga, há cerca de dez anos, a dona de casa Cleonilda da Silva, 50 anos, resolveu participar de atividade na Igreja Internacional da Graça de Deus e, desde então, mudou de religião.

A família, antes católica, hoje segue preceitos defendidos pela religião evangélica. "Parei de beber e de fumar e aprendi a guardar o domingo como o Dia do Senhor", destaca Cleo. Além dela, marido e filhas passaram a frequentar a igreja.

Segundo Cleo, no catolicismo não há comunhão entre os frequentadores do espaço. "A gente ouve o sermão do padre e vai para casa", comenta. Hoje, ela se orgulha de ser participativa e de ter criado vínculos de amizade, capazes de influenciar outros familiares a mudar de crença.



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Comunidade evangélica
cresce 35,6% na região

Em dez anos, o Grande ABC observou queda de 9,4% no
número de católicos, segundo o estudo realizado pelo IBGE

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

30/06/2012 | 07:00


A população evangélica do Grande ABC aumentou 35,6% na última década. Segundo levantamento divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base nos dados do Censo 2010, 25,5% dos moradores da região seguem um dos diversos segmentos evangélicos. Em contrapartida, o número de católicos diminuiu 9,4% no mesmo período; no entanto, ainda são maioria nas sete cidades, 57,3%.

O Grande ABC tem atualmente 1,4 milhão de católicos. Há dez anos, eram 1,6 milhão. São Caetano é a cidade com maior proporção de adeptos do catolicismo - 66,3% da população - 98,9 mil pessoas. Por outro lado, são 651,3 mil evangélicos na região, sendo Diadema o município com mais seguidores, proporcionalmente - 22% da população.

Os números do Grande ABC seguem tendência observada no Estado e no País. Apesar de queda no número de católicos, a comunidade ainda é maioria - representa 64% da população brasileira. Já os evangélicos representam 22% dos brasileiros.

Os números não são vistos com surpresa pelo coordenador do curso de pós-graduação em História da FSA (Fundação Santo André), José Amilton de Souza. Segundo o especialista, a Igreja Católica vem perdendo seguidores desde a década de 1980, quando teve fim a Teologia da Libertação. O educador explica ainda que os evangélicos apostam na cura de doenças e problemas da população para atrair fiéis. Além disso, começaram a explorar os meios de comunicação.EM

Para o vigário-geral da Diocese de Santo André, padre Roberto Alves Marangon, a sociedade busca por soluções imediatas em resposta aos sofrimentos. Dessa forma, há aumento das igrejas evangélicas, oferecendo respostas de sucesso rápido. Além disso, cultua-se o prazer e a liberdade desenfreada, por isso o aumento de pessoas que se dizem sem religião.

ESPÍRITAS

A pesquisa mostra ainda aumento de 41% entre aqueles que se consideram espíritas no período de 2000 e 2010. Na região, são 88 mil pessoas - 3,4% da população -, contra 51 mil moradores há dez anos.
Para Souza, a alta se deu com a liberdade que as pessoas ganharam para declarar a religião a que pertencem sem receio. "Tínhamos muitos católicos que também são espíritas e que não se assumiam."

SEM RELIGIÃO

Outro segmento populacional da regjão que aumentou foi o de pessoas que se declararam sem religião. Atualmente representam 8,7% dos moradores do Grande ABC - 223,4 mil pessoas.
Segundo o especialista, o fenômeno pode ser explicado por fatores que vão desde escândalos religiosos até  a melhoria da escolaridade da população, que passa a questionar os ensinamentos e teorias das igrejas.

Mudança de crença está ligada a busca por acolhimento 

Depois de convite vindo de amiga, há cerca de dez anos, a dona de casa Cleonilda da Silva, 50 anos, resolveu participar de atividade na Igreja Internacional da Graça de Deus e, desde então, mudou de religião.

A família, antes católica, hoje segue preceitos defendidos pela religião evangélica. "Parei de beber e de fumar e aprendi a guardar o domingo como o Dia do Senhor", destaca Cleo. Além dela, marido e filhas passaram a frequentar a igreja.

Segundo Cleo, no catolicismo não há comunhão entre os frequentadores do espaço. "A gente ouve o sermão do padre e vai para casa", comenta. Hoje, ela se orgulha de ser participativa e de ter criado vínculos de amizade, capazes de influenciar outros familiares a mudar de crença.

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