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MP tem cometido excessos, alega Ciro

Presidenciável do PDT reforça tese de colocar Judiciário na ‘caixinha’: ‘Querem fazer a política’


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

28/08/2018 | 07:38


Presidenciável pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes reiterou a tese de excessos do Ministério Público e reafirmou a necessidade de colocar o Judiciário na “caixinha”, termo utilizado por ele em entrevista concedida no fim de julho. Ontem à noite, o pedetista abriu série de sabatinas promovida pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.

Indagado sobre a frase, Ciro manteve a crítica. “Eu ajudei a desenhar atribuições do novo Ministério Público, fui deputado constituinte no Estado do Ceará, então participei do debate nacional. Neste momento há muitos abusos. Você não tem ideia do que os prefeitos estão sofrendo, da destruição de reputações que se faz sem nenhuma consequência. O Ministério Público extrapola e perde sua nobreza, que é vigiar o interesse público. (Colocar na caixinha) É cada um em sua tarefa.”

Para o pedetista, a crise institucional pela qual passam os poderes Executivo e Legislativos do País fez com que o Ministério Público se tornasse um quarto poder e, ao lado do Judiciário, passou a exercer a política. Como exemplo, ele citou o impasse entre juízes do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região no dia 8 de julho, quando o plantonista Rogério Favreto mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, horas depois, o desembargador João Pedro Gebran Neto suspendeu a ordem do colega. “Quero voltar o Brasil a poder ter paz, segurança jurídica. Pareceu o cachorro do Tom Cavalcante: ‘Para dentro, para fora, para fora, para dentro’. E o cachorro morreu esquizofrênico.”

Ainda sobre Lula, Ciro teceu elogios ao petista, de quem foi ministro da Integração Nacional. “Para mim, Lula não é Satanás como certos setores da imprensa e da opinião brasileira pensam, também não é um Deus, um anjo como certos setores metidos a religiosos do PT pensam. Tive honra de servir como ministro, fez muita coisa boa. Lula foi um bom presidente para o Brasil.”

Ciro foi confrontado sobre a declaração que deu sobre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Apresentador do Jornal Nacional, William Bonner citou a Ciro que Lupi é réu por improbidade administrativa em processo que tramita em Brasília. “Tenho convicção de que ele é homem de bem. A mim surpreende as informações. Informações não estão acertadas. Réu ele não é. Réu, com certeza, ele não é. Carlos Lupi tem a minha confiança cega.”

O presidenciável reforçou a bandeira que tem sustentado de limpar o nome do brasileiro do SPC. A promessa foi chamada de Nome Limpo. “O consumo das famílias é o motor principal do projeto de economia que tenho para o País.” 



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MP tem cometido excessos, alega Ciro

Presidenciável do PDT reforça tese de colocar Judiciário na ‘caixinha’: ‘Querem fazer a política’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

28/08/2018 | 07:38


Presidenciável pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes reiterou a tese de excessos do Ministério Público e reafirmou a necessidade de colocar o Judiciário na “caixinha”, termo utilizado por ele em entrevista concedida no fim de julho. Ontem à noite, o pedetista abriu série de sabatinas promovida pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.

Indagado sobre a frase, Ciro manteve a crítica. “Eu ajudei a desenhar atribuições do novo Ministério Público, fui deputado constituinte no Estado do Ceará, então participei do debate nacional. Neste momento há muitos abusos. Você não tem ideia do que os prefeitos estão sofrendo, da destruição de reputações que se faz sem nenhuma consequência. O Ministério Público extrapola e perde sua nobreza, que é vigiar o interesse público. (Colocar na caixinha) É cada um em sua tarefa.”

Para o pedetista, a crise institucional pela qual passam os poderes Executivo e Legislativos do País fez com que o Ministério Público se tornasse um quarto poder e, ao lado do Judiciário, passou a exercer a política. Como exemplo, ele citou o impasse entre juízes do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região no dia 8 de julho, quando o plantonista Rogério Favreto mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, horas depois, o desembargador João Pedro Gebran Neto suspendeu a ordem do colega. “Quero voltar o Brasil a poder ter paz, segurança jurídica. Pareceu o cachorro do Tom Cavalcante: ‘Para dentro, para fora, para fora, para dentro’. E o cachorro morreu esquizofrênico.”

Ainda sobre Lula, Ciro teceu elogios ao petista, de quem foi ministro da Integração Nacional. “Para mim, Lula não é Satanás como certos setores da imprensa e da opinião brasileira pensam, também não é um Deus, um anjo como certos setores metidos a religiosos do PT pensam. Tive honra de servir como ministro, fez muita coisa boa. Lula foi um bom presidente para o Brasil.”

Ciro foi confrontado sobre a declaração que deu sobre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Apresentador do Jornal Nacional, William Bonner citou a Ciro que Lupi é réu por improbidade administrativa em processo que tramita em Brasília. “Tenho convicção de que ele é homem de bem. A mim surpreende as informações. Informações não estão acertadas. Réu ele não é. Réu, com certeza, ele não é. Carlos Lupi tem a minha confiança cega.”

O presidenciável reforçou a bandeira que tem sustentado de limpar o nome do brasileiro do SPC. A promessa foi chamada de Nome Limpo. “O consumo das famílias é o motor principal do projeto de economia que tenho para o País.” 

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