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Marinho começa último ano de sua gestão sem prazo para o Drenar

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto contra as enchentes não tem previsão
para término e gera insegurança em moradores


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

30/12/2015 | 07:00


A promessa do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), era eliminar as enchentes na cidade por meio do Projeto Drenar, porém, hoje as obras inacabadas geram medo e insegurança para moradores e comerciantes. Com o início do verão, período mais intenso de chuvas, munícipes já projetam mais um ano com alagamentos em áreas centrais.

Com orçamento de R$ 636 milhões, provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Projeto Drenar tinha previsão inicial de término para junho. Entretanto, após atraso em suas intervenções e demissão de funcionários, o prazo foi estendido para o fim de 2016.

Ontem, em visita a três pontos que recebem intervenções, o Diário constatou que até mesmo trabalhadores da obra não descartam alagamentos neste verão. “Lógico que pode ter enchente, a obra ainda não está toda liberada”, relata funcionário que não quis se identificar.

Para o comerciante Valdemir Trindade dos Santos, 40 anos, se as chuvas das últimas semanas já causaram transtornos para quem passa pela região central da cidade, a situação nos próximos meses tende a piorar. “Vai ser mais um ano de espera e incerteza. As tempestades que caíram esses dias mexeram com nosso psicológico. A gente pensa nas enchentes. Eu mesmo, quando tem essas chuvas, fecho a loja com medo de acontecer algo.”

Os transtornos se agravam ainda mais quando são levados em conta os prejuízos dos comerciantes da Rua José Pelosini, via interditada em decorrência do projeto. “Essa obra que nunca acaba só trouxe desemprego para nós. Não bastasse fecharem a rua e demorarem para iniciar as intervenções, diversas lojas tiveram que fechar”, relata a auxiliar de expedição Luzia Rodrigues, 49, que viu o comércio de móveis onde trabalha se tornar apenas um depósito da rede.

Revoltados com os atrasos da obra, moradores, inclusive, preveem mais problemas com o Projeto Drenar em 2016. “Ano que vem tem eleição. Quem garante que até lá eles vão concluir? Aliás, se mudar a gestão, será que não vão querer rever essas obras?”, questiona o taxista Nelson Betin, 50.

Procurada desde o dia 22 para falar sobre o andamento das intervenções, a Prefeitura se calou mais uma vez e não enviou as informações solicitadas pelo Diário, incluindo a previsão para término. A obra é a principal vitrine do candidato a sucessor de Marinho, o atual secretário de Serviços Urbanos, Tarcisio Secoli (PT).

Já o Ministério das Cidades, responsável por parcela da verba do projeto, informou que dos 12 empreendimentos que envolvem o Drenar, quatro já foram concluídos e oito ainda estão em andamento,

Dos R$ 531,5 milhões que o governo federal deveria ter repassado, R$ 364,4 milhões já foram depositados, sendo que somente em 2015 foram R$ 47,5 milhões. O último repasse ocorreu em novembro.

 

Intervenções no Piscinão do Paço só devem ser retomadas em fevereiro

 

Considerada a principal intervenção do Projeto Drenar, a construção do Piscinão do Paço, que quando pronto terá capacidade para armazenar até 220 milhões de litros e será interligado com galerias construídas sob a Rua Jurubatuba e a Avenida Aldino Pinotti, só deve ser retomada em fevereiro, segundo funcionários.

As intervenções estão paralisadas desde outubro, quando a Construtora OAS – responsável pela execução dos serviços – demitiu 120 funcionários alegando falta de pagamento para andamento das intervenções. Atualmente, o canteiro de obras está em estado total de abandono.

“Aqui está tudo parado, pois eles estão aguardando as outras obras, como a da Jurubatuba, acabar para retomarem esse ponto e contratarem mais funcionários. A previsão é que daqui dois meses isso aconteça”, relata um trabalhador, que não quis se identificar. A Prefeitura de São Bernardo foi procurada para confirmar a data, porém, não se manifestou até o fechamento desta edição.  



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Marinho começa último ano de sua gestão sem prazo para o Drenar

Projeto contra as enchentes não tem previsão
para término e gera insegurança em moradores

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

30/12/2015 | 07:00


A promessa do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), era eliminar as enchentes na cidade por meio do Projeto Drenar, porém, hoje as obras inacabadas geram medo e insegurança para moradores e comerciantes. Com o início do verão, período mais intenso de chuvas, munícipes já projetam mais um ano com alagamentos em áreas centrais.

Com orçamento de R$ 636 milhões, provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Projeto Drenar tinha previsão inicial de término para junho. Entretanto, após atraso em suas intervenções e demissão de funcionários, o prazo foi estendido para o fim de 2016.

Ontem, em visita a três pontos que recebem intervenções, o Diário constatou que até mesmo trabalhadores da obra não descartam alagamentos neste verão. “Lógico que pode ter enchente, a obra ainda não está toda liberada”, relata funcionário que não quis se identificar.

Para o comerciante Valdemir Trindade dos Santos, 40 anos, se as chuvas das últimas semanas já causaram transtornos para quem passa pela região central da cidade, a situação nos próximos meses tende a piorar. “Vai ser mais um ano de espera e incerteza. As tempestades que caíram esses dias mexeram com nosso psicológico. A gente pensa nas enchentes. Eu mesmo, quando tem essas chuvas, fecho a loja com medo de acontecer algo.”

Os transtornos se agravam ainda mais quando são levados em conta os prejuízos dos comerciantes da Rua José Pelosini, via interditada em decorrência do projeto. “Essa obra que nunca acaba só trouxe desemprego para nós. Não bastasse fecharem a rua e demorarem para iniciar as intervenções, diversas lojas tiveram que fechar”, relata a auxiliar de expedição Luzia Rodrigues, 49, que viu o comércio de móveis onde trabalha se tornar apenas um depósito da rede.

Revoltados com os atrasos da obra, moradores, inclusive, preveem mais problemas com o Projeto Drenar em 2016. “Ano que vem tem eleição. Quem garante que até lá eles vão concluir? Aliás, se mudar a gestão, será que não vão querer rever essas obras?”, questiona o taxista Nelson Betin, 50.

Procurada desde o dia 22 para falar sobre o andamento das intervenções, a Prefeitura se calou mais uma vez e não enviou as informações solicitadas pelo Diário, incluindo a previsão para término. A obra é a principal vitrine do candidato a sucessor de Marinho, o atual secretário de Serviços Urbanos, Tarcisio Secoli (PT).

Já o Ministério das Cidades, responsável por parcela da verba do projeto, informou que dos 12 empreendimentos que envolvem o Drenar, quatro já foram concluídos e oito ainda estão em andamento,

Dos R$ 531,5 milhões que o governo federal deveria ter repassado, R$ 364,4 milhões já foram depositados, sendo que somente em 2015 foram R$ 47,5 milhões. O último repasse ocorreu em novembro.

 

Intervenções no Piscinão do Paço só devem ser retomadas em fevereiro

 

Considerada a principal intervenção do Projeto Drenar, a construção do Piscinão do Paço, que quando pronto terá capacidade para armazenar até 220 milhões de litros e será interligado com galerias construídas sob a Rua Jurubatuba e a Avenida Aldino Pinotti, só deve ser retomada em fevereiro, segundo funcionários.

As intervenções estão paralisadas desde outubro, quando a Construtora OAS – responsável pela execução dos serviços – demitiu 120 funcionários alegando falta de pagamento para andamento das intervenções. Atualmente, o canteiro de obras está em estado total de abandono.

“Aqui está tudo parado, pois eles estão aguardando as outras obras, como a da Jurubatuba, acabar para retomarem esse ponto e contratarem mais funcionários. A previsão é que daqui dois meses isso aconteça”, relata um trabalhador, que não quis se identificar. A Prefeitura de São Bernardo foi procurada para confirmar a data, porém, não se manifestou até o fechamento desta edição.  

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