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Senador José Alencar defende nacionalismo


Do Diário do Grande ABC

12/02/2000 | 14:03


O senador mineiro José Alencar (PMDB) - um dos empresários de mais sucesso do país - sentia-se um "dinossauro" quando abria a boca para falar do seu nacionalista. ``Mesmo os homens públicos ficavam constrangidos de assumir a posiçao, com medo de serem tachados de retrógrados'', lamenta. Para o senador, um quase estreante na política, o nacionalismo ressurge com uma nova faceta, porque ``todos começam a compreender que qualquer naçao que se preza é nacionalista''.

``Os Estados Unidos sao extrema e legitimamente nacionalistas'', compara José Alencar, lembrando que nacionalismo nao pode ser confundido com xenofobia. ``Nenhum dicionário do mundo registra assim'', ressalta o senador, para quem o nacionalismo está em voga até mesmo porque os brasileiros começam a se espelhar em países do primeiro mundo. ``A desnacionalizaçao excessiva da economia assusta. Mesmo as empresas estrangeiras daqui tomam decisoes lá fora'', sustenta.

Desnacionalizaçao - Dono da Coteminas - o maior grupo têxtil brasileiro - , José Alencar garante que nao reclama da convivência com as empresas estrangeiras, mas sim com práticas que liquidam as indústrias nacionais. Como empresário, ele afirma que fica indignado com a desnacionalizaçao do país. ``Nós precisamos que as empresas estrangeiras venham crescer conosco e nao às nossas custas'', diz, referindo-se à critica que considera os nacionalistas um espelho dos xenófobos.

Segundo José Alencar, a Coteminas sobrevive porque só compra matéria-prima à vista, vende a prazo, mas nao desconta suas duplicatas''. O senador assegura que, se dependesse de bancos, a empresa estaria quebrada, já que nao existem no país meios de alavancagem a crédito, como nos países que concorrem com o Brasil. Ele diz que o setor de algodao brasileiro está arrasado, porque nao tem condiçoes de competir com os estrangeiros e pagar taxas de juros de até 100%.

Ressurreiçao - José Alencar, que está no primeiro mandato, acredita que o Senado está resgatando o movimento nacionalista. Ele aponta como exemplo o impedimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) de financiar empresas estrangeiras que participarao do leilao do Banespa. ``Começa a haver uma sedimentaçao da cultura nacionalista'', prega, apontando que a reaçao de parte do Congresso Nacional à açao do BNDES é um reflexo da posiçao contrária da sociedade.



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