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Reabrir escolas onde não há controle da covid-19 piora o problema, diz OMS



05/08/2020 | 16:39


O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse nesta quarta-feira, 5, que realizar a volta às aulas em países que não controlaram a transmissão de covid-19 piora o problema.

"Nós todos queremos nossas crianças de volta às escolas", afirmou durante live para responder dúvidas do público. "Mas abrir as instituições em meio à transmissão comunitária provavelmente vai piorar o problema".

A líder técnica da resposta ao coronavírus da OMS, Maria Van Kerkhove, declarou que, nesta discussão, é necessário sempre lembrar que escolas não são ambientes separados de seu entorno. "Se houver transmissão na comunidade, essa transmissão vai acontecer no ambiente escolar".

Ryan apontou que reconhece o preço que os menores estão pagando por essa falta de acesso à educação. "Muitos países usam as escolas como um ambiente seguro para crianças, para garantir acesso à alimentação e prevenir exploração e abusos a elas", disse.

Porém, acrescentou que retomar o ensino presencial nos países em que o vírus está descontrolado vai gerar uma situação de "abre e fecha". "Para reabrir, também são necessárias medidas para reduzir a transmissão no ambiente escolar e protocolos para reagir caso existam casos no local".

O diretor também avaliou que a reabertura envolve não somente mudanças, mas investimentos para aplicar essa modificações, o que pressupõe gastos.

Os dois afirmaram que as instituições de ensino variam muito entre si, então não é possível oferecer uma receita para reabertura que abranja todas. "Escolas são diferentes pelo mundo. E aquelas para crianças pequenas são diferentes de outras pro Ensino Médio, que também se diferem de universidades e faculdades", afirmou Maria.

Pouco mais de dez países já abriram suas escolas, entre eles França, Alemanha e Austrália, mas 1 bilhão de alunos no mundo (60% do total) ainda estão sem aulas, segundo a Unesco.

Reabertura de escolas no Brasil

Na segunda-feira, 3, Ryan declarou que a pandemia no País continua a ser preocupante e avaliou que o primeiro passo para controle é suprimir a transmissão intensa do vírus.

Segundo a OMS, o Brasil tem contabilizado cerca de 60 mil novos casos diariamente. No total, são 2,8 milhões de infecções e mais de 96 mil mortes registradas, o que o coloca o país em segundo lugar no ranking de países com mais infectados pela covid-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

A decisão pela volta às aulas é dos Estados. Em São Paulo, caso seja mantida a fase amarela do plano de reabertura por 28 dias, a expectativa é retornar ao ensino presencial no dia 8 de setembro. Porém, mesmo com o sinal verde, cidades como a capital paulista e os sete municípios que compõem o ABC paulista não pretendem seguir o calendário.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS na América Latina, declarou na terça-feira, 4, que a situação do Brasil é crítica e ressaltou São Paulo e Bahia como Estados que enfrentam alto número de novos casos e mortes.



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Reabrir escolas onde não há controle da covid-19 piora o problema, diz OMS


05/08/2020 | 16:39


O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse nesta quarta-feira, 5, que realizar a volta às aulas em países que não controlaram a transmissão de covid-19 piora o problema.

"Nós todos queremos nossas crianças de volta às escolas", afirmou durante live para responder dúvidas do público. "Mas abrir as instituições em meio à transmissão comunitária provavelmente vai piorar o problema".

A líder técnica da resposta ao coronavírus da OMS, Maria Van Kerkhove, declarou que, nesta discussão, é necessário sempre lembrar que escolas não são ambientes separados de seu entorno. "Se houver transmissão na comunidade, essa transmissão vai acontecer no ambiente escolar".

Ryan apontou que reconhece o preço que os menores estão pagando por essa falta de acesso à educação. "Muitos países usam as escolas como um ambiente seguro para crianças, para garantir acesso à alimentação e prevenir exploração e abusos a elas", disse.

Porém, acrescentou que retomar o ensino presencial nos países em que o vírus está descontrolado vai gerar uma situação de "abre e fecha". "Para reabrir, também são necessárias medidas para reduzir a transmissão no ambiente escolar e protocolos para reagir caso existam casos no local".

O diretor também avaliou que a reabertura envolve não somente mudanças, mas investimentos para aplicar essa modificações, o que pressupõe gastos.

Os dois afirmaram que as instituições de ensino variam muito entre si, então não é possível oferecer uma receita para reabertura que abranja todas. "Escolas são diferentes pelo mundo. E aquelas para crianças pequenas são diferentes de outras pro Ensino Médio, que também se diferem de universidades e faculdades", afirmou Maria.

Pouco mais de dez países já abriram suas escolas, entre eles França, Alemanha e Austrália, mas 1 bilhão de alunos no mundo (60% do total) ainda estão sem aulas, segundo a Unesco.

Reabertura de escolas no Brasil

Na segunda-feira, 3, Ryan declarou que a pandemia no País continua a ser preocupante e avaliou que o primeiro passo para controle é suprimir a transmissão intensa do vírus.

Segundo a OMS, o Brasil tem contabilizado cerca de 60 mil novos casos diariamente. No total, são 2,8 milhões de infecções e mais de 96 mil mortes registradas, o que o coloca o país em segundo lugar no ranking de países com mais infectados pela covid-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

A decisão pela volta às aulas é dos Estados. Em São Paulo, caso seja mantida a fase amarela do plano de reabertura por 28 dias, a expectativa é retornar ao ensino presencial no dia 8 de setembro. Porém, mesmo com o sinal verde, cidades como a capital paulista e os sete municípios que compõem o ABC paulista não pretendem seguir o calendário.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS na América Latina, declarou na terça-feira, 4, que a situação do Brasil é crítica e ressaltou São Paulo e Bahia como Estados que enfrentam alto número de novos casos e mortes.

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