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CVC descumpre data para divulgar balanço

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com novo adiamento na publicação de resultados, companhia está sujeita a multa diária


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/06/2020 | 08:36


Descumprindo prazo legal que já foi prorrogado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia ligada ao Ministério da Economia e responsável pela fiscalização do mercado de ações, a CVC Corp atrasou pela terceira vez a divulgação dos resultados financeiros. Os números, referentes ao quarto trimestre de 2019, devem ser disponibilizados até 31 de julho. Mas, mesmo que a empresa de turismo sediada em Santo André tenha justificado o atraso por causa de erro contábil e da pandemia, a CVC deve pagar R$ 1.000 de multa por dia de atraso. De acordo com especialista, a postergação também deixa clima de insegurança para os investidores.

Em fato relevante, a companhia afirmou que, apesar dos processos de revisão relacionados à contabilização dos valores, “não foi possível, até o presente momento, finalizar a elaboração das demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2019, não apenas em virtude do grau de complexidade envolvido naqueles processos, mas também pelos impactos e restrições operacionais decorrentes da pandemia de Covid-19”, informou.

A companhia também afirmou que trabalha na conclusão do processo, que pretende apresentar as demonstrações até 31 de julho e que a apuração independente relacionada aos erros contábeis se encontra em estágio final. Caso o novo prazo se cumpra, a empresa precisará desembolsar R$ 61 mil, já que o prazo da CVM era dia 31 de maio.
Questionada sobre o assunto, a comissão informou que acompanha e analisa informações e movimentações no mercado de valores mobiliários, mantendo contato direto com os participantes do segmento, e tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário. “A autarquia não comenta questões que tendem a estar no âmbito de casos específicos em andamento”, informou em nota, mas ressaltou que o artigo 58 da instrução CVM 480/2009 esclarece que o emissor “está sujeito à multa diária prevista na norma que trata de multas cominatórias em virtude do descumprimento dos prazos previstos nesta instrução para entrega de informações periódicas.”

Conforme o Diário vem noticiando, a CVC passa por cenário complicado desde o ano passado, causado por derrotas comerciais e jurídicas, crescente alta do dólar e aumento da concorrência, entre outros. A possibilidade de erro contábil foi assumida no início deste ano e culminou com a saída do ex-presidente Luiz Fernando Fogaça, substituído por Leonel Andrade, ex-CEO da Smiles, programa de milhagem da companhia aérea Gol.

Economista da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti afirmou que o novo adiamento causa insegurança nos investidores. “Já é esperado que a empresa vai ser muito impactada no balanço de 2019. Isso porque não estamos nem falando do primeiro trimestre de 2020. Ou seja, o impacto ainda está por vir, porque, com o isolamento físico, a empresa praticamente não teve faturamento”, informou.

No pregão da Bovespa de ontem, as ações da empresa tiveram queda de 0,10% e fecharam valendo R$ 19,80. Neste ano, os papéis já sofreram desvalorização de 54,57%, já que iniciaram 2020 valendo R$ 44,32.

Em relação ao mercado, atualmente a companhia tem valor de R$ 2,971 bilhões. No início do ano, no entanto, a CVC valia cerca de R$ 6,57 bilhões.  

Empresa tem linha de crédito para agências

A CVC Corp ofereceu uma linha de crédito direcionada para as agências de turismo franqueadas. Em parceria com a Caixa, a companhia visa socorrer as unidades, que estão fechadas por causa da pandemia.

Reportagem do Diário, publicada em maio, revelou a situação dos 1.400 pontos de venda espalhados pelo Brasil, e que cerca de 280 já estavam em vias de encerrar as atividades. Para tentar evitar a situação de quebra, as agências pediam socorro à empresa, o que ainda não era oferecido.

A CVC enviou aos franqueados uma mensagem na qual explica sobre a finalização das tratativas com a Caixa. “Estamos liberando a base das agências que estão preparadas para receber cada franqueado CVC, com atendimento exclusivo para a nossa rede de franquias”, diz o texto.

Questionada, a Caixa confirmou que busca parcerias com empresas e entidades representativas dos setores mais afetados neste momento de pandemia de Covid-19, com a disponibilização de crédito em condições diferenciadas aos associados e franqueados, por meio de pacote desenvolvido a partir das necessidades mapeadas. O acesso à solicitação de crédito é feito por meio do www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa.

A abordagem foi iniciada com aproximadamente 50 franqueados, “reforçando a atuação da Caixa junto aos pequenos empresários afetados nesse momento”, informou o banco sobre a CVC.

De acordo com o banco, as linhas de crédito que estão sendo ofertadas são as de capital de giro, em especial a com Aval Fampe (Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas) em parceria com o Sebrae. Essa linha disponibiliza um prazo de carência de até um ano para que os empresários comecem a pagar o montante. Por exemplo, uma empresa de pequeno porte consegue contratar até R$ 125 mil, com carência de um ano, amortização pós-carência de 36 meses e taxas de juros a 1,19% ao mês.
Questionada sobre os dois assuntos pela equipes de reportagem, a CVC não se posicionou .



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CVC descumpre data para divulgar balanço

Com novo adiamento na publicação de resultados, companhia está sujeita a multa diária

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/06/2020 | 08:36


Descumprindo prazo legal que já foi prorrogado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia ligada ao Ministério da Economia e responsável pela fiscalização do mercado de ações, a CVC Corp atrasou pela terceira vez a divulgação dos resultados financeiros. Os números, referentes ao quarto trimestre de 2019, devem ser disponibilizados até 31 de julho. Mas, mesmo que a empresa de turismo sediada em Santo André tenha justificado o atraso por causa de erro contábil e da pandemia, a CVC deve pagar R$ 1.000 de multa por dia de atraso. De acordo com especialista, a postergação também deixa clima de insegurança para os investidores.

Em fato relevante, a companhia afirmou que, apesar dos processos de revisão relacionados à contabilização dos valores, “não foi possível, até o presente momento, finalizar a elaboração das demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2019, não apenas em virtude do grau de complexidade envolvido naqueles processos, mas também pelos impactos e restrições operacionais decorrentes da pandemia de Covid-19”, informou.

A companhia também afirmou que trabalha na conclusão do processo, que pretende apresentar as demonstrações até 31 de julho e que a apuração independente relacionada aos erros contábeis se encontra em estágio final. Caso o novo prazo se cumpra, a empresa precisará desembolsar R$ 61 mil, já que o prazo da CVM era dia 31 de maio.
Questionada sobre o assunto, a comissão informou que acompanha e analisa informações e movimentações no mercado de valores mobiliários, mantendo contato direto com os participantes do segmento, e tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário. “A autarquia não comenta questões que tendem a estar no âmbito de casos específicos em andamento”, informou em nota, mas ressaltou que o artigo 58 da instrução CVM 480/2009 esclarece que o emissor “está sujeito à multa diária prevista na norma que trata de multas cominatórias em virtude do descumprimento dos prazos previstos nesta instrução para entrega de informações periódicas.”

Conforme o Diário vem noticiando, a CVC passa por cenário complicado desde o ano passado, causado por derrotas comerciais e jurídicas, crescente alta do dólar e aumento da concorrência, entre outros. A possibilidade de erro contábil foi assumida no início deste ano e culminou com a saída do ex-presidente Luiz Fernando Fogaça, substituído por Leonel Andrade, ex-CEO da Smiles, programa de milhagem da companhia aérea Gol.

Economista da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti afirmou que o novo adiamento causa insegurança nos investidores. “Já é esperado que a empresa vai ser muito impactada no balanço de 2019. Isso porque não estamos nem falando do primeiro trimestre de 2020. Ou seja, o impacto ainda está por vir, porque, com o isolamento físico, a empresa praticamente não teve faturamento”, informou.

No pregão da Bovespa de ontem, as ações da empresa tiveram queda de 0,10% e fecharam valendo R$ 19,80. Neste ano, os papéis já sofreram desvalorização de 54,57%, já que iniciaram 2020 valendo R$ 44,32.

Em relação ao mercado, atualmente a companhia tem valor de R$ 2,971 bilhões. No início do ano, no entanto, a CVC valia cerca de R$ 6,57 bilhões.  

Empresa tem linha de crédito para agências

A CVC Corp ofereceu uma linha de crédito direcionada para as agências de turismo franqueadas. Em parceria com a Caixa, a companhia visa socorrer as unidades, que estão fechadas por causa da pandemia.

Reportagem do Diário, publicada em maio, revelou a situação dos 1.400 pontos de venda espalhados pelo Brasil, e que cerca de 280 já estavam em vias de encerrar as atividades. Para tentar evitar a situação de quebra, as agências pediam socorro à empresa, o que ainda não era oferecido.

A CVC enviou aos franqueados uma mensagem na qual explica sobre a finalização das tratativas com a Caixa. “Estamos liberando a base das agências que estão preparadas para receber cada franqueado CVC, com atendimento exclusivo para a nossa rede de franquias”, diz o texto.

Questionada, a Caixa confirmou que busca parcerias com empresas e entidades representativas dos setores mais afetados neste momento de pandemia de Covid-19, com a disponibilização de crédito em condições diferenciadas aos associados e franqueados, por meio de pacote desenvolvido a partir das necessidades mapeadas. O acesso à solicitação de crédito é feito por meio do www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa.

A abordagem foi iniciada com aproximadamente 50 franqueados, “reforçando a atuação da Caixa junto aos pequenos empresários afetados nesse momento”, informou o banco sobre a CVC.

De acordo com o banco, as linhas de crédito que estão sendo ofertadas são as de capital de giro, em especial a com Aval Fampe (Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas) em parceria com o Sebrae. Essa linha disponibiliza um prazo de carência de até um ano para que os empresários comecem a pagar o montante. Por exemplo, uma empresa de pequeno porte consegue contratar até R$ 125 mil, com carência de um ano, amortização pós-carência de 36 meses e taxas de juros a 1,19% ao mês.
Questionada sobre os dois assuntos pela equipes de reportagem, a CVC não se posicionou .

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