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Bem Harper 'sujão'


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

04/07/2009 | 07:00


Ben Harper é o típico músico que consegue a proeza de ser respeitado por seguidores de vários gêneros musicais. O cantor e guitarrista norte-americano nascido na Califórnia acaba de lançar seu nono álbum, "White Lies for Dark Times" (EMI Records, R$ 28 em média).

Acompanhado agora por uma nova banda, a Relentless7, Ben Harper volta cheio de força, revigorado.

Musicalmente distante do descontraído "Lifeline", seu trabalho anterior lançado em 2007, este novo CD é sujo, pesado, à exceção das canções "Skin Thin" e "Faithfully Remain".

"White Lies for Dark Times" traz onze músicas, rock puro, oferece também suingue e coros vocais.

O passeio sonoro começa com "Number With no Name". Empolgante, tem refrão forte e arranjos do rock sulista criado nos Estados Unidos ainda nos anos 1970 ao estilo do grupo Lynyrd Skynyrd.

Por quase todo o CD, Harper mostra influências da música de Jimi Hendrix, lembra Neil Young e, claro, uma das suas maiores referências, o cantor de soul e R&B, Marvin Gaye.

Riffs vigorosos são apresentados em "Shimmer & Shine" (canção que rendeu um clipe), esta, ao lado de "Boots Like These", define bem a temática do CD: rock ‘n' roll.

DOSE CERTA - Harper compôs quase todas as canções junto aos companheiros do Relentless7. Um dos trunfos do álbum é a medida certa nas misturas de texturas sonoras, como o abuso da sujeira sonora em "Up to You Now" mesclada à brisa despretensiosa que surge em "Keep it Together" (So We Can Fall Apart).

A produção assinada pelo próprio Harper, pelos amigos do Relentless7 e também por Danny Kalh é ótima, os instrumentos passeiam livremente e o resultado é bonito. Algumas canções soam como puro improviso feito em estúdio: rebarbas parecem ter sido deixadas propositalmente, como o ruído de dedos que se arrastam pelo violão em "The World Suicide". É rock puro, honesto em sua essência.



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Bem Harper 'sujão'

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

04/07/2009 | 07:00


Ben Harper é o típico músico que consegue a proeza de ser respeitado por seguidores de vários gêneros musicais. O cantor e guitarrista norte-americano nascido na Califórnia acaba de lançar seu nono álbum, "White Lies for Dark Times" (EMI Records, R$ 28 em média).

Acompanhado agora por uma nova banda, a Relentless7, Ben Harper volta cheio de força, revigorado.

Musicalmente distante do descontraído "Lifeline", seu trabalho anterior lançado em 2007, este novo CD é sujo, pesado, à exceção das canções "Skin Thin" e "Faithfully Remain".

"White Lies for Dark Times" traz onze músicas, rock puro, oferece também suingue e coros vocais.

O passeio sonoro começa com "Number With no Name". Empolgante, tem refrão forte e arranjos do rock sulista criado nos Estados Unidos ainda nos anos 1970 ao estilo do grupo Lynyrd Skynyrd.

Por quase todo o CD, Harper mostra influências da música de Jimi Hendrix, lembra Neil Young e, claro, uma das suas maiores referências, o cantor de soul e R&B, Marvin Gaye.

Riffs vigorosos são apresentados em "Shimmer & Shine" (canção que rendeu um clipe), esta, ao lado de "Boots Like These", define bem a temática do CD: rock ‘n' roll.

DOSE CERTA - Harper compôs quase todas as canções junto aos companheiros do Relentless7. Um dos trunfos do álbum é a medida certa nas misturas de texturas sonoras, como o abuso da sujeira sonora em "Up to You Now" mesclada à brisa despretensiosa que surge em "Keep it Together" (So We Can Fall Apart).

A produção assinada pelo próprio Harper, pelos amigos do Relentless7 e também por Danny Kalh é ótima, os instrumentos passeiam livremente e o resultado é bonito. Algumas canções soam como puro improviso feito em estúdio: rebarbas parecem ter sido deixadas propositalmente, como o ruído de dedos que se arrastam pelo violão em "The World Suicide". É rock puro, honesto em sua essência.

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