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Cooperativas de crédito ampliam na região


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

04/07/2009 | 07:00


Hoje, dia em que se comemora o Dia do Cooperativismo, duas cooperativas de crédito empresarial do Grande ABC, a Crediacisa e a Sicredi Ciesp ABCD, têm o que festejar, apesar da crise financeira global. Ambas seguem com adesão crescente de associados e têm planos de ampliar suas áreas de atuação ainda neste ano.

Para dar prosseguimento aos projetos de expansão, dependem da autorização do BC - que regula a atividade. Com esse aval, esperam acelerar ainda mais o ritmo de expansão de suas operações.

No caso da Crediacisa, que é ligada à Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) e ao Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) e hoje está limitada a atender empresas situadas no município, a meta é chegar a outras cidades da região.

A que faz parte do Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) atualmente só pode servir indústrias associadas ao Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) nos sete municípios. Solicitou junto ao governo federal para operar também com companhias da área comercial e de serviços filiadas ou não à entidade industrial.

A cooperativa da Acisa tem crescido rápido. Fundada há quatro anos e destinada a atender pequenos empresários, profissionais liberais e autônomos, reunia no ano passado 230 associados e uma carteira de R$ 1,3 milhão em empréstimos. Atualmente já são 405 sócios e R$ 2,2 milhões de recursos emprestados.

Por sua vez, o Sicredi Ciesp ABCD sentiu os efeitos das turbulências, que geraram retração nas vendas do setor industrial. O presidente da entidade, César Garbus, estima que o volume de recursos administrados ficou estável frente ao mesmo período do ano passado, mas caiu em 20% as tomadas de empréstimos.

"Com menos encomendas, as indústrias demandam menos crédito", citou. Apesar disso, Garbus observou que o número de associados continua em ascensão. Atualmente são cerca de 630 cooperados. No fim de 2008, eram por volta de 600.

FATORES - O que favorece o fortalecimento da atividade? Taxas em geral menores que as dos bancos tradicionais e atendimento personalizado são citados como pontos atrativos pelos representantes do setor e por quem aderiu ao sistema.

Cliente há dois anos da Crediacisa, Paulo Rogério Jordão, que tem oficina de funilaria de carros em Santo André, ressaltou essas duas qualidades, ao falar sobre os serviços da cooperativa. Ele comparou a taxa de cheque especial pessoa jurídica de um grande banco no qual também tem conta, que gira em 5,5% a 6%, com o da entidade, que é de 2%. "Só isso já compensa, fora o acesso direto ao gerente", afirmou.

Os custos reduzidos são possíveis já que as instituições não têm como foco principal o lucro, mas sim a administração dos recursos dos associados. Isso porque os cooperados são, de certa forma, donos da entidade, já que, para ingressarem, têm de adquirir cotas da cooperativa.



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Cooperativas de crédito ampliam na região

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

04/07/2009 | 07:00


Hoje, dia em que se comemora o Dia do Cooperativismo, duas cooperativas de crédito empresarial do Grande ABC, a Crediacisa e a Sicredi Ciesp ABCD, têm o que festejar, apesar da crise financeira global. Ambas seguem com adesão crescente de associados e têm planos de ampliar suas áreas de atuação ainda neste ano.

Para dar prosseguimento aos projetos de expansão, dependem da autorização do BC - que regula a atividade. Com esse aval, esperam acelerar ainda mais o ritmo de expansão de suas operações.

No caso da Crediacisa, que é ligada à Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) e ao Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) e hoje está limitada a atender empresas situadas no município, a meta é chegar a outras cidades da região.

A que faz parte do Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) atualmente só pode servir indústrias associadas ao Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) nos sete municípios. Solicitou junto ao governo federal para operar também com companhias da área comercial e de serviços filiadas ou não à entidade industrial.

A cooperativa da Acisa tem crescido rápido. Fundada há quatro anos e destinada a atender pequenos empresários, profissionais liberais e autônomos, reunia no ano passado 230 associados e uma carteira de R$ 1,3 milhão em empréstimos. Atualmente já são 405 sócios e R$ 2,2 milhões de recursos emprestados.

Por sua vez, o Sicredi Ciesp ABCD sentiu os efeitos das turbulências, que geraram retração nas vendas do setor industrial. O presidente da entidade, César Garbus, estima que o volume de recursos administrados ficou estável frente ao mesmo período do ano passado, mas caiu em 20% as tomadas de empréstimos.

"Com menos encomendas, as indústrias demandam menos crédito", citou. Apesar disso, Garbus observou que o número de associados continua em ascensão. Atualmente são cerca de 630 cooperados. No fim de 2008, eram por volta de 600.

FATORES - O que favorece o fortalecimento da atividade? Taxas em geral menores que as dos bancos tradicionais e atendimento personalizado são citados como pontos atrativos pelos representantes do setor e por quem aderiu ao sistema.

Cliente há dois anos da Crediacisa, Paulo Rogério Jordão, que tem oficina de funilaria de carros em Santo André, ressaltou essas duas qualidades, ao falar sobre os serviços da cooperativa. Ele comparou a taxa de cheque especial pessoa jurídica de um grande banco no qual também tem conta, que gira em 5,5% a 6%, com o da entidade, que é de 2%. "Só isso já compensa, fora o acesso direto ao gerente", afirmou.

Os custos reduzidos são possíveis já que as instituições não têm como foco principal o lucro, mas sim a administração dos recursos dos associados. Isso porque os cooperados são, de certa forma, donos da entidade, já que, para ingressarem, têm de adquirir cotas da cooperativa.

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