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Profissionais no Brasil trabalham mais

No País, 43% cumprem entre nove e 11 horas de trabalho
por dia, contra 38% da média mundial, segundo levantamento


Alexandre Melo
do Diário do Grande ABC

21/11/2011 | 07:00


Quase metade dos brasileiros trabalha entre nove e 11 horas por dia. Dos 523 profissionais ouvidos no Brasil, 43% têm essa carga horária. Nos demais 84 países, onde a pesquisa também foi realizada, a média é de 38%, aponta levantamento da Regus, empresa que fornece espaços para trabalho flexível.

Segundo o diretor-geral, Guilherme Ribeiro, uma das explicações para o cenário é que os profissionais brasileiros estão mais requisitados, principalmente entre as multinacionais, devido à economia estável e aos bons resultados provenientes das filiais.

Outro indicador obtido pelo estudo é que 17% dos profissionais no Brasil e 10% em outros países trabalham mais de 11 horas por dia regularmente. A companhia ouviu 12 mil pessoas ao redor do mundo.

A DISTÂNCIA - Para o executivo da Regus, o estudo deixa claro que a indefinição entre os limites da vida pessoal e do trabalho é cada vez maior. Mais de três vezes por semana, 46% dos gerentes, diretores e microempresários entrevistados no País levam tarefas para serem finalizadas em casa. No comparativo global, o índice alcançou 43%.

Trabalhar remotamente pode significar menos estresse para muitas pessoas, mas para 308 profissionais ouvidos na pesquisa (59% do recorte nacional) é sinônimo de mais horas na labuta. Isso porque eles levam mais trabalho para casa quando comparados àqueles que possuem local fixo.

TRÂNSITO - No entanto, a redução do estresse quando se trabalha remotamente também é proporcionada pela diminuição de horas em trânsito para chegar à empresa.

Ribeiro lembrou de outra pesquisa recente da Regus cujo resultado foi que 32% dos entrevistados que trabalham em grandes empresas gastam de 40 minutos a uma hora para se locomoverem todos os dias.

Ao considerar moradores do Grande ABC, que trabalham em São Paulo em horário comercial, não é preciso fazer muitos cálculos para saber que qualquer congestionamento deixa apenas o caminho de ida, ou volta, mais longo do que uma hora. Na pesquisa, Ribeiro pontuou que 27% passam mais de 1 hora no trajeto entre a casa e o trabalho.

CURIOSIDADE - Conforme o recorte da pesquisa no Brasil, os fluminenses desbancam a fama de workaholic (viciado em trabalho) dos paulistas. Percentual de 52% dos entrevistados no Rio de Janeiro afirmou trabalhar de nove a 11 horas diariamente. Logo vêm os paulistas, com 44%, seguidos pelos moradores de Brasília (40%) e Belo Horizonte (21%).

Já quando o assunto é levar trabalho para casa mais de três vezes por semana, os mineiros ganham com 53%.

MULHERES - Por gênero, as mulheres estão menos sujeitas a ficar mais de 11 horas trabalhando. Somente 3,8% delas disseram ter carga horária superior a 11 horas por dia, enquanto que, entre eles, este percentual é de 20,4%.

No entanto dentro do grupo das mulheres existe divergência na média de horas trabalhadas determinada pelo porte da companhia em que elas atuam, destacou Ribeiro. "Se por um lado as mulheres estão menos propensas a trabalhar mais horas do que os homens, as profissionais que atuam em pequenas corporações têm ritmo mais acelerado quando comparado àquelas que trabalham em grandes empresas."

 

 

 

 



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Profissionais no Brasil trabalham mais

No País, 43% cumprem entre nove e 11 horas de trabalho
por dia, contra 38% da média mundial, segundo levantamento

Alexandre Melo
do Diário do Grande ABC

21/11/2011 | 07:00


Quase metade dos brasileiros trabalha entre nove e 11 horas por dia. Dos 523 profissionais ouvidos no Brasil, 43% têm essa carga horária. Nos demais 84 países, onde a pesquisa também foi realizada, a média é de 38%, aponta levantamento da Regus, empresa que fornece espaços para trabalho flexível.

Segundo o diretor-geral, Guilherme Ribeiro, uma das explicações para o cenário é que os profissionais brasileiros estão mais requisitados, principalmente entre as multinacionais, devido à economia estável e aos bons resultados provenientes das filiais.

Outro indicador obtido pelo estudo é que 17% dos profissionais no Brasil e 10% em outros países trabalham mais de 11 horas por dia regularmente. A companhia ouviu 12 mil pessoas ao redor do mundo.

A DISTÂNCIA - Para o executivo da Regus, o estudo deixa claro que a indefinição entre os limites da vida pessoal e do trabalho é cada vez maior. Mais de três vezes por semana, 46% dos gerentes, diretores e microempresários entrevistados no País levam tarefas para serem finalizadas em casa. No comparativo global, o índice alcançou 43%.

Trabalhar remotamente pode significar menos estresse para muitas pessoas, mas para 308 profissionais ouvidos na pesquisa (59% do recorte nacional) é sinônimo de mais horas na labuta. Isso porque eles levam mais trabalho para casa quando comparados àqueles que possuem local fixo.

TRÂNSITO - No entanto, a redução do estresse quando se trabalha remotamente também é proporcionada pela diminuição de horas em trânsito para chegar à empresa.

Ribeiro lembrou de outra pesquisa recente da Regus cujo resultado foi que 32% dos entrevistados que trabalham em grandes empresas gastam de 40 minutos a uma hora para se locomoverem todos os dias.

Ao considerar moradores do Grande ABC, que trabalham em São Paulo em horário comercial, não é preciso fazer muitos cálculos para saber que qualquer congestionamento deixa apenas o caminho de ida, ou volta, mais longo do que uma hora. Na pesquisa, Ribeiro pontuou que 27% passam mais de 1 hora no trajeto entre a casa e o trabalho.

CURIOSIDADE - Conforme o recorte da pesquisa no Brasil, os fluminenses desbancam a fama de workaholic (viciado em trabalho) dos paulistas. Percentual de 52% dos entrevistados no Rio de Janeiro afirmou trabalhar de nove a 11 horas diariamente. Logo vêm os paulistas, com 44%, seguidos pelos moradores de Brasília (40%) e Belo Horizonte (21%).

Já quando o assunto é levar trabalho para casa mais de três vezes por semana, os mineiros ganham com 53%.

MULHERES - Por gênero, as mulheres estão menos sujeitas a ficar mais de 11 horas trabalhando. Somente 3,8% delas disseram ter carga horária superior a 11 horas por dia, enquanto que, entre eles, este percentual é de 20,4%.

No entanto dentro do grupo das mulheres existe divergência na média de horas trabalhadas determinada pelo porte da companhia em que elas atuam, destacou Ribeiro. "Se por um lado as mulheres estão menos propensas a trabalhar mais horas do que os homens, as profissionais que atuam em pequenas corporações têm ritmo mais acelerado quando comparado àquelas que trabalham em grandes empresas."

 

 

 

 

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