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Estresse por dívidas derruba a produtividade

Especialista lança guia para que as empresas orientem os funcionários a gerir melhor as finanças


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

16/11/2013 | 07:00


Como elevar a produtividade dos funcionários combatendo o estresse? Um dos caminhos para isso é a orientação financeira. Conhecidas como geradoras de conflitos em relacionamentos, as dívidas também deixam os trabalhadores menos eficientes. E, como contribuição para saná-las, as empresas podem criar programas de educação financeira com o objetivo de ter um retorno positivo, muitas vezes, inclusive com os próprios recursos.

Esse é o intuito do Gefat (Guia de Educação Financeira no Ambiente de Trabalho), do especialista em finanças pessoais André Massaro. Gratuito e disponível no site www.andremassaro.com.br/GEFAT/, o documento explica para os empregadores como desenvolver programas para orientação financeira aos funcionários, e aborda os possíveis resultados de ganho de produtividade dentro da firma.

“Esta é uma visão de alguns anos atrás. As empresas perceberam uma correlação entre os problemas financeiros dos funcionários e a queda na produtividade”, destaca Massaro.

Ele deixa claro que não há estudos no Brasil que relacionem os problemas de finanças pessoais com a produtividade. Mas, garante que nos Estados Unidos e no Canadá, onde a educação financeira é mais avançada, principalmente pela alta complexidade do seu sistema econômico, várias publicações abordaram o tema.

Entre elas, citada no guia, está a EmployeeFinancial Wellness Survey 2012 (Pesquisa de Bem-estar Financeiro do Empregado), da PricewaterhouseCoopers. O documento revela que, em média, nos Estados Unidos, 97% dos funcionários utilizam horas de trabalho para cuidar das questões financeiras pessoais.

O estudo aponta ainda que 22% dos trabalhadores direcionam pelo menos 20 horas por mês correndo atrás das suas finanças dentro do ambiente da empresa. “O problema financeiro gera estresse. Faz com que o empregado se concentre menos no trabalho”, aponta o especialista em finanças pessoais.
Massaro destaca ainda que a falta de controle orçamentário dentro de casa tira tanto a atenção dos trabalhadores que chega a até gerar acidentes na companhia.

Sócio-diretor da Mais Ativos, o educador financeiro Álvaro Modernell apresentou outras consequências que os problemas financeiros podem acarretar. Para começar, ele relaciona a queda de produtividade ao menor índice de criatividade que o funcionário terá com as contas no vermelho na cabeça. “Também ficará com muito cansaço e irritabilidade”, diz, o que provavelmente vai gerar conflitos de relacionamentos com os colegas de trabalho.

DETECTANDO - Como ética profissional, é esperado que os superiores não questionem os funcionários sobre suas situações financeiras. Mas, é possível detectar de outras maneiras os problemas dos empregados. O método mais simples é levantar como estão os empréstimos consignados. Caso a demanda esteja acentuada, e com número elevado de novas contratados do crédito, é sinal de que as pessoas estão tentando readequar seus orçamentos.

Muitos pedidos de adiantamentos de pagamentos também sinalizam um cenário de situações financeiras dos empregados não tão boas.

Modernell lembra que aqueles que estão muito endividados no crédito consignado, e ainda precisarem de dinheiro, provavelmente buscarão empréstimos com os colegas. E isso pode gerar mais conflitos na empresa. “Aumenta muito o risco de fraudes internas.”

ORIENTAÇÃO - Massaro esclarece que as firmas podem, e devem, utilizar os próprios recursos para criar seus programas de educação financeira. “E é necessário entender que nunca deverá ter conteúdo de aconselhamento. Apenas de orientação. A decisão sempre deve ser do trabalhador na hora de resolver os problemas.”

Essa é uma garantia para que, após um conselho que leve o funcionário à perda de dinheiro, a exemplo de um investimento que não gere retorno como o esperado, não termine em uma ação na Justiça contra a companhia.

Segundo o guia, estudos norte-americanos apontam que, em média, para cada US$ 1 aplicado em programas de educação financeira no ambiente de trabalho, o retorno sobre o investimento atinge US$ 3.

Por se tratar de um guia gratuito cujo objetivo é melhorar a situação das empresas, o Gefat conta com apoio da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos – São Paulo), ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) e Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).



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Estresse por dívidas derruba a produtividade

Especialista lança guia para que as empresas orientem os funcionários a gerir melhor as finanças

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

16/11/2013 | 07:00


Como elevar a produtividade dos funcionários combatendo o estresse? Um dos caminhos para isso é a orientação financeira. Conhecidas como geradoras de conflitos em relacionamentos, as dívidas também deixam os trabalhadores menos eficientes. E, como contribuição para saná-las, as empresas podem criar programas de educação financeira com o objetivo de ter um retorno positivo, muitas vezes, inclusive com os próprios recursos.

Esse é o intuito do Gefat (Guia de Educação Financeira no Ambiente de Trabalho), do especialista em finanças pessoais André Massaro. Gratuito e disponível no site www.andremassaro.com.br/GEFAT/, o documento explica para os empregadores como desenvolver programas para orientação financeira aos funcionários, e aborda os possíveis resultados de ganho de produtividade dentro da firma.

“Esta é uma visão de alguns anos atrás. As empresas perceberam uma correlação entre os problemas financeiros dos funcionários e a queda na produtividade”, destaca Massaro.

Ele deixa claro que não há estudos no Brasil que relacionem os problemas de finanças pessoais com a produtividade. Mas, garante que nos Estados Unidos e no Canadá, onde a educação financeira é mais avançada, principalmente pela alta complexidade do seu sistema econômico, várias publicações abordaram o tema.

Entre elas, citada no guia, está a EmployeeFinancial Wellness Survey 2012 (Pesquisa de Bem-estar Financeiro do Empregado), da PricewaterhouseCoopers. O documento revela que, em média, nos Estados Unidos, 97% dos funcionários utilizam horas de trabalho para cuidar das questões financeiras pessoais.

O estudo aponta ainda que 22% dos trabalhadores direcionam pelo menos 20 horas por mês correndo atrás das suas finanças dentro do ambiente da empresa. “O problema financeiro gera estresse. Faz com que o empregado se concentre menos no trabalho”, aponta o especialista em finanças pessoais.
Massaro destaca ainda que a falta de controle orçamentário dentro de casa tira tanto a atenção dos trabalhadores que chega a até gerar acidentes na companhia.

Sócio-diretor da Mais Ativos, o educador financeiro Álvaro Modernell apresentou outras consequências que os problemas financeiros podem acarretar. Para começar, ele relaciona a queda de produtividade ao menor índice de criatividade que o funcionário terá com as contas no vermelho na cabeça. “Também ficará com muito cansaço e irritabilidade”, diz, o que provavelmente vai gerar conflitos de relacionamentos com os colegas de trabalho.

DETECTANDO - Como ética profissional, é esperado que os superiores não questionem os funcionários sobre suas situações financeiras. Mas, é possível detectar de outras maneiras os problemas dos empregados. O método mais simples é levantar como estão os empréstimos consignados. Caso a demanda esteja acentuada, e com número elevado de novas contratados do crédito, é sinal de que as pessoas estão tentando readequar seus orçamentos.

Muitos pedidos de adiantamentos de pagamentos também sinalizam um cenário de situações financeiras dos empregados não tão boas.

Modernell lembra que aqueles que estão muito endividados no crédito consignado, e ainda precisarem de dinheiro, provavelmente buscarão empréstimos com os colegas. E isso pode gerar mais conflitos na empresa. “Aumenta muito o risco de fraudes internas.”

ORIENTAÇÃO - Massaro esclarece que as firmas podem, e devem, utilizar os próprios recursos para criar seus programas de educação financeira. “E é necessário entender que nunca deverá ter conteúdo de aconselhamento. Apenas de orientação. A decisão sempre deve ser do trabalhador na hora de resolver os problemas.”

Essa é uma garantia para que, após um conselho que leve o funcionário à perda de dinheiro, a exemplo de um investimento que não gere retorno como o esperado, não termine em uma ação na Justiça contra a companhia.

Segundo o guia, estudos norte-americanos apontam que, em média, para cada US$ 1 aplicado em programas de educação financeira no ambiente de trabalho, o retorno sobre o investimento atinge US$ 3.

Por se tratar de um guia gratuito cujo objetivo é melhorar a situação das empresas, o Gefat conta com apoio da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos – São Paulo), ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) e Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

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