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Com 20% da frota alugada para motoristas de aplicativos, locadoras apontam queda de 90% nos negócios

Presidente da ABLA só enxerga reversão se País voltar ao normal


Anderson Fattori

28/03/2020 | 23:30


A quarentena adotada em razão do novo coronavírus causou reação em cadeia em diversos setores da economia. E não foi diferente com as empresas de locação de veículo. Com 15% a 20% dos quase 1 milhão de veículos da frota (997.416) alugados para motoristas de aplicativos, as locadoras viram filas se formarem nas portas para devolução de carros, consequência da queda no movimento das corridas. Com escritórios, firmas e indústrias adotando home-office ou férias, a demanda destes condutores autônomos diminuiu, bem como a utilização de veículos fretados para empresas, que acabam ficando obsoletos nas garagens dos funcionários.

“Estamos com paralisação de aproximadamente 90% do mercado de locação de balcão e, com certeza, 20% da redução de contrato, de frota, de empresas que não sabem como ficarão”, alerta o presidente da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis) e diretor da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Paulo Miguel Junior. “As medidas de contenção, que são as restrições de circulação, apesar de algumas contestações, estão funcionando no Brasil. As pessoas não estão nas ruas e isso faz com que nosso mercado fique parado. Os motoristas de aplicativo, por exemplo, não têm pessoas para transportar e acabam devolvendo o carro, porque não têm como pagar a locação desse período”, explica o dirigente, que acredita em restabelecimento do setor assim que o País voltar à normalidade. “Tão logo as atividades retornem e as pessoas comecem a circular, o mercado de locação tende a retomar também.”

Até lá, as empresas vêm buscando atrair clientes como podem. A Unidas, por exemplo, anunciou plano mensal por R$ 430 para profissionais da saúde e militares. Já a Localiza Hertz – que tem como dono o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar – ofertou aos motoristas de aplicativos o aluguel semanal por R$ 9,90.

Em São Paulo as locadoras foram integradas entre os serviços essenciais no decreto de calamidade pública, por atuar também com viaturas, ambulâncias e carros oficiais – a ABLA agora pleiteia junto à presidência da República que esta permissão se estenda aos demais estados. Ainda assim, algumas das empresas optaram por colocar funcionários em home-office e, consequentemente, diminuíram as equipes nas unidades. Longas filas para devolução de veículo puderam ser notadas, como nas lojas localizadas na avenida Dom Pedro II, em Santo André.

Segundo Paulo Miguel Junior, algumas empresas estão trabalhando com devolução em hora marcada. Assim, muitas pessoas têm encontrado portões fechados. Por outro lado, as locadoras adotaram o sistema de delivery para as retiradas – mesmo que poucas.

Outra adaptação feita foi com relação à higienização dos veículos, que ganharam atenção especial em lugares com maior contato das mãos, como volantes, câmbio, freio de mão e maçanetas. 



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Com 20% da frota alugada para motoristas de aplicativos, locadoras apontam queda de 90% nos negócios

Presidente da ABLA só enxerga reversão se País voltar ao normal

Anderson Fattori

28/03/2020 | 23:30


A quarentena adotada em razão do novo coronavírus causou reação em cadeia em diversos setores da economia. E não foi diferente com as empresas de locação de veículo. Com 15% a 20% dos quase 1 milhão de veículos da frota (997.416) alugados para motoristas de aplicativos, as locadoras viram filas se formarem nas portas para devolução de carros, consequência da queda no movimento das corridas. Com escritórios, firmas e indústrias adotando home-office ou férias, a demanda destes condutores autônomos diminuiu, bem como a utilização de veículos fretados para empresas, que acabam ficando obsoletos nas garagens dos funcionários.

“Estamos com paralisação de aproximadamente 90% do mercado de locação de balcão e, com certeza, 20% da redução de contrato, de frota, de empresas que não sabem como ficarão”, alerta o presidente da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis) e diretor da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Paulo Miguel Junior. “As medidas de contenção, que são as restrições de circulação, apesar de algumas contestações, estão funcionando no Brasil. As pessoas não estão nas ruas e isso faz com que nosso mercado fique parado. Os motoristas de aplicativo, por exemplo, não têm pessoas para transportar e acabam devolvendo o carro, porque não têm como pagar a locação desse período”, explica o dirigente, que acredita em restabelecimento do setor assim que o País voltar à normalidade. “Tão logo as atividades retornem e as pessoas comecem a circular, o mercado de locação tende a retomar também.”

Até lá, as empresas vêm buscando atrair clientes como podem. A Unidas, por exemplo, anunciou plano mensal por R$ 430 para profissionais da saúde e militares. Já a Localiza Hertz – que tem como dono o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar – ofertou aos motoristas de aplicativos o aluguel semanal por R$ 9,90.

Em São Paulo as locadoras foram integradas entre os serviços essenciais no decreto de calamidade pública, por atuar também com viaturas, ambulâncias e carros oficiais – a ABLA agora pleiteia junto à presidência da República que esta permissão se estenda aos demais estados. Ainda assim, algumas das empresas optaram por colocar funcionários em home-office e, consequentemente, diminuíram as equipes nas unidades. Longas filas para devolução de veículo puderam ser notadas, como nas lojas localizadas na avenida Dom Pedro II, em Santo André.

Segundo Paulo Miguel Junior, algumas empresas estão trabalhando com devolução em hora marcada. Assim, muitas pessoas têm encontrado portões fechados. Por outro lado, as locadoras adotaram o sistema de delivery para as retiradas – mesmo que poucas.

Outra adaptação feita foi com relação à higienização dos veículos, que ganharam atenção especial em lugares com maior contato das mãos, como volantes, câmbio, freio de mão e maçanetas. 

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