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Thiago Ferreira abre o jogo

Presidente do Tigre diz que não traria Sérgio Vieira, se decepciona com atletas e revela crise financeira


Dérek Bittencourt
do Diário do Grande ABC

03/04/2017 | 07:00


 Há exatos cinco dias o São Bernardo vivia um dos capítulos mais tristes da sua história de apenas 12 anos: o apito final da derrota para o São Paulo por 1 a 0, em pleno Estádio 1º de Maio, decretou o rebaixamento do clube à Série A-2 do Paulista pela segunda vez. Em meio às definições do novo treinador e início do planejamento para a Série D do Brasileiro, a partir de 21 de maio, o presidente Thiago Ferreira elencou os problemas que levaram o time de uma campanha histórica em 2016 para a degola em 2017.

Ao Diário, o mandatário aurinegro falou em erros na escolha do treinador e do elenco, revelou dados sobre os problemas financeiros que o clube atravessa – e que vão piorar com o rebaixamento –, mas acredita em sucesso tanto neste debute na competição nacional quanto no retorno à elite com acesso em 2018.

“A culpa final de todo projeto que dá errado é de quem está à frente. No caso, eu”, iniciou. “Responsabilizo principalmente pelos resultados ruins a escolha errada de treinador e reforços que vieram para ser nossa solução e não foram. Nós, em crise financeira desde 2015, tivemos de dividir a cota do Paulista para a Série D, que não tem entrada. Tivemos de fazer elenco mais barato”, explicou.

Segundo o presidente aurinegro, a sustentação de Sérgio Vieira no cargo se deu por dois motivos: expectativa e contrato – este que iria até o fim da Série D. “Quando o Luciano Dias caiu, em 2013, foi porque na nossa opinião não tiraria mais nada do grupo. Quando o Edson Boaro caiu no Paulistão de 2015, a mesma coisa. O Roberto Fonseca, igualmente no ano passado. O Sérgio, agora, não teve momento que a gente sentiu que não ia tirar mais nada do grupo, que o ambiente estava ruim ou ninguém aguentava mais ele. Penso que se encaixássemos duas vitórias seguidas mudaria tudo”, justificou.

“Ele tinha, sim, multa (rescisória) alta. Mas, mesmo que fosse de R$ 1 milhão, tenho certeza que a gente preferiria pagar do que cair para a Série A-2. Mas não vi brecha. Hoje não o traria, mas, também, não coloco a culpa do descenso só nele. Foi de um trabalho todo que não deu certo”, continuou.

Thiago Ferreira elogiou cinco jogadores do elenco: Daniel, João Francisco, Geandro, Willian e Marcinho, este, para ele, “o destaque do time no Paulistão”. Por outro lado, afirmou “esperar mais” de Edimar, Anderson Conceição, Eduardo, Breno, Vinicius Kiss, Edno, Walterson, Rafael Costa e Rodolfo. “Foram abaixo das expectativas geradas por nós”. “Não caímos contra o São Paulo. Caímos contra Mirassol, Red Bull, Ponte Preta e Ferroviária. Não faltou comprometimento de alguns jogadores, mas responsabilidade, a identificação de, no mínimo, deixar o time onde estava. Não foi o que aconteceu. No fim, temos de aceitar a Série A-2.”

NÚMEROS

Os problemas financeiros se intensificaram em 2016 e atingiram patamar crítico em 2017. Segundo Thiago Ferreira, a crise afastou apoiadores. “Em 2015 tínhamos patrocínios de Crefisa, Center Castilho e (Fiat) Sinal. Isso nos dava R$ 250 mil a R$ 350 mil por mês. Em 2016 caiu pela metade e, neste ano, praticamente zerou. Então saímos de orçamento anual de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões (somando patrocínio e cota da Federação Paulista), para R$ 3 milhões, que é a verba do Paulistão. Essa é questão financeira que teve”, revelou.

Agora, a queda no Estadual representará ao São Bernardo diminuição de 80% no valor que recebe da Federação Paulista. Segundo o presidente, o montante passará de R$ 3 milhões para R$ 600 mil. “Isso traz reformulação total. Hoje somos time da Série A-2, temos de entender e fazer os devidos ajustes em cima disso. Temos de nos reiventar. Ver se a cidade abraça o projeto novamente para a gente voltar”, concluiu.

Dirigente espera por auxílio da Prefeitura e quer clube apolítico

Em meio a rumores de que a gestão do prefeito Orlando Morando (PSDB) voltaria atenções ao EC São Bernardo, o presidente do Tigre, Thiago Ferreira, afirmou esperar auxílio do Paço, que é parceiro há nove anos na cessão do Estádio 1º de Maio.

“Se a Prefeitura está do seu lado, tem poder para chegar num comerciante ou grande empresa daqui e sugerir ‘por que você não ajuda o futebol da cidade?’. Temos convênio desde 2009. A contrapartida que o São Bernardo dá para usar esse espaço (1º de Maio) é o Projeto Tigrinho. Esperamos que mantenha o acordo feito, que é muito benéfico para a Prefeitura”, disse o dirigente.

Morando foi um dos fundadores e primeiro vice-presidente da história do Tigre, que teve como último mandatário o atual deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), pai de Thiago. Portanto, rivais partidários. “Temos de saber diferenciar as rivalidades políticas da empresa. O São Bernardo leva o nome do município, tem trabalho sério não só esportivo como social”, concluiu.



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Thiago Ferreira abre o jogo

Presidente do Tigre diz que não traria Sérgio Vieira, se decepciona com atletas e revela crise financeira

Dérek Bittencourt
do Diário do Grande ABC

03/04/2017 | 07:00


 Há exatos cinco dias o São Bernardo vivia um dos capítulos mais tristes da sua história de apenas 12 anos: o apito final da derrota para o São Paulo por 1 a 0, em pleno Estádio 1º de Maio, decretou o rebaixamento do clube à Série A-2 do Paulista pela segunda vez. Em meio às definições do novo treinador e início do planejamento para a Série D do Brasileiro, a partir de 21 de maio, o presidente Thiago Ferreira elencou os problemas que levaram o time de uma campanha histórica em 2016 para a degola em 2017.

Ao Diário, o mandatário aurinegro falou em erros na escolha do treinador e do elenco, revelou dados sobre os problemas financeiros que o clube atravessa – e que vão piorar com o rebaixamento –, mas acredita em sucesso tanto neste debute na competição nacional quanto no retorno à elite com acesso em 2018.

“A culpa final de todo projeto que dá errado é de quem está à frente. No caso, eu”, iniciou. “Responsabilizo principalmente pelos resultados ruins a escolha errada de treinador e reforços que vieram para ser nossa solução e não foram. Nós, em crise financeira desde 2015, tivemos de dividir a cota do Paulista para a Série D, que não tem entrada. Tivemos de fazer elenco mais barato”, explicou.

Segundo o presidente aurinegro, a sustentação de Sérgio Vieira no cargo se deu por dois motivos: expectativa e contrato – este que iria até o fim da Série D. “Quando o Luciano Dias caiu, em 2013, foi porque na nossa opinião não tiraria mais nada do grupo. Quando o Edson Boaro caiu no Paulistão de 2015, a mesma coisa. O Roberto Fonseca, igualmente no ano passado. O Sérgio, agora, não teve momento que a gente sentiu que não ia tirar mais nada do grupo, que o ambiente estava ruim ou ninguém aguentava mais ele. Penso que se encaixássemos duas vitórias seguidas mudaria tudo”, justificou.

“Ele tinha, sim, multa (rescisória) alta. Mas, mesmo que fosse de R$ 1 milhão, tenho certeza que a gente preferiria pagar do que cair para a Série A-2. Mas não vi brecha. Hoje não o traria, mas, também, não coloco a culpa do descenso só nele. Foi de um trabalho todo que não deu certo”, continuou.

Thiago Ferreira elogiou cinco jogadores do elenco: Daniel, João Francisco, Geandro, Willian e Marcinho, este, para ele, “o destaque do time no Paulistão”. Por outro lado, afirmou “esperar mais” de Edimar, Anderson Conceição, Eduardo, Breno, Vinicius Kiss, Edno, Walterson, Rafael Costa e Rodolfo. “Foram abaixo das expectativas geradas por nós”. “Não caímos contra o São Paulo. Caímos contra Mirassol, Red Bull, Ponte Preta e Ferroviária. Não faltou comprometimento de alguns jogadores, mas responsabilidade, a identificação de, no mínimo, deixar o time onde estava. Não foi o que aconteceu. No fim, temos de aceitar a Série A-2.”

NÚMEROS

Os problemas financeiros se intensificaram em 2016 e atingiram patamar crítico em 2017. Segundo Thiago Ferreira, a crise afastou apoiadores. “Em 2015 tínhamos patrocínios de Crefisa, Center Castilho e (Fiat) Sinal. Isso nos dava R$ 250 mil a R$ 350 mil por mês. Em 2016 caiu pela metade e, neste ano, praticamente zerou. Então saímos de orçamento anual de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões (somando patrocínio e cota da Federação Paulista), para R$ 3 milhões, que é a verba do Paulistão. Essa é questão financeira que teve”, revelou.

Agora, a queda no Estadual representará ao São Bernardo diminuição de 80% no valor que recebe da Federação Paulista. Segundo o presidente, o montante passará de R$ 3 milhões para R$ 600 mil. “Isso traz reformulação total. Hoje somos time da Série A-2, temos de entender e fazer os devidos ajustes em cima disso. Temos de nos reiventar. Ver se a cidade abraça o projeto novamente para a gente voltar”, concluiu.

Dirigente espera por auxílio da Prefeitura e quer clube apolítico

Em meio a rumores de que a gestão do prefeito Orlando Morando (PSDB) voltaria atenções ao EC São Bernardo, o presidente do Tigre, Thiago Ferreira, afirmou esperar auxílio do Paço, que é parceiro há nove anos na cessão do Estádio 1º de Maio.

“Se a Prefeitura está do seu lado, tem poder para chegar num comerciante ou grande empresa daqui e sugerir ‘por que você não ajuda o futebol da cidade?’. Temos convênio desde 2009. A contrapartida que o São Bernardo dá para usar esse espaço (1º de Maio) é o Projeto Tigrinho. Esperamos que mantenha o acordo feito, que é muito benéfico para a Prefeitura”, disse o dirigente.

Morando foi um dos fundadores e primeiro vice-presidente da história do Tigre, que teve como último mandatário o atual deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), pai de Thiago. Portanto, rivais partidários. “Temos de saber diferenciar as rivalidades políticas da empresa. O São Bernardo leva o nome do município, tem trabalho sério não só esportivo como social”, concluiu.

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