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Problemas de visão são maiores no Grande ABC


Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

29/03/2010 | 07:00


Os índices de crianças com problemas oftalmológicos nas cidades do Grande ABC são maiores do que a média mundial, de 10%, segundo levantamento do professor titular e chefe da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC, José Ricardo Rehder.

O especialista diz que o pior índice encontrado na região é o da cidade de Ribeirão Pires. Segundo ele, 30% da população infantil do município tem problemas oftalmológicos. Em seguida aparecem Rio Grande da Serra (18%), Mauá (16%) e São Caetano (13%). O especialista não tem informações sobre Santo André, São Bernardo e Diadema.

Entre as explicações que especialistas dão para o alto índice de crianças com problemas na vista está um erro comum dos pais: achar que o filho deve passar por consulta oftalmológica só quando entra na escola.

Foi justamente nessa época que a doméstica Doralice Victalino, 43 anos, percebeu que seu filho, Rodrigo Victalino, 8, estava deixando de enxergar com o olho direito. "Quando ele tinha 3 anos, as professoras da creche diziam que ele assistia à televisão muito próximo da tela e me aconselharam a levá-lo ao médico", afirmou.

A mãe, que não teve a sorte de encontrar um bom profissional, só soube que o filho estava perdendo a visão quando tinha 5 anos. "Comecei o tratamento com outro médico e fui encaminhada para o Ambulatório de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC", explicou.

Doralice lamenta que não tenha sido orientada pelo pediatra a levar o menino para um especialista logo que nasceu.

Rodrigo atualmente não enxerga com o olho direito por ter a retina descolada. "No caso dele vamos tentar um tratamento a laser para impedir o deslocamento da retina esquerda. Temos a hipótese de que seu diagnóstico seja semelhante a doenças congênitas", explicou o oftalmologista Sandro Balardin Costa.

A prática do diagnóstico preventivo de problemas nos olhos ainda não é da cultura de muitos pais, que chegam a achar que os recém-nascidos não têm doenças oculares.

Às sextas-feiras, o Ambulatório de Oftalmopediatria da Faculdade de Medicina do ABC tem movimento grande de crianças de todas as faixas etárias. Elas tratam de miopia, catarata e estrabismo, entre outras doenças.

O chefe do setor, Fulvio Yamashiro, disse que a triagem acontece todos os dias. Há alguns dias da semana em que é feito atendimento específico, como às quartas-feira, quando são atendidas crianças com estrabismo.

Exposição excessiva à televisão e ao computador traz riscos

A exposição por muitas horas em frente ao computador, televisão e jogos de videogame pode intensificar problemas já existentes na vista ou causar novas patologias.

Estudo da Faculdade de Optometria da Universidade da Califórnia aponta a televisão como o principal fator de risco para a miopia juvenil.

O professor da Faculdade de Medicina do ABC e especialista em oftalmopediatria Celso Lopes Fernandez salienta que equipamentos eletrônicos como o computador e a televisão intensificam os problemas de visão que as crianças já tenham.

"Os pais devem disciplinar seus filhos para não ficarem muito tempo na frente da televisão. O hábito pode piorar problemas já existentes. É comum haver lacrimejamento dos olhos", alerta o médico.



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Problemas de visão são maiores no Grande ABC

Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

29/03/2010 | 07:00


Os índices de crianças com problemas oftalmológicos nas cidades do Grande ABC são maiores do que a média mundial, de 10%, segundo levantamento do professor titular e chefe da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC, José Ricardo Rehder.

O especialista diz que o pior índice encontrado na região é o da cidade de Ribeirão Pires. Segundo ele, 30% da população infantil do município tem problemas oftalmológicos. Em seguida aparecem Rio Grande da Serra (18%), Mauá (16%) e São Caetano (13%). O especialista não tem informações sobre Santo André, São Bernardo e Diadema.

Entre as explicações que especialistas dão para o alto índice de crianças com problemas na vista está um erro comum dos pais: achar que o filho deve passar por consulta oftalmológica só quando entra na escola.

Foi justamente nessa época que a doméstica Doralice Victalino, 43 anos, percebeu que seu filho, Rodrigo Victalino, 8, estava deixando de enxergar com o olho direito. "Quando ele tinha 3 anos, as professoras da creche diziam que ele assistia à televisão muito próximo da tela e me aconselharam a levá-lo ao médico", afirmou.

A mãe, que não teve a sorte de encontrar um bom profissional, só soube que o filho estava perdendo a visão quando tinha 5 anos. "Comecei o tratamento com outro médico e fui encaminhada para o Ambulatório de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC", explicou.

Doralice lamenta que não tenha sido orientada pelo pediatra a levar o menino para um especialista logo que nasceu.

Rodrigo atualmente não enxerga com o olho direito por ter a retina descolada. "No caso dele vamos tentar um tratamento a laser para impedir o deslocamento da retina esquerda. Temos a hipótese de que seu diagnóstico seja semelhante a doenças congênitas", explicou o oftalmologista Sandro Balardin Costa.

A prática do diagnóstico preventivo de problemas nos olhos ainda não é da cultura de muitos pais, que chegam a achar que os recém-nascidos não têm doenças oculares.

Às sextas-feiras, o Ambulatório de Oftalmopediatria da Faculdade de Medicina do ABC tem movimento grande de crianças de todas as faixas etárias. Elas tratam de miopia, catarata e estrabismo, entre outras doenças.

O chefe do setor, Fulvio Yamashiro, disse que a triagem acontece todos os dias. Há alguns dias da semana em que é feito atendimento específico, como às quartas-feira, quando são atendidas crianças com estrabismo.

Exposição excessiva à televisão e ao computador traz riscos

A exposição por muitas horas em frente ao computador, televisão e jogos de videogame pode intensificar problemas já existentes na vista ou causar novas patologias.

Estudo da Faculdade de Optometria da Universidade da Califórnia aponta a televisão como o principal fator de risco para a miopia juvenil.

O professor da Faculdade de Medicina do ABC e especialista em oftalmopediatria Celso Lopes Fernandez salienta que equipamentos eletrônicos como o computador e a televisão intensificam os problemas de visão que as crianças já tenham.

"Os pais devem disciplinar seus filhos para não ficarem muito tempo na frente da televisão. O hábito pode piorar problemas já existentes. É comum haver lacrimejamento dos olhos", alerta o médico.

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